São três os tipos de câncer mais comuns em homens: próstata, pênis e testículo. O de próstata é o mais incidente e prevalente, sendo a segunda principal causa de morte masculina por neoplasias. O de pênis é um dos tipos mais evitáveis e o de testículo é um dos mais raros, mas não menos importante. Saiba quais são os fatores de risco, como identificá-los e, principalmente, como evitá-los.
Os três tipos de câncer mais comuns em homens
Câncer de próstata
Dos tipos de câncer mais comuns em homens, o de próstata é a neoplasia mais prevalente. A estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) é de que mais de 60 mil novos casos da doença surjam a cada ano no Brasil. Os principais fatores de risco para este tipo de tumor são: etnia, histórico familiar e idade.
Homens negros são mais propensos a desenvolver um câncer na próstata. Possuir um familiar (tio, pai, avô ou irmão) diagnosticado com a doença também aumenta a chance para o surgimento do câncer de próstata. A idade também é outro fator de risco muito conhecido. A idade média dos homens diagnosticados com esse tipo de tumor é 66 anos.
A prevenção da doença depende do próprio homem tomar ciência da importância de possuir um estilo de vida saudável e realizar os exames recomendados no período indicado. Estar acima do peso, fumar, consumir muita carne, alimentos ricos em gorduras e que não contenham betacaroteno (como damasco, cenoura, abóbora, beterraba, mamão, manga) é prejudicial à saúde e favorece o aparecimento do câncer de próstata.
A partir dos 45 anos, todo homem tem de realizar ao menos uma avaliação anual com o urologista e outros dois exames: de toque retal e o que mede o nível de antígeno prostático específico (conhecido por PSA) no organismo. Quando há alguma suspeita, o urologista complementa a investigação com a realização de uma biópsia prostática para obter o diagnóstico definitivo.
Câncer de pênis
Diagnosticado em apenas 2% dos homens com tumores malignos, segundo informa a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), o câncer de pênis aparece com maior frequência naqueles que vivem em áreas de condições sanitárias precárias e que não cuidam da própria higiene. Alguns casos são registrados em homens infectados pelo papilomavírus humano (HPV), cuja transmissão ocorre pela relação sexual e também é responsável por causar câncer no colo do útero.
Além da falta de higiene, a desnutrição, a idade superior a 60 anos, a fimose, o esmegma (secreção que surge abaixo do prepúcio) em excesso, o tabagismo e as relações sexuais sem o uso de preservativo são fatores que facilitam o desencadeamento do câncer de pênis.
Não há melhor maneira de evitá-lo do que fazendo a correta higiene do órgão. A limpeza diária deve ser feita com água e sabão. Após a relação sexual ou a masturbação, o homem também deve preocupar-se em higienizar o pênis corretamente, principalmente se o ato for feito sem proteção. Depois de lavá-lo, o órgão deve ser bem seco. Meninos que aprendem desde cedo a conservar o pênis limpo e operam a fimose ainda na infância correm menos risco de ter câncer de pênis no futuro.
Câncer de testículo
O câncer de testículo também possui baixa incidência (5%), mas, mesmo assim, é preocupante porque surge com maior frequência em homens com idade entre 20 e 34 anos, ou seja, naqueles em idade de vida sexual ativa. A boa notícia é que a doença tem bom prognóstico. Pode ser curada em mais de 90% do casos.
Os mais propensos a ter câncer de testículo são os homens com criptorquidia (nome dado à condição caracterizada pela localização dos testículos fora da bolsa escrotal) e os inférteis. No segundo caso, é provável que a existência de um tumor no órgão seja a causa da baixa produção de espermatozoides. Mas o diagnóstico exato do problema só pode ser feito quando o homem percebe alguma alteração em seus testículos. Através do autoexame é possível identificá-las.
O homem que constata uma massa diferente ao tocar os testículos precisa consultar-se com um urologista para descobrir do que se trata. Confirmado o diagnóstico, é possível planejar o tratamento para que seja possível preservar a fertilidade, especialmente nos que ainda não se tornaram pais e o desejam ser um dia.
O tratamento geralmente envolve a remoção do testículo por via inguinal (região da virilha). Eventualmente, depois da análise da biópsia do material retirado, pode ser necessário algum tratamento complementar com quimioterapia, radioterapia ou até mesmo remoção de focos da doença em outros locais quando a mesma conseguiu se multiplicar fora dos testículos (metástases). Felizmente, estas últimas condições não são comuns e tem bom prognóstico.