Segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia, 1 em cada 10 pessoas sofrem com pedra no rim no Brasil.
Essa formação é resultado da cristalização de elementos da urina e pode provocar crises incrivelmente dolorosas.
Neste texto, você vai saber o que é pedra no rim, causas e tratamento para esse problema tão incômodo.
O que é e o que causa pedra nos rins?
A pedra no rim é uma formação sólida criada a partir de sais minerais e outras substâncias que ficam acumulados no interior do órgão.
Em geral, quando existe líquido em abundância, esses resíduos podem ser eliminados pela própria urina, mas quando isso não acontece, vão se acumular e formar os cálculos. A pedra pode afetar qualquer parte do trato urinário, dos rins à bexiga.
Essa é uma condição bastante comum em adultos jovens, que têm entre 20 e 35 anos, com uma prevalência nos homens. Porém, as mulheres não estão livres desse problema.
A causa mais apontada para a ocorrência da pedra no rim é a baixa ingestão de líquidos, mas outras condições também podem levar ao problema:
- Genética;
- Dieta rica em sal, ou proteínas;
- Obesidade;
- Uso de medicamentos ou suplementos;
- Doenças digestivas;
- Alterações anatômicas;
- Distúrbios metabólicos.
Um alerta da Sociedade Brasileira de Urologia é que as crises de pedra no rim podem aumentar em até 30% no verão.
Esse aumento ocorre porque nesta época mais quente do ano as pessoas transpiram mais, ficam desidratadas e não ingerem a quantidade suficiente de líquido para eliminar os resíduos acumulados na urina.
Quando está formada, a pedra no rim pode permanecer no órgão ou descer para o trato urinário. Os sintomas ocorrem predominantemente, quando os cálculos provocam obstrução das vias urinárias.
Em geral, os sintomas relacionados aos cálculos, independem do tamanho da pedra. Entretanto, cálculos menores que 5 mm apresentam uma chance considerável de eliminação espontânea.
Esse problema precisa ser identificado e tratado precocemente, para evitar os sintomas e complicações relacionadas à obstrução das vias urinárias. Tais complicações variam desde cólica e hematúria, até infecção e, em casos extremos, insuficiência renal.

Pedra no rim: sintomas
As crises de pedra no rim são consideradas os episódios mais dolorosos que alguém pode enfrentar na vida.
Se a pessoa tem pedra no rim, a localização da dor pode ajudar a determinar em que parte do trato urinário está o cálculo. Quando está no próprio órgão, a dor pode ser localizada na região lombar, irradiando para o ventre, mas se já está nos ureteres, o paciente pode sentir dor também no baixo ventre e no genital.
Mas, como saber se a pedra no rim está saindo? Quando o cálculo se move, os sintomas de pedra no rim são diversos, o mais evidente é a dor forte e intensa o suficiente para necessitar de um atendimento de urgência.
Aliás, quanto maior for o cálculo, menor a chance de passagem pelo ureter e maior a probabilidade de obstrução das vias urinárias e hidronefrose. Quando isso ocorre, a dor se intensifica fortemente.
Durante uma crise, o paciente poderá perceber:
- Dor de pedra no rim é forte e repentina em um dos lados das costas;
- Dor que irradia para a virilha e abdômen;
- Dor abdominal vaga, mas que não passa;
- Dor em espasmos com flutuação de intensidade, que atinge um pico em cerca de 2 horas;
- Necessidade persistente de urinar;
- Dificuldade de urinar;
- Pedra no rim saindo pela urina pode provocar dor e queimação ao urinar;
- Náusea ou vômito;
- Sangue na urina;
- Urina turva e com cheiro forte.
Tipos de pedra no rim
No geral, são 4 os tipos de pedra no rim: oxalato de cálcio, ácido úrico, estruvita e cistina. A formação mais comum é a partir do oxalato de cálcio, representando mais de 70% dos casos.

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Tratamentos para pedra no rim
Quando uma pessoa está com uma crise forte de pedra no rim, a primeira medida é buscar um atendimento de urgência.
Ao ser atendido, o paciente vai receber remédio para pedra no rim para alívio da dor intensa. Quando houver alguma infecção adjacente, também haverá prescrição de antibióticos.
Em alguns casos, a ingestão dos analgésicos é a única medida a ser tomada até a crise passar, e a pedra poderá ser eliminada naturalmente pela urina.
Já em situações mais graves, como uma obstrução urinária devido a um cálculo maior, o paciente poderá ser encaminhado para uma cirurgia, que pode ser realizada com métodos minimamente invasivos como a ureterorrenolitotripsia, que vai pulverizar a pedra e proporcionar a desobstrução urinária.
O diagnóstico do tamanho das pedras nos rins pode ser efetuado com exames de imagem, como a tomografia computadorizada.
Quando o paciente já sabe da presença dos cálculos renais em seu organismo, e não está em uma condição de urgência, outra forma de eliminação da pedra é a litotripsia por ondas de choque.
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Pedra no rim: como eliminar sem cirurgia?
Pedras menores de 0,5 cm, em geral, apresentam uma alta taxa de eliminação espontânea e não necessitam de intervenção cirúrgica.
Em alguns casos, o médico poderá prescrever medicações que vão ajudar a dissolução do cálculo, em caso de pedras de ácido úrico; mas as de oxalato de cálcio não respondem a nenhum tipo de medicação neste sentido.
Além disso, uma das recomendações constantes dos médicos para evitar e até eliminar as pedras é a ingestão abundante de líquidos, por volta de 2 litros, diariamente.
O que não pode comer quando tem pedra no rim?
Como já dito acima, certas dietas podem aumentar o risco de desenvolver cálculos urinários. Então, tente evitar o exagero no consumo de certos alimentos, como:
- Proteínas;
- Carne vermelha;
- Embutidos (que têm excesso de sal);
- Alimentos ricos em oxalato: chá preto, chá mate, espinafre, amendoim, beterraba e batata doce, etc.
Por outro lado, ingerir sucos cítricos pode ajudar a impedir a formação dos cristais e pedras no rins.
Busque sempre o especialista!
Para quem tem pedra no rim, o aumento da ingestão de líquidos pode ajudar a evitar o problema, mas quando uma pessoa sofre com uma crise dessas, pode tentar recursos controversos. Por isso, muito cuidado com a crendice popular que orienta beber chá para pedra no rim.
Muitas dessas receitas não apresentam resultados científicos efetivos para o problema, e o paciente ainda pode correr o risco de se intoxicar com certas substâncias.
A melhor medida para quem está com uma crise ou já teve a crise e quer tratar o problema é buscar um especialista que vai indicar as melhores abordagens terapêuticas.