O câncer de bexiga é uma doença que afeta mais homens e está muito associado ao hábito de fumar.
Leia mais neste texto sobre câncer de bexiga, sintomas, causas e tratamentos.
O que é câncer de bexiga?
O câncer de bexiga ocorre quando as células que recobrem esse órgão sofrem mutações, começam a se reproduzir descontroladamente e resultam em um tumor maligno, que pode se espalhar para outros órgãos do corpo.
Segundo dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer), essa doença costuma afetar mais os homens. Só em 2020, foram mais de 10,6 mil casos registrados no sexo masculino, enquanto nas mulheres ocorreram 3.050 casos.
São três os principais tipos de câncer de bexigas:
- Carcinoma urotelial ou de células de transição: é o tipo que ocorre na maioria dos casos de câncer de bexiga;
- Carcinoma de células escamosas: afeta as células delgadas e pode surgir depois de infecções e inflamações prolongadas;
- Adenocarcinoma: afeta células glandulares e também têm relação com inflamações e infecções prolongadas.
Além disso, há cânceres não invasivos, que ficam nas camadas superficiais das células (epiteliais), e outros invasivos, que se infiltram nas camadas mais profundas da parede vesical.
Ao ser diagnosticado na fase inicial o câncer de bexiga é tratável.
Câncer de bexiga: causas
É muito comum a questão: “O fumo pode causar câncer de bexiga?”. A resposta é sim, o tabagismo pode aumentar em 50% a 70% as chances de uma pessoa desenvolver o câncer de bexiga, mas, existem outros fatores de risco, como:
- Raça e idade: o câncer de bexiga em idosos e homens brancos estão entre os que têm mais propensão a desenvolver a doença;
- Exposição prolongada a certos compostos químicos: corantes, agrotóxicos, petróleo, tintas, benzeno, fumo, poeira de metal, etc.
- Inflamação crônica da bexiga: inflamações e infecções constantes geram risco de desenvolver a doença. Pacientes que necessitam usar cateteres urinários com frequência correm mais riscos;
- Histórico familiar de câncer na bexiga.
Leia mais sobre:
Quais os sintomas de câncer na bexiga?
Há diversos sintomas que têm a ver com o estágio da doença. Em princípio, são:
- Hematúria: presença de sangue na urina, que pode ser macroscópico, ou seja, visto a olho nu; ou microscópico, detectado apenas em exames laboratoriais;
- Mudança nos padrões de micção: passar a urinar mais do que o costume, sensação de urgência ao sentir vontade de urinar e jato enfraquecido.
- Dor ou ardência ao urinar.
Já os sintomas de câncer de bexiga avançado são:
- Dor lombar;
- Perda de apetite;
- Impossibilidade de urinar;
- Inchaço nos pés;
- Dor óssea;
- Fraqueza.
Leia também:

Câncer de bexiga: diagnóstico
Quando a pessoa tem os sintomas do câncer de bexiga, para detectar a doença, o especialista vai necessitar realizar exames clínicos e solicitar exames laboratoriais e de imagem.
Outra possibilidade para pacientes que costumam fazer consultas regulares ao urologista é realizar exames periódicos de rastreamento como uma forma de detectar a doença precocemente.
Inicialmente serão solicitados exames laboratoriais. Mas, o exame de urina detecta câncer de bexiga? Esse é um exame inicial no rastreamento do câncer de bexiga. Caso tenha alteração, exames específicos serão necessários para prosseguir a investigação.
Outro teste que pode ser solicitado é a cistoscopia, no qual o interior da uretra e da bexiga podem ser visualizados através de um pequeno tubo para detectar se há sinais da doença. Em alguns casos, durante esse exame, pode ser coletada uma amostra do tecido bexiga.
Quando o câncer é diagnosticado, os exames de imagem vão ajudar a dimensionar a extensão da doença e verificar se a doença se espalhou por outros órgãos. Para refinar o diagnóstico, podem ser solicitadas tomografia computadorizada, ressonância magnética.
Câncer de bexiga: tratamento
O tratamento desse tipo de câncer depende da extensão da doença. Em alguns casos, a cirurgia de remoção é mais adequada. São três tipos de procedimentos cirúrgicos:
- Cistotectomia radical: quando a bexiga é retirada totalmente, com reconstrução de um novo órgão;
- Cistotectomia parcial: quando só é retirada uma parte da bexiga;
- Ressecção transuretral: quando o tumor é removido via uretra.
Após essa retirada do tumor, a aplicação de vacina BCG na bexiga é indicada para casos selecionados e visa minimizar a recorrência da doença.
Para casos de tumores mais agressivos, a radioterapia é uma opção de tratamento para tentar preservar o órgão.
Outras alternativas são: a quimioterapia intravesical, com medicações aplicadas diretamente na bexiga; ou sistêmica, por ingestão de medicamentos via oral ou por injeção nas veias.
Porém, em alguns casos, após o tratamento, a doença pode ter uma recidiva, o que coloca todos os pacientes da doença em alerta para fazer um acompanhamento constante por anos, mesmo quando têm bons resultados durante os tratamentos.
Conclusão
Hábitos de vida saudáveis podem ajudar a evitar o câncer de bexiga. Por exemplo, não fumar ou parar de fumar é uma ótima decisão.
Além disso, um acompanhamento médico constante também ajuda a detectar essa doença em graus menos avançados e possibilitar tratamentos com chances de sucesso.