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O texto relata sobre o que é e a importância da cirurgia de períneo. Ao longo dos parágrafos, é possível observar para quais mulheres esse tipo de procedimento é indicado e quais são os seus possíveis riscos.

Cirurgia de períneo: por que é indicada?

A cirurgia de períneo é um procedimento cirúrgico que pode ter indicação médica para as mulheres quando acontece alguma laceração ou ruptura na musculatura pélvica, ou seja, é uma intervenção para reparar o períneo e os órgãos externos da vagina... read more →
Você anda sentindo dor ou queimação ao urinar e até indo mais vezes ao banheiro? Então, pode estar com os sintomas mais comuns da infecção na bexiga. Leia mais sobre o assunto neste texto. Quais os sintomas de infecção na bexiga? Quando uma pessoa está com infecção na bexiga, os sintomas mais comuns têm relação com mudanças no comportamento miccional. A infecção na bexiga, em geral, trata-se de uma infecção do trato urinário inferior, que ocorre quando há colonização de bactérias que ficaram presas às paredes do órgão e se multiplicaram com grande rapidez. Boa parte dos casos são agudos e os sintomas de infecção na bexiga mais comuns surgem repentinamente, como: Dor na bexiga; Vontade persistente de urinar; Desejo de urinar imediatamente após ter esvaziado a bexiga; Sensação de queimação ou ardência ao urinar; Sensação de plenitude na bexiga; Urina com cheiro forte e tom mais escuro; Sangue na urina (visível a olho nu ou detectado em exame laboratorial). Quais os perigos da infecção de bexiga? Quando o paciente percebe esses sintomas, precisa buscar tratamento o quanto antes porque a infecção do trato urinário pode subir para os ureteres e rins e causar problemas mais graves, como a evolução para uma pielonefrite aguda. Nestes casos, outra manifestação é a febre, náuseas, vômitos e calafrios. Quando isso acontece, os pacientes podem perceber que a dor se espalha para as costas, na região lombar, mas não tem alívio em qualquer posição, portanto, diferencia-se de uma dor meramente muscular. É importante ressaltar também que os sintomas de infecção na bexiga na gravidez serão os mesmos, e essa patologia pode colocar a gestação em risco, caso se agrave. Portanto, é imprescindível buscar orientação médica, especialmente porque a grávida pode considerar que as idas frequentes ao banheiro são uma condição normal da gestação, e não perceber que se trata de algo fora do comum em sua saúde. Infecção na bexiga: sintomas e causas Geralmente, a infecção na bexiga atinge mais as mulheres do que os homens porque a uretra é mais curta no organismo feminino do que no masculino, o que deixa o caminho mais curto para os micro-organismos. A maioria das infecções de bexiga são causadas pela bactéria Escherichia coli (E. coli), que está presente naturalmente no intestino, mas pode haver infecção causada por outros micro-organismos. Mas, a inflamação na bexiga, que também é conhecida como cistite, pode ser fruto de outras condições médicas subjacentes. No caso desses sintomas de infecção na bexiga em homens, pode ser um sinal de um aumento da próstata, e nas mulheres, a gravidez é uma condição que provoca alterações na bexiga feminina, favorecendo as condições para a colonização de bactérias. Além disso, pessoas que fazem uso de sondas, têm diabetes, são idosos, fazem tratamento de radioterapia ou quimioterapia, têm HIV ou problemas com o fluxo urinário ou estão com sistema imunológico enfraquecido estão mais sujeitas a desenvolver uma infecção na bexiga. Diagnóstico de infecção na bexiga Quando alguém está com os sintomas de infecção na bexiga mencionados acima, precisa agendar uma consulta médica ou até mesmo ir em um pronto atendimento. Para diagnosticar o problema, o médico realizará um exame físico e buscará entender se o paciente está realmente com infecção da bexiga. Para confirmar, irá solicitar um exame laboratorial de urina (tipo 1), que poderá atestar as alterações no sistema urinário ou renal, porque analisa aspectos físicos e químicos da urina, como cor, aspecto, densidade e a presença de proteínas, bactérias, protozoários, muco, nitritos, sangue, leucócitos e cristais, entre outros elementos. Por exemplo, se houver uma certa quantidade de leucócitos, é o indicativo de uma infecção da bexiga, mas será outro exame, a urocultura, que vai definir se há uma infecção, porque consegue identificar até mesmo qual é o micro-organismo causador da patologia. Mas de acordo com o que o paciente relatar sobre seus sintomas, o médico também poderá aprofundar a investigação e solicitar exames de imagem. Leia mais sobre: Bexiga caída Infecção na bexiga: sintomas e tratamento Para tratar a infecção da bexiga e aliviar os sintomas, o médico poderá indicar algumas medicações antibióticas ou antifúngicas, vai depender do que causou a patologia. Além disso, ele poderá sugerir também algumas mudanças no estilo de vida, para evitar que o paciente sofra com infecções de bexiga de forma recorrente. Entre as recomendações, estão: sugerir que o paciente tome mais líquidos, não segurar a urina por muito tempo e buscar urinar após a relação sexual. Outras medidas preventivas para mulheres são: não fazer duchas íntimas ou usar sprays, sabonetes perfumados ou espermicidas. Por fim, se o paciente tiver quadros repetitivos de infecção de bexiga, o médico poderá prescrever uma medida profilática, que é tomar antibiótico em pequenas doses diariamente por um certo tempo, para evitar esses sintomas desconfortáveis. Conclusão Os sintomas da infecção da bexiga são desconfortáveis e ainda podem evoluir para quadros mais preocupantes, portanto, não se deve adiar a procura pelo médico para iniciar o tratamento. Quando realizado com agilidade, o tratamento pode começar ainda no estágio inicial e evitar mais problemas para o sistema urinário.

Infecção na bexiga: sintomas mais comuns

Você anda sentindo dor ou queimação ao urinar e até indo mais vezes ao banheiro? Então, pode estar com os sintomas mais comuns da infecção na bexiga. Leia mais sobre o assunto neste texto. Quais os sintomas de infecção na... read more →
A prostatectomia robótica tem sido um dos procedimentos que mais vem ganhando adesão de equipes médicas devido aos benefícios que proporcionam para o resultado do tratamento. Nos EUA, 90% das cirurgias de prostatectomia são realizadas pela técnica robótica. Leia neste texto mais sobre prostatectomia, o que é, para o que serve a abordagem robótica e suas vantagens para os pacientes. O que é prostatectomia? A prostatectomia é o procedimento que promove a retirada parcial ou total desta glândula do sistema reprodutor masculino, que é responsável por produzir um líquido que enriquece o sêmen. Ao longo da vida, a próstata pode sofrer com algumas condições que estão relacionadas ao envelhecimento, hereditariedade, doenças associadas e até hábitos de vida. São duas as principais condições que exigem a retirada da próstata: hiperplasia prostática benigna ou câncer de próstata. HPB A remoção parcial é indicada para homens que têm hiperplasia próstata benigna. Quando um homem está com a próstata aumentada, a glândula pressiona a uretra e ele sofre com diversos desconfortos relacionados ao comportamento miccional. Além disso, essa condição pode levar a problemas mais sérios, como obstrução urinária, que traz riscos aos rins. Neste caso, o procedimento é denominado de prostatectomia simples ou adenomectomia da próstata, na qual é realizada uma remoção parcial do tecido, no qual é extraído apenas o adenoma, que é a região que cresceu na próstata, mas a cápsula prostática é preservada. Câncer de próstata No caso do câncer de próstata, o tratamento é imprescindível porque esse é o segundo tipo de câncer mais incidente nos homens e a segunda causa de morte na população masculina. Uma das soluções para essa condição é a retirada da próstata. Quando essa extração da glândula é total, o procedimento é conhecido como prostatectomia radical, incluindo a remoção também das estruturas do entorno, como as vesículas seminais, que são armazenadoras do esperma. Essa remoção total pode ocorrer em estágios iniciais da doença, quando o tumor está confinado à glândula. Dessa forma, impede-se que as células cancerosas que estão na próstata avancem para outros tecidos. Tipos de prostatectomia Existem diversas abordagens que permitem essa remoção da glândula, como as técnicas abertas, laparoscópicas e robóticas. Prostatectomia transvesical Esse tipo de retirada da glândula se dá com uma incisão através da bexiga para se chegar à próstata. Pode ser realizada por via laparoscópica ou robótica. Prostatectomia laparoscópica O acesso à próstata é realizado através de pequenos cortes na pele do paciente, é um procedimento minimamente invasivo. A próstata é visualizada com auxílio de câmera na ponta do laparoscópio. Prostatectomia aberta Esse tipo de prostatectomia é realizada com uma incisão que vai do umbigo até o púbis. Pode servir tanto para a prostatectomia radical ou simples. Porém, tem sido cada vez menos utilizada porque é quando o paciente corre mais riscos de sangramentos, infecções e desconforto grande no pós-operatório. O que é prostatectomia radical robótica? Quais os benefícios? A partir do avanço tecnológico, surgiu a cirurgia robótica, que foi desenvolvida especialmente para o tratamento do câncer de próstata, mas com o tempo passou a ser utilizada também em outros tipos de cirurgias delicadas. Para a realização da cirurgia robótica, foi desenvolvido o sistema cirúrgico da Vinci®. Assim, a prostatectomia radical robótica permite que a equipe cirúrgica faça o procedimento com incisões mínimas, ou seja, minimamente invasivas, e tenha uma ampla visão da área do campo operatório, por meio de monitores, que garantem visão 3D de alta definição. Com essa visão tridimensional e ampliada, o cirurgião consegue enxergar melhor as estruturas ao redor da próstata, como músculos, nervos e vasos sanguíneos. Esse sistema é composto de 3 estruturas: Braços robóticos: são os componentes executores do robô da Vinci®. São quatro braços que ficam posicionados ao lado do paciente. Foram projetados para ter 7 graus de movimento e grande amplitude, podendo inclinar e dobrar, ultrapassando a capacidade das próprios punhos humanos; Console: os médicos utilizam esse equipamento para orientar os movimentos dos braços robóticos no procedimento cirúrgico; Monitores: processam as imagens dentro do organismo do paciente com alta resolução, permitindo um amplo campo de visão. Um cirurgião auxiliar fica ao lado do paciente e o cirurgião principal fica próximo, visualizando a área operatória pelo monitor e manipulando o console que movimenta os braços robóticos. A cirurgia pode levar de 2 a 4 horas. Mesmo a cirurgia sendo robótica, o paciente sairá do procedimento usando uma sonda, que passa pela uretra e serve como uma espécie de molde para cicatrização. O tempo de uso é de cerca de 5 a 7 dias. As vantagens da prostatectomia total com o sistema robótico são inúmeras e, por isso, vem ganhando a preferência de equipes médicas no mundo inteiro. Principais benefícios da prostatectomia robótica É menos invasiva; Incisões milimétricas e precisas; Cirurgiões ficam livres de tremores que podem ocorrer nas mãos humanas; Manobras cirúrgicas mais amplas e flexíveis, alcançado posições e localidades muito pequenas e estreitas do corpo, que seriam difíceis para a mão humana; Precisão nos cortes e na retirada dos tecidos; Menos dor; Menos sangramento; Menor necessidade de transfusão; Menos riscos de infecção; Sistema robótico facilita procedimento em pacientes com obesidade; Tempo de recuperação menor no pós-cirúrgico; Retorno mais rápido para as atividades do paciente. Como ter uma recuperação ainda melhor após a prostatectomia? Quando um homem passa pela prostatectomia robótica devido a um câncer, o sucesso do tratamento depende também de alguns fatores, como: Agressividade do tumor; Experiência do cirurgião; Bom pré-operatório; Saúde do paciente em geral. Outro detalhe é que a recuperação poderá ser muito melhor se o paciente seguir todas as instruções para o pós-operatório, inclusive durante a internação hospitalar, que varia de 24 a 48 horas. A primeira medida é manter a sonda pelo período indicado pelo médico e trocar os curativos. Logo após a cirurgia, a dieta será leve. Já em casa, o paciente deve fazer repouso, mas não ficar deitado ou sentado por um tempo prolongado. As caminhadas leves e diárias são aconselhadas. Subir escadas vagarosamente também é permitido. Exercícios que envolvam pegar pesos acima de 5 quilos ou natação, ciclismo e corrida não devem ser praticados antes de 4 semanas. Após esse período, a intensidade das atividades podem ser aumentadas gradativamente. Riscos da cirurgia de prostatectomia robótica Todas as cirurgias pressupõem riscos, como os de sangramento, infecções e danos em estruturas subjacentes. Porém, com a abordagem robótica esses riscos são menores. Existem duas condições que podem ser desenvolvidas após uma prostatectomia: disfunção erétil e incontinência urinária. Ambas estão relacionadas com a lesão de alguns nervos. A incontinência urinária pode ocorrer porque as incisões da prostatectomia pode prejudicar os esfíncter (músculo responsável pela continência) ou os nervos que ajudam a controlar o funcionamento da bexiga, quando o câncer está mais aprofundado e exige que o cirurgião remova mais tecidos. Com a abordagem robótica esses riscos desses efeitos colaterais continuam, porém, podem ser bem menores, especialmente a partir da experiência do cirurgião com esse equipamento e a ampliação da visão do campo operatório e a desenvoltura dos braços robóticos, que auxiliam na preservação dos feixes nervosos e esfíncter urinário. Estudos e depoimentos de homens que fizeram prostatectomia radical robótica revelam que a incontinência urinária tende a ser temporária e tem recuperação mais rápida da funcionalidade muscular em comparação com a técnica aberta. Além disso, o homem também pode realizar procedimentos de reabilitação peniana para acelerar a retomada da função erétil, caso seja deflagrada essa disfunção sexual. Conclusão Seja indicada para o tratamento da HPB ou o câncer de próstata, a prostatectomia robótica tornou o procedimento cirúrgico mais tolerável, seguro e eficaz. Devido à precisão e flexibilidade proporcionada pelos equipamentos, o procedimento já está se tornando o padrão outro dos tratamentos relacionados à próstata, especialmente quando a neoplasia está em estágio inicial. No entanto, o principal aconselhamento é que o paciente procure um cirurgião urologista que inspire sua confiança e tenha expertise neste procedimento para potencializar suas chances de sucesso no tratamento.

Prostatectomia robótica: entenda os benefícios

A prostatectomia robótica tem sido um dos procedimentos que mais vem ganhando adesão de equipes médicas devido aos benefícios que proporcionam para o resultado do tratamento. Nos EUA, 90% das cirurgias de prostatectomia são realizadas pela técnica robótica. Leia neste... read more →
Quando uma paciente sente dor na bexiga pode ser o sinal de uma doença crônica ou de outras condições urológicas que têm como sintomas um forte desconforto pélvico. Neste post, saiba o que pode ser e o que causa dor na bexiga. Dor na bexiga: o que pode ser? A dor na bexiga pode se manifestar a partir de várias origens, tanto pode representar uma infecção urinária ou uma doença crônica, que também é conhecida como síndrome da bexiga dolorosa, síndrome da dor pélvica crônica ou cistite intersticial. No entanto, há outras motivações que provocam esse sintoma. Veja o que pode causar e como aliviar dor na bexiga em cada caso: Síndrome da bexiga dolorosa Uma forte dor em região pélvica e de bexiga representa um dos sintomas mais comuns relacionados a esta patologia. Existem diversas teorias que buscam compreender as causas relacionadas a esta condição, entretanto, nenhuma delas é bem estabelecida na literatura. Pode ocorrer tanto em homens como mulheres, mas afeta mais a população feminina. Como é uma patologia crônica, antes de receberem o diagnóstico de cistite intersticial, muitos pacientes recebem tratamento para infecção urinária ou bexiga hiperativa, mas não têm os resultados desejados. A principal característica é a dor, mas essa síndrome também causa sensação de pressão e desconforto na bexiga, especialmente quando cheia. Esses sintomas podem estar associados também com uma urgência urinária, dificuldade de urinar e um grande aumento da frequência das micções durante o dia ou à noite. Além disso, alguns pacientes também desenvolvem infecções urinárias paralelamente. A dor não fica restrita à bexiga, pode ocorrer também na região lombar e sacra, vagina, testículos e até durante a relação sexual ou ejaculação. Como o problema é persistente, podendo durar semanas, com dores que podem ser mais ou menos intensas, os pacientes têm uma grande perda de qualidade de vida, manifestando muita irritabilidade ao longo do período em que são acometidos e muitos deles desenvolvem quadros de ansiedade. É necessário buscar ajuda médica para o diagnóstico correto da síndrome da bexiga dolorosa, que costuma ser clínico, mas o urologista irá solicitar exames complementares para descartar outras causas. Um dos principais fatores relacionados ao tratamento, é fazer com que os pacientes entendam a condição e a benignidade do quadro. Em paralelo, o uso de medicações por via oral e/ou intravesical promovem um bom controle dos sintomas. Eventualmente, em casos selecionados, podem ser necessários cistoscopia e hidrodistensão vesical. Em algumas vezes, devido às sensações desagradáveis e prolongadas da doença, que geram muito estresse, pode ser necessária uma psicoterapia. Infecção urinária A infecção urinária acontece quando os órgãos do trato urinário são infectados por micro-organismos. Tem denominações diferentes de acordo com o órgão que foi atingido: uretrite (uretra), cistite (bexiga) e pielonefrite (rins). Entre os sintomas, a dor na bexiga ao urinar também é uma característica da infecção urinária, mas também pode ocorrer uma grande urgência para urinar, vontade constante de urinar, mas com muita dificuldade na micção, com pouca saída de líquido, presença de sangue na urina, dor na relação sexual e febre. A infecção urinária não tratada pode evoluir para consequências mais graves, então, procurar o urologista é imprescindível. Para diagnosticar o problema, além de ouvir os sintomas do paciente, o urologista costuma solicitar um exame de urina. Para tratar, pode prescrever antibióticos para controlar a infecção e medicações anti-inflamatórias e analgésicas. Cistite pós-coito É uma infecção urinária que pode surgir nas primeiras 24 a 48 horas após o sexo, por isso, também costuma ser conhecida como cistite da lua de mel. Quando ocorre, o paciente vai sentir uma dor na bexiga após a relação sexual e os mesmos sintomas da infecção urinária comum. Essa não é uma doença sexualmente transmissível, mas o ato sexual facilita que a infecção surja. Em mais de 80% dos casos, a bactéria que provoca essa cistite é a escherichia coli, que está presente no intestino e na região perineal. Porém, em alguns casos, consegue migrar para a região vaginal/uretral durante a relação sexual, podendo levar à infecção urinária. O sexo anal, seja entre parceiros heterossexuais ou homossexuais, também facilita a cistite pós-coito. O tratamento será o mesmo realizado para a infecção urinária, com ingestão de remédios antibióticos, mas para as mulheres que têm infecção urinária de repetição, pode ser adotado o tratamento de profilaxia antibiótica pós-coito, que prevê a ingestão de certos antibióticos, em dose única, entre as primeiras 24 e 48 horas após a relação sexual. Sempre com prescrição médica. Dor na bexiga na gravidez A infecção urinária na gravidez costuma ser relativamente comum, principalmente porque a gestação provoca alterações físicas e hormonais nas mulheres, aumentando as infecções no trato urinário. Além disso, as grávidas também podem sofrer de bacteriúria, que ocorre quando há bactérias na urina, mas sem a ocorrência de sintomas da infecção urinária. Assim, a pesquisa de bactérias na urina deve ser um procedimento constante durante a gestação. Quando a bacteriúria causa a infecção urinária, a paciente pode apresentar sintomas como dor na região da bexiga e os demais desconfortos típicos, como excesso de idas ao banheiro para urinar, dor ao urinar e até aumento do risco de parto prematuro. O tratamento também deverá ser feito com antibióticos porque, em geral, 40% das gestantes com bacteriúria assintomáticas podem evoluir para pielonefrite. Inflamações na bexiga Alguns problemas podem levar a uma inflamação e provocar muita dor na bexiga: Causas imunológicas; Endometriose vesical (ocasionada por implantes do tecido uterino na bexiga); Cálculos urinários; Uso de medicamentos (como alguns quimioterápicos); Alterações da próstata; Câncer na bexiga O tratamento será diferenciado para cada situação. Bexiga neurogênica Quem tem bexiga neurogênica pode manifestar o sintoma de dor na bexiga devido a causas secundárias, como infecções e quadros de retenção urinária. Essa é uma disfunção na bexiga provocada por uma lesões cerebrais ou medulares. Pode ser fruto de genética (Mal de Parkinson, Esclerose Múltipla, etc) ou problemas adquiridos como AVC, diabetes, tumores cerebrais, infecções, trauma raquimedular, etc. Alguns pacientes terão bexiga neurogênica flácida (totalmente relaxada) ou hipertônica (totalmente contraída). Para diagnosticar essa disfunção, o médico vai solicitar teste urodinâmico para investigar o comportamento da bexiga. O tratamento será realizado pelo urologista em conjunto com uma equipe multidisciplinar, para evitar infecções do trato urinário e até prejuízos à função renal. Cálculo renal Outro motivo para uma pessoa sentir uma forte dor na bexiga é o cálculo urinário, que é um problema urológico conhecido popularmente como pedra nos rins. Os cálculos são pequenas pedrinhas que podem causar fortes dores na bexiga, nas costas e no baixo ventre , quando se deslocam para as vias urinárias. A dor na bexiga/lombar no lado esquerdo ou direito é um indicativo de qual lado dos uretéres estão os cálculos. Essas cólicas renais são muito intensas, com dores que beiram o insuportável, e podem provocar náuseas e vômitos também. Os cálculos também causam: Sangue na urina; Diminuição ou obstrução do fluxo urinário; Ardência ao urinar; Infecção urinária, etc. As principais causas dessas formações endurecidas nos rins são questões hereditárias, baixa ingestão de líquido, excesso de sal na dieta, alterações anatômicas e distúrbios metabólicos. O diagnóstico pode ser clínico e com auxílio de exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia. Durante a crise não é indicada uma grande ingestão de água para não provocar mais pressão da urina no rim. Para aliviar os sintomas durante as cólicas intensas, o médico irá prescrever algumas medicações analgésicas e anti-inflamatórias. As pedras podem ser eliminadas naturalmente, mas quando não ocorre, o tratamento pode ser por abordagens como litotripsia (bombardeamento das pedras com ondas de choque), ureteroscopia (retirada de cálculos por via endoscópica) e cirurgia percutânea. Outros motivos que levam à dor na região da bexiga Doenças do intestino; Doença inflamatória pélvica, causada por infecções; Endometriose profunda que avança para outros órgãos da pelve; Inflamações de articulações da pelve. Conclusão É importante saber o que pode ser dor na bexiga porque, como percebemos, é muito amplo o espectro de causas que provocam esse sintoma. Porém, esse c onhecimento não deve ficar restrito ao campo teórico. Pessoas que têm dor na bexiga constantemente, não podem se isentar de buscar um acompanhamento médico. Diversas doenças do trato urinário, que são manifestadas justamente por esse sintoma, podem ter consequências sérias e evoluir para quadros muito mais graves, como uma insuficiência renal. Sendo assim, o apoio e acompanhamento de um especialista é muito importante.

Dor na bexiga ao urinar: causas e tratamento

Quando uma paciente sente dor na bexiga pode ser o sinal de uma doença crônica ou de outras condições urológicas que têm como sintomas um forte desconforto pélvico. Neste post, saiba o que pode ser e o que causa dor... read more →