A bexiga baixa é uma condição que causa grandes transtornos à vida de uma mulher. Um dos motivos para surgir esse problema é o envelhecimento. Aos 40 anos, até 20% das mulheres já sofreram com essa condição. Porém, não é só o passar dos anos que leva à queda da bexiga, também há outros fatores de risco.
Quer saber mais sobre o assunto? Então, fique neste texto para descobrir o que causa bexiga baixa, sintomas e como tratar esse problema urológico.
O que é bexiga baixa?
A bexiga baixa é uma condição conhecida também como cistocele. Afeta as mulheres quando há um enfraquecimento dos músculos do assoalho pélvico.
Com a musculatura fraca, a bexiga se insinua para o canal vaginal, formando um abaulamento em variados níveis. Esse enfraquecimento pode atingir outros órgãos pélvicos como útero, uretra, intestino delgado e reto. Essa condição é conhecida como prolapso vaginal.
Cerca de 20% das mulheres na faixa etária dos 40 anos sofrem com bexiga baixa, mas quando atingem a casa dos 60 anos, o problema pode acometer 40% do público feminino.
Além do envelhecimento, entenda os fatores que provocam o prolapso da bexiga, como:
Menopausa
Em geral, quando ocorre já na fase dos 40 anos, a bexiga baixa está associada à menopausa, que provoca queda do estrogênio, que é o hormônio responsável por manter a musculatura fortalecida dentro e ao redor da vagina. Com a baixa do hormônio, há o enfraquecimento muscular nesta região e a mulher sofre um prolapso vaginal.
Partos
Quando a mulher passa por múltiplos partos naturais e instrumentais, há um estresse excessivo nos músculos vaginais e a musculatura fica frouxa.
Esforço
Quando a mulher faz atividades físicas intensas ou trabalha com algo que exija levantar pesos constantemente ou até mesmo fazer esforços de forma crônica para evacuar (constipação intestinal) ou tossir, ela poderá ficar com a musculatura do assoalho pélvico prejudicada.
Histórico familiar
Quando uma mulher tem casos de bexiga baixa na família, ela pode ter uma predisposição a ter um enfraquecimento da musculatura do assoalho pélvico.
Obesidade
Os quilos em excesso provocam uma pressão muito grande sobre a bexiga e a uretra, estimulando a perda de sustentação que é feita pelos músculos e ligamentos da pelve. O risco é maior para mulheres que têm IMC acima de 26.
Histerectomia
Mulheres que passaram por uma cirurgia para retirada do útero também podem perder a sustentação dos órgãos da pelve após o procedimento, e ocorrer o prolapso dos variados órgãos internos, como a bexiga, especialmente quando também são retirados os ligamentos.
Bexiga baixa: sintomas principais
Os sintomas de bexiga baixa provocam uma grande perda de qualidade de vida para a mulher. Os principais deles são:
- Frequência urinária aumentada;
- Incontinência urinária;
- Sentir dificuldade para esvaziar a bexiga completamente;
- Sentir uma espécie de bola na vagina;
- Dor na relação sexual;
- Não consegue usar absorventes internos;
- Sensação de peso, dor, desconforto ou plenitude na região pélvica ou lombar, especialmente quando fica em pé ou faz exercícios físicos, etc.

Mas, afinal, bexiga baixa é perigoso para a saúde?
Esse problema não é fatal, mas os sintomas da bexiga baixa provoca muitos transtornos para a mulher, como riscos de infecções urinárias de repetição (cistite), mas também pode trazer transtornos emocionais, como baixa autoestima e isolamento social, que prejudicam a vida social, pessoal e profissional.
Assim, quando estão com esse problema não é incomum que as pacientes tenham inúmeras dúvidas, por exemplo, se quem tem bexiga baixa pode fazer caminhada, porque sentem esses desconfortos ao praticar qualquer atividade física, porque há um aumento da pressão intra-abdominal.
Quem tem bexiga baixa, ao fazer caminhadas, pode sentir dores, desconfortos e escapes urinários, mesmo sendo uma atividade física de baixo impacto, o que também acaba desestimulando muitas mulheres a continuar com os exercícios.
Por isso, ao perceber que está com esses sintomas, é essencial que a mulher procure um urologista ou uroginecologista, porque a bexiga baixa não vai regredir sem um tratamento médico. Então, não adianta procurar um chá para bexiga baixa ou tentar outra solução caseira.
Diagnóstico e tratamento da bexiga baixa
O problema começa com o grau 1, quando ainda não traz sintomas, ao grau 4, quando está em eversão completa, ou seja, a bexiga pode se projetar pela abertura vaginal.
Para avaliar os graus da bexiga baixa, em primeiro lugar o médico poderá fazer um exame físico, que envolve usar um espéculo na vagina para começar a avaliar o grau da cistocele.
Além disso, são solicitados exames de urodinâmica, que avalia a função do trato urinário, ultrassonografia pélvica e também uma ressonância magnética, que vai mostrar o envolvimento de outros órgãos e o estágio do prolapso.
O médico vai tentar várias abordagens de acordo com a idade, grau do problema e estado de saúde da mulher.
Quando o estágio do problema é leve, pode começar com uma terapia de reposição de estrogênio, exercícios de Kegel para fortalecimento da musculatura pélvica ou uso de pessário vaginal, que são anéis removíveis, que ajudam na sustentação.
Mudanças nos hábitos de vida também fazem parte do tratamento, como mudanças na dieta, prática de exercícios físicos e parar de fumar.
Para pessoas que estão com sobrepeso ou obesidade, também pode ser indicada a perda de peso, para evitar que o problema tenha uma recidiva. Além disso, é aconselhado também o tratamento da constipação intestinal e da tosse crônica.
Em muitos casos, nenhum desses tratamentos será efetivo quando o problema já está em grau mais avançado, então, a cirurgia passa a ser a única solução.
Como é feita a cirurgia de bexiga baixa?
O tipo da cirurgia da bexiga baixa vai depender de uma combinação de fatores, pode ser realizada por abordagem aberta, laparoscópica ou robótica, de acordo com solução escolhida pelo médico para resolução do problema e, consequente, alívio dos sintomas.
A cirurgia pode ter o caráter reconstrutivo, para corrigir a falha no assoalho pélvico. No procedimento, também podem ser utilizadas telas (material sintético) para garantir mais sustentação do órgão e evitar que o problema volte a ocorrer.
Seguindo as orientações médicas, a recuperação pode ser rápida. Mas o médico vai aconselhar que pelo menos por 6 semanas:
- A paciente não carregue pesos maiores do que 5 quilos;
- Não faça exercícios intensos;
- Não fique apenas deitada, e faça caminhadas leves pela casa, para evitar retenção de líquidos;
- Tenha alimentação leve, com frutas e vegetais, etc.
Procure ajuda médica especializada
Os sintomas da bexiga baixa podem levar a mulher a desenvolver não só os problemas físicos, mas emocionais também, como baixa autoestima e até depressão. Assim, tratar o problema é fundamental para devolver a qualidade de vida.
O Dr Luciano Teixeira é especialista nas questões da urologia feminina, procura devolver o bem-estar das pacientes com atendimento humanizado , diagnóstico preciso e abordagens de tratamento individualizadas.
Se está desconfiando que os seus sintomas podem ser de bexiga baixa, agende uma consulta e venha esclarecer suas dúvidas.