Informe-se

Adicione o texto do seu título aqui

A cirurgia de retocele prevê a correção desse prolapso vaginal posterior a partir de técnicas diversificadas.

Veja neste texto como o dr Luciano Teixeira, que é especialista em cirurgias para reparar más condições do assoalho pélvico, realiza esses procedimentos.

Quando é indicada a cirurgia de retocele?

A retocele é caracterizada quando há um enfraquecimento dos tecidos entre o reto e a vagina (chamado fáscia retovaginal) e as estruturas saem de sua posição normal. Dessa forma, o reto começa a se projetar em direção ao canal vaginal. Alguns conhecem a condição como uma hérnia intestinal na vagina.

Um dado da Sociedade Americana de Cirurgia Colorretal indica que até 40% das mulheres podem ser atingidas por esse prolapso vaginal.

No entanto, quem tem retocele, como está com o assoalho pélvico enfraquecido, pode sofrer também com outros prolapsos como de bexiga (cistocele) e útero. 

A correção cirúrgica de retocele deve acontecer quando o prolapso está em um nível avançado, provocando sintomas muito desagradáveis, como:

  • Sensação de pressão retal;
  • Dor retal;
  • Peso na região genital ao evacuar;
  • Necessidade de evacuar inúmeras vezes ao longo do dia;
  • Sensação de não ter evacuado completamente;
  • Incontinência fecal;
  • Sensação de protuberância na vagina;
  • Dores durante relação sexual;
  • Sangramento vaginal.

Segundo o dr Luciano Teixeira, quando a retocele está avançada e os sintomas impactam seriamente a qualidade de vida da mulher, a cirurgia é a única solução. 

O tratamento cirúrgico de retocele é indicado após exames para um diagnóstico preciso, como os exames clínicos realizados pelo urologista na região vaginal e anal. 

Além disso, outros procedimentos também irão atestar o grau da retocele como ressonância magnética, ultrassonografia, manometria retal e defecografia.

O preparo do dia anterior à cirurgia envolve a ingestão de medicamentos para limpar o intestino, alimentação leve e jejum após a meia-noite ou na manhã antes do procedimento.

Prolapso vaginal

Como é feita a cirurgia de retocele?

O objetivo da cirurgia de retocele é sempre buscar alívio dos sintomas, além de melhorar as funções intestinais e também devolver a qualidade da vida sexual. 

Para realizar essa cirurgia, o paciente deverá tomar anestesia geral ou peridural e a internação é por cerca de 48 horas.

O Dr. Luciano explica que a cirurgia de retocele promove o reforço da fáscia, por meio de uma reconstrução e plicatura das estruturas enfraquecidas que ocasionaram o prolapso. 

Para isso, serão utilizados fios de sutura e, para casos mais avançados, também pode ser necessário um material sintético (tela) para ajudar na sustentação.

Especialista na cirurgia de cistocele e retocele, o Dr Luciano revela que os procedimentos podem se diferenciar pelas vias de acesso (transvaginal, transperineal ou transanal).

Reparo transvaginal e perineal

O reparo transvaginal da retocele é o tipo de procedimento mais tradicional entre os urologistas. Também denominado de reparo posterior, a retocele é alcançada através da vagina.

Além do reparo da parede vaginal, essa via permite também o afinamento do períneo e da abertura da vagina alargada. 

Nesta cirurgia, é realizada uma incisão na parede posterior da vagina e a mucosa é separada da fáscia retovaginal. Então são reparados com pontos os locais onde a fáscia estava rasgada.

Os pontos da cirurgia serão absorvidos naturalmente.

Reparo transanal

Neste tipo de reparo, a retocele é alcançada através do ânus e permite a correção dos problemas na região anal ou retal.

As técnicas de correção são:

  • Colpoperineorrafia: nesta técnica, é realizada a sutura da vagina e períneo lesados;
  • Colporrafia posterior: há um reforço na sutura das paredes para promover estreitamento vaginal;
  • Perineorrafia: o reforço é na região perineal com pontos mais profundos nos músculos que são presos nela.

Há riscos na cirurgia de retocele?

Segundo o Dr Luciano, todas as cirurgias envolvem algum tipo de risco, mas a expertise do médico pode minimizar muito as chances de complicações. Quando uma mulher faz uma cirurgia de retocele, alguns riscos são:

  • Problemas anestésicos;
  • Infecção;
  • Sangramento;
  • Dor em relações sexuais;
  • Desenvolvimento de fístula entre o reto e a vagina;
  • Recorrência da retocele.

Para reduzir esses riscos, o médico também indica medicamentos, como analgésicos e antibióticos.

Além disso, outro risco é a constipação intestinal após a cirurgia, para isso, também são indicados laxantes para ajudar no funcionamento intestinal.

É aconselhado que as pacientes sigam as orientações pós-operatórias, fazendo repouso, não praticando atividades físicas (musculação, corrida, natação, andar de bicicleta, etc) e sexuais por 5 a 6 semanas, e não levantando pesos superiores a 5 quilos pelo mesmo período.

As pacientes poderão voltar a dirigir e fazer pequenas caminhadas em 2 semanas.

Dessa maneira, as probabilidades de um pós-operatório tranquilo são muito maiores, bem como uma recuperação mais rápida, embora alguns desconfortos nos primeiros dias sejam considerados normais.

O sangramento por um certo período também é normal após a cirurgia de retocele, mas não é aconselhado o uso de absorventes internos.

Uma consulta de acompanhamento da cirurgia também é orientada após cerca de 2 semanas. Porém, se antes disso, houver febre ou dor que não passam com os remédios, sangramento exagerado, não conseguir evacuar e ter náuseas e vômitos, é preciso acionar o médico.

Muitos estudos revelam que há chances de uma melhora significativa de 90% nos sintomas da retocele após a cirurgia, a depender da gravidade dos sintomas e do tempo que a mulher conviveu com a patologia sem tratamento.

Quais são as causas da retocele? Há como prevenir o quadro?

Uma em cada 10 mulheres que tiveram partos múltiplos e instrumentais e são obesas vão realizar algum tipo de procedimento para correção de prolapsos vaginais.

Porém, outras condições como o envelhecimento, hereditariedade, constipação intestinal e esforço crônico nas evacuações também podem contribuir para o surgimento de um quadro de retocele.

Por isso, uma das formas de evitar o surgimento da patologia, é praticar exercícios físicos que reforcem o assoalho pélvico e realizar tratamento das condições crônicas do intestino, além de adotar uma dieta rica em fibras.

Facebook
Twitter
WhatsApp
Email