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Segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia, 1 em cada 10 pessoas sofrem com pedra no rim no Brasil. Essa formação é resultado da cristalização de elementos da urina e pode provocar crises incrivelmente dolorosas. Neste texto, você vai saber o que é pedra no rim, causas e tratamento para esse problema tão incômodo. O que é e o que causa pedra nos rins? A pedra no rim é uma formação sólida criada a partir de sais minerais e outras substâncias que ficam acumulados no interior do órgão. Em geral, quando existe líquido em abundância, esses resíduos podem ser eliminados pela própria urina, mas quando isso não acontece, vão se acumular e formar os cálculos. A pedra pode afetar qualquer parte do trato urinário, dos rins à bexiga. Essa é uma condição bastante comum em adultos jovens, que têm entre 20 e 35 anos, com uma prevalência nos homens. Porém, as mulheres não estão livres desse problema. A causa mais apontada para a ocorrência da pedra no rim é a baixa ingestão de líquidos, mas outras condições também podem levar ao problema: Genética; Dieta rica em sal, ou proteínas; Obesidade; Uso de medicamentos ou suplementos; Doenças digestivas; Alterações anatômicas; Distúrbios metabólicos. Um alerta da Sociedade Brasileira de Urologia é que as crises de pedra no rim podem aumentar em até 30% no verão. Esse aumento ocorre porque nesta época mais quente do ano as pessoas transpiram mais, ficam desidratadas e não ingerem a quantidade suficiente de líquido para eliminar os resíduos acumulados na urina. Quando está formada, a pedra no rim pode permanecer no órgão ou descer para o trato urinário. Os sintomas ocorrem predominantemente, quando os cálculos provocam obstrução das vias urinárias. Em geral, os sintomas relacionados aos cálculos, independem do tamanho da pedra. Entretanto, cálculos menores que 5 mm apresentam uma chance considerável de eliminação espontânea. Esse problema precisa ser identificado e tratado precocemente, para evitar os sintomas e complicações relacionadas à obstrução das vias urinárias. Tais complicações variam desde cólica e hematúria, até infecção e, em casos extremos, insuficiência renal. Pedra no rim: sintomas As crises de pedra no rim são consideradas os episódios mais dolorosos que alguém pode enfrentar na vida. Se a pessoa tem pedra no rim, a localização da dor pode ajudar a determinar em que parte do trato urinário está o cálculo. Quando está no próprio órgão, a dor pode ser localizada na região lombar, irradiando para o ventre, mas se já está nos ureteres, o paciente pode sentir dor também no baixo ventre e no genital. Mas, como saber se a pedra no rim está saindo? Quando o cálculo se move, os sintomas de pedra no rim são diversos, o mais evidente é a dor forte e intensa o suficiente para necessitar de um atendimento de urgência. Aliás, quanto maior for o cálculo, menor a chance de passagem pelo ureter e maior a probabilidade de obstrução das vias urinárias e hidronefrose. Quando isso ocorre, a dor se intensifica fortemente. Durante uma crise, o paciente poderá perceber: Dor de pedra no rim é forte e repentina em um dos lados das costas; Dor que irradia para a virilha e abdômen; Dor abdominal vaga, mas que não passa; Dor em espasmos com flutuação de intensidade, que atinge um pico em cerca de 2 horas; Necessidade persistente de urinar; Dificuldade de urinar; Pedra no rim saindo pela urina pode provocar dor e queimação ao urinar; Náusea ou vômito; Sangue na urina; Urina turva e com cheiro forte. Tipos de pedra no rim No geral, são 4 os tipos de pedra no rim: oxalato de cálcio, ácido úrico, estruvita e cistina. A formação mais comum é a partir do oxalato de cálcio, representando mais de 70% dos casos. Oxalato de cálcio: ocorre quando o cálcio se combina na urina com o oxalato, que são sais ou ésteres do ácido; Ácido úrico: são formados quando a pessoa faz uma alta ingestão de purina, presente em carnes vermelhas, frutos do mar e outros tipos de peixes, além de certos grãos, como lentilha e ervilha. Formados em urina com pH baixo (ácido) e em condições que levem a hiperuricosúria, que seria o aumento do ácido úrico na urina; Estruvita ou fostato de amonio magnesiano: desenvolvem-se em urina alcalina (pH alto), mais comuns no sexo feminino e estão associados à infecção urinária por bactérias produtoras de urease (Proteus e Klebsiella); Cistina: esses cálculos são provocados por uma condição genética conhecida como cistinúria, que provoca a excreção pelo rim de uma quantidade excessiva deste aminoácido. São casos mais raros. Leia mais: ⇒ Bexiga hiperativa ⇒ Dor na bexiga Tratamentos para pedra no rim Quando uma pessoa está com uma crise forte de pedra no rim, a primeira medida é buscar um atendimento de urgência. Ao ser atendido, o paciente vai receber remédio para pedra no rim para alívio da dor intensa. Quando houver alguma infecção adjacente, também haverá prescrição de antibióticos. Em alguns casos, a ingestão dos analgésicos é a única medida a ser tomada até a crise passar, e a pedra poderá ser eliminada naturalmente pela urina. Já em situações mais graves, como uma obstrução urinária devido a um cálculo maior, o paciente poderá ser encaminhado para uma cirurgia, que pode ser realizada com métodos minimamente invasivos como a ureterorrenolitotripsia, que vai pulverizar a pedra e proporcionar a desobstrução urinária. O diagnóstico do tamanho das pedras nos rins pode ser efetuado com exames de imagem, como a tomografia computadorizada. Quando o paciente já sabe da presença dos cálculos renais em seu organismo, e não está em uma condição de urgência, outra forma de eliminação da pedra é a litotripsia por ondas de choque. Saiba mais sobre: ⇒ Incontinência urinária Pedra no rim: como eliminar sem cirurgia? Pedras menores de 0,5 cm, em geral, apresentam uma alta taxa de eliminação espontânea e não necessitam de intervenção cirúrgica. Em alguns casos, o médico poderá prescrever medicações que vão ajudar a dissolução do cálculo, em caso de pedras de ácido úrico; mas as de oxalato de cálcio não respondem a nenhum tipo de medicação neste sentido. Além disso, uma das recomendações constantes dos médicos para evitar e até eliminar as pedras é a ingestão abundante de líquidos, por volta de 2 litros, diariamente. O que não pode comer quando tem pedra no rim? Como já dito acima, certas dietas podem aumentar o risco de desenvolver cálculos urinários. Então, tente evitar o exagero no consumo de certos alimentos, como: Proteínas; Carne vermelha; Embutidos (que têm excesso de sal); Alimentos ricos em oxalato: chá preto, chá mate, espinafre, amendoim, beterraba e batata doce, etc. Por outro lado, ingerir sucos cítricos pode ajudar a impedir a formação dos cristais e pedras no rins. Busque sempre o especialista Para quem tem pedra no rim, o aumento da ingestão de líquidos pode ajudar a evitar o problema, mas quando uma pessoa sofre com uma crise dessas, pode tentar recursos controversos. Por isso, muito cuidado com a crendice popular que orienta beber chá para pedra no rim. Muitas dessas receitas não apresentam resultados científicos efetivos para o problema, e o paciente ainda pode correr o risco de se intoxicar com certas substâncias. A melhor medida para quem está com uma crise ou já teve a crise e quer tratar o problema é buscar um especialista que vai indicar as melhores abordagens terapêuticas.

Pedra no rim: o que você pode fazer para evitar?

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia,  1 em cada 10 pessoas sofrem com pedra no rim no Brasil. Essa formação é resultado da cristalização de elementos da urina e pode provocar crises incrivelmente dolorosas. Neste texto, você vai saber... read more →
Para quem está com pedras nos rins, os sintomas serão bastante característicos, oferecendo uma chance de tratar o quanto antes esse problema. Neste texto entenda mais sobre pedra nos rins, sintomas iniciais, causas e os possíveis tratamentos para solucionar o seu caso. Pedras nos rins: sintomas que não passam despercebidos Alguém pode ter pedras nos rins e não se dar conta até que comecem a surgir alguns sintomas que podem ser bastante desagradáveis. Os sintomas de pedras nos rins vão se manifestar especialmente quando os cálculos (pedras) se deslocam em direção à bexiga através do ureter, e obstruem a passagem de urina. Isso leva à dilatação do trato urinário superior (hidronefrose), causando um aumento da pressão dentro do rim. Toda essa cascata de acontecimentos acaba provocando a cólica renal. Mas quais os sintomas de pedra nos rins que não podem ser ignorados? Dor insuportável Quem tem crise de pedra nos rins, tem, entre os sintomas, uma dor nas costas intensa e aguda. Na verdade, esse é o sinal mais característico, muitas pessoas chegam a comparar com o nível álgico do parto. Quando a pedra no rins vai se deslocando para a bexiga ou através do ureter provoca uma dor lombar muito forte em um dos lados das costas, que pode se irradiar para as partes inferiores do abdômen. As mulheres também podem sentir desconforto nos grandes lábios, enquanto os homens podem sentir incômodos também no testículo. Leia mais: Dor na bexiga Náuseas e vômitos Entre os sintomas da pedra nos rins, destacam-se náuseas e vômitos, que usualmente acompanham as fortes dores. Sangue na urina (hematúria) Quando a pedra no rim começa a se deslocar pelo ureter pode causar um processo inflamatório na mucosa, levando em alguns casos a hematúria perceptível nos exames de urina do paciente. Mas, em alguns casos, mesmo sem o exame, o próprio paciente poderá perceber que sua urina ficou mais densa e escura. Aumento da frequência miccional Quem está com uma pedra nos rins também poderá sentir um aumento no desejo de urinar, sem, no entanto, ter aumentado o volume de hidratação da dieta. Além da dor de pedra nos rins, os sintomas também podem apontar para uma ardência ao urinar, que pode ser fruto também de uma infecção urinária. Em muitos casos, a paciente vai ao banheiro, mas não consegue expelir nenhum líquido. Leia mais: Bexiga hiperativa O que causa pedras nos rins? As pedras nos rins costumam atingir mais os homens adultos do que as mulheres. No entanto, o público feminino não está totalmente livre deste desconforto. A faixa etária mais atingida é a de pessoas a partir dos 20 anos, mas o problema também pode acometer o público infantil. Em geral, as pedras nos rins são formadas quando há pouco líquido nos rins para dissolver os sais de cálcio, oxalato de cálcio, fosfato de cálcio e também ácido úrico, que são expelidos pela urina. As pedras formadas de cálcio são as mais comuns, mas em pessoas com infecções crônicas no trato urinário também podem ser formadas por estruvita. Nestes casos específicos, as mulheres são mais atingidas. As causas do surgimento das pedras nos rins podem ser questões genéticas, urina supersaturada de sais, distúrbios da glândula paratireóide, alterações anatômicas do sistema urinário e distúrbios metabólicos. Além disso, há alguns fatores de risco que estimulam a formação dessas massas sólidas nos rins, como baixa ingestão diária de líquido, consumo alto de alimentos ricos em cálcio, proteínas e excesso de sal. Diagnóstico e tratamento Quando a pessoa tem pedra nos rins, os sintomas que surgem vão praticamente exigir uma busca pelo pronto-atendimento. Então, muitas vezes, a primeira medida é a solicitação de um exame de urina, que pode diagnosticar a presença de hematúria e bactérias. Porém, para saber o tamanho da pedra, serão necessários exames de imagem, como ultrassonografia ou tomografia computadorizada. Em muitos casos de pedra nos rins, com sinais e sintomas aflorados, o paciente pode expelir o cálculo naturalmente. Porém, de acordo com o tamanho da pedra será causada uma obstrução nas vias urinárias, que pode exigir uma cirurgia de urgência para retirada da pedra. Esse procedimento poderá ser realizado por técnicas minimamente invasivas. Neste caso, o pós-operatório é muito mais tranquilo e rápido. É possível prevenir a formação da pedra nos rins? Em alguns casos, especialmente quando a formação da pedra está ligada aos fatores de alimentação, é possível tomar cuidados para evitar o acúmulo de substâncias que provocam os cálculos e a formação deles: Ingerir de 1,5 a 2 litros de água por dia, que vai proporcionar urina clara e sem cheiro; Evitar alimentos embutidos; Evitar alimentos com alto grau de oxalato (nozes, pimenta, chá preto, espinafre e outros); Diminuir a quantidade de sal na dieta; Diminuir a ingestão de carne vermelha e frutos do mar. Muitas pessoas também têm dúvidas se não seria melhor investir em uma dieta pobre em cálcio para evitar a formação dos cálculos. Porém, essa é uma medida muito controversa, porque essa substância é fundamental para a densidade óssea. O ideal é não exagerar no consumo desses produtos, mas nunca deixar de consumi-los, porque são essenciais à boa saúde. Além disso, mesmo sem perceber a pedra nos rins e ter sintomas, sempre vale uma consulta preventiva regular ao urologista, para avaliar a saúde do trato urinário e evitar idas de emergência aos pronto-atendimentos.

Pedra nos rins: sintomas, causas e tratamento

Para quem está com pedras nos rins, os sintomas serão bastante característicos, oferecendo uma chance de tratar o quanto antes esse problema. Neste texto entenda mais sobre pedra nos rins, sintomas iniciais, causas e os possíveis tratamentos para solucionar o... read more →
Existe uma crença que enquanto os ginecologistas são médicos apenas de mulheres, os urologistas são responsáveis apenas pelo cuidado com os homens. Isso não é verdade, dentro dessa especialidade há a urologia feminina, porque o urologista é quem cuida do trato urinário das pessoas em geral. Veja nesse texto quando as mulheres devem procurar esse especialista em urologia feminina. O que é urologia feminina? Em qualquer fase da vida, as mulheres podem sofrer com problemas urinários, especialmente em etapas como a da gravidez e do parto, mas a partir de uma certa idade essas doenças podem se intensificar, exigindo tratamento especializado. Apesar de terem o hábito de ir com muita mais frequência ao médico do que os homens, nem sempre as mulheres sabem qual é a especialidade que vai cuidar dessas doenças do trato urinário. É a partir de uma consulta com um urologista que esses problemas começam a ser tratados. Como dito acima, a urologia feminina é uma subespecialidade da urologia, que trata das doenças urológicas femininas, como prolapso vaginal ou útero caído. Além disso, muitas doenças do trato urinário (rins, bexiga, ureteres e uretra) que acometem homens também vão ocorrer com mulheres, como cálculo renal, incontinência urinária, bexiga hiperativa ou câncer do sistema urinário. Também existe uma doença muito comum do trato urinário que atinge ambos os sexos, mas é muito mais recorrente na mulher, que é a infecção urinária (cistite). Nestas doenças urológicas, alguns sintomas podem ser dor na bexiga ou lombar, dor ou ardência ao urinar, escapes urinários, idas frequentes ao banheiro para urinar de dia ou de noite, sangue na urina, sensação de plenitude na vagina e até sentir algo saindo do seu órgão genital. Algumas doenças urinárias não tratadas adequadamente podem evoluir para quadros mais graves, por exemplo, como a cistite, que poderá se transformar em uma pielonefrite, que coloca o funcionamento dos rins em risco e até pode se tornar fatal. Conheça mais sobre algumas doenças que levam à necessidade de buscar a urologia feminina: Cistite (infecção urinária) A cistite é uma doença do trato urinário que é mais conhecida como infecção urinária, provocada por micro-organismos como bactérias e até fungos. Nas mulheres é mais comum que nos homens, principalmente devido às questões anatômicas femininas em função da formação do órgão genital e urinário. Os sintomas são dor e ardência ao urinar, vontade frequente de urinar, diminuição do fluxo urinário, sangue na urina, urina turva, odor forte na urina e febre. Cistite Intersticial Conhecida como síndrome da bexiga dolorosa, a cistite intersticial é uma doença crônica provocada pela inflamação não infecciosa da bexiga. Provoca dor na região pélvica, dor durante as relações sexuais e aumento na frequência urinária. Em alguns casos, pode ser necessária uma intervenção cirúrgica. Incontinência urinária Esse problema urológico é caracterizado por qualquer perda involuntária de urina, independentemente da quantidade. O distúrbio costuma afetar de três a quatro vezes mais as mulheres do que os homens e piora com o envelhecimento. Pode ocorrer incontinência urinária por esforço, que ocorre devido a uma incompetência do esfíncter (músculo responsável pela continência) de resistir ao aumento da pressão abdominal / vesical. Pode ocorrer também a perda de urina por urgência devido à bexiga hiperativa. Muitas mulheres podem manifestar os dois problemas urológicos ao mesmo tempo, que é denominada incontinência urinária mista. Bexiga hiperativa Essa doença é causada por uma ineficiência no funcionamento da bexiga ou por comprometimento da comunicação entre o trato urinário inferior e o sistema nervoso central, ou seja, por uma disfunção no trato urinário, que promove uma redução da capacidade de armazenamento da urina. Essa doença pode estar associada à incontinência urinária também. Entre os sintomas estão uma necessidade urgente e incontrolável de urinar, aumento muito grande da frequência miccional e escapes urinários. Prolapsos genitais Segundo estudos médicos, os prolapsos genitais podem atingir até 30% das mulheres entre acima de 50 anos. Entre os problemas urológicos femininos, esses prolapsos vão ocorrer quando, por diversos motivos, as estruturas do assoalho pélvico perdem a capacidade de sustentar os órgãos que ficam na região, podendo acometer útero, uretra, bexiga, intestino delgado e reto. Os sintomas serão sensação de pressão pélvica, dificuldade de esvaziar a bexiga completamente, incontinência urinária, dores em relações sexuais, dificuldades para evacuar ou sensação de algo saindo do órgão genital, como uma bola na vagina. Cálculo renal (pedra nos rins) É um distúrbio muito frequente provocado pela formação de substâncias minerais dentro dos rins, que se juntam e formam uma pedra, que vai provocar uma dor intensa quando se desloca, além de poder se desdobrar em problemas mais graves, como obstrução do trato urinário, como a hidronefrose, que se não tratada (muitas vezes por via cirúrgica) pode levar à insuficiência renal. Os sintomas são uma dor extremamente forte, náuseas, vômitos, dificuldade de urinar, sangue na urina e, às vezes, febre. Câncer do sistema urinário Tumores podem acometer a bexiga e rins das mulheres. Alguns sintomas também vão se assemelhar a outros problemas urinários como incontinência urinária, sangue na urina, ardência e dor ao urinar, dor nas costas e até aumento do abdômen. O que o urologista faz na primeira consulta feminina? A primeira medida que o médico urologista vai tomar é ouvir o relato dos sintomas da paciente para começar a formar um diagnóstico, tendo ideia de quais problemas urológicos femininos podem estar se apresentando. Em alguns casos, os urologistas também podem realizar um exame genital, com uso de espéculo, para verificar a possibilidade dos prolapsos, além de solicitar testes de esforço para avaliar a força da musculatura da vagina e outros órgãos pélvicos. Para afinar o diagnóstico, o médico também irá pedir exames de urologia feminina, que podem ser ultrassom, cistoscopia, exame urodinâmico e de medida do resíduo miccional, ou até mesmo o mais simples, que é o exame de urina. Tratamento dos problemas de urologia feminina Após realizados todos os exames urológicos femininos, o tratamento dessas doenças pode ser medicamentoso, com indicação de fisioterapia urológica feminina ou até intervenções cirúrgicas. Ainda que não seja necessário uma cirurgia urológica feminina, importante é que as mulheres não deixem de frequentar o urologista, especialmente aquelas que têm problemas recorrentes de infecção urinária ou cálculos renais. Casos assim exigem uma necessidade muito maior da realização de um constante acompanhamento com associação de exame urológico feminino. Por isso, assim como existe uma consciência já sedimentada da busca de um ginecologista pelas mulheres desde a puberdade, também é necessário que elas percebam a importância da urologia feminina. Conclusão Agora que sabe que existe urologia feminina, não deixe de buscar o especialista se perceber que está apresentando problemas no trato urinário. Manter o hábito de frequentar o urologista com regularidade vai evitar alguns problemas e permitir o tratamento dos desconfortos que prejudicam a sua qualidade de vida e colocam a sua saúde em grave risco. Vale dizer também que as mulheres precisam adotar hábitos saudáveis de vida, como a ingestão de uma quantidade diária adequada de líquidos (1,5 a 2 litros), alimentação balanceada e prática de exercícios físicos.

Urologia feminina: entenda quando vai precisar

Existe uma crença que enquanto os ginecologistas são médicos apenas de mulheres, os urologistas são responsáveis apenas pelo cuidado com os homens. Isso não é verdade, dentro dessa especialidade há a urologia feminina, porque o urologista é quem cuida do... read more →
Urolitíase ou cálculo renal são termos utilizados para designar o que muitas pessoas conhecem como pedra nos rins. Leia o texto para entender mais sobre causas e sintomas de cálculo renal, bem como aliviar e tratar o problema. O que é cálculo renal? É um distúrbio provocado pela formação de substâncias minerais dentro dos rins, que é o órgão responsável pela eliminação de toxinas e dejetos do metabolismo do corpo por meio da urina. Esses cristais que se formam nos rins, costumam ser eliminados quando a pessoa produz urina suficiente, mas quando isso não ocorre, essas substâncias se juntam e formam uma pedra, que vai provocar uma dor intensa quando se desloca. O problema é bastante frequente e costuma atingir mais os homens, porém, as mulheres também estão sujeitas. Os cálculos renais podem ser classificados de acordo com a sua localização e composição. São 4 tipos de cálculos renais: Cálculo de cálcio: quando há uma grande presença de sais de cálcio e oxalato na urina. Representa 80% dos casos. Quando há muito cálcio é uma condição conhecida como hipercalciúria, já quando há muito oxalato é denominado hiperoxalúria; Cálculo de ácido úrico: formados em urina com pH baixo (ácido) e em condições que levem a hiperuricosúria, que seria o aumento do ácido úrico na urina; Cálculo de cistina: são cálculos mais raros que se formam a partir de uma grande quantidade de cistina na urina, que é um aminoácido. Podem se formar em pessoas que têm cistinúria; Cálculo de estruvita: indica uma infecção prévia, e são pedras compostas por uma mistura de amônia, fosfato e magnésio. São causados por bactérias (por exemplo, Proteus sp, Klebsiella sp). Ao contrário de outros tipos de cálculos, estes ocorrem com frequência 3 vezes maior em mulheres. Quanto à localização dos cálculos, podem estar dentro do rins, que é onde fica a maioria das pedras, porém, pode percorrer o trato urinário e seguir para os ureteres (que é o canal que leva urina do rim para a bexiga) ou para a bexiga. Cálculo renal: sintomas Muitas vezes, o cálculo se forma dentro do rim, mas fica parado, então o paciente será assintomático. Mas, quando essa formação se move e causa uma obstrução à drenagem de urina dos rins, leva à cólica renal, que é o sintoma mais evidente deste problema. A dor costuma ser muito intensa e aguda, com espasmos, irradiando para as costas e parte inferior do abdômen, e surge repentinamente, porém, há outros sinais que acusam o problema: Dificuldade de urinar ou pequena quantidade de urina, mesmo com muita vontade; Ardência ao urinar; Presença de sangue na urina; Náuseas e vômitos; Infecção urinária; Febre. Cálculo renal: causas Em geral, o que causa o cálculo renal é o desequilíbrio hídrico no organismo, porque a quantidade de líquido não é suficiente para dissolver os sais, que irão se tornar cristais na urina e formar as pedras. Por isso, pacientes que costumam desenvolver esses cálculos ingerem poucos líquidos. Porém, alguns outros pacientes, mesmo tomando líquidos na quantidade adequada, ainda ficam sujeitos à formação dos cálculos no rins, devido a fatores de risco como: Genética; Distúrbios metabólicos; Fatores ambientais (locais muito quentes); Alimentação inadequada; Alterações anatômicas; Obesidade; Diabetes; Ganho acentuado e rápido de peso; Hipertensão; Uso de certas medicações. Cálculo renal: tratamento e alívio Quando a dor começa, não há o que alivie, nem repouso, nem movimento, não há nenhuma posição adequada. Em geral, a crise pode durar por horas, com ápice de dor em 2 horas, seguidas por vômitos, e só vai aliviar com o atendimento médico. Por isso, quando a dor nos rins é muito intensa, provocando náuseas e vômitos, a melhor saída para aliviar a crise é buscar ajuda em um pronto-atendimento. Além de colocar o paciente para receber soro fisiológico, o que poderá ajudar na recuperação da desidratação provocada pelos possíveis vômitos, os médicos também podem prescrever um remédio para cálculo renal, como as medicações via venosa de analgésicos, anti-inflamatórios e antiespasmódicos. Além disso, o médico também pode investigar se o cálculo provocou uma infecção urinária e até hidronefrose (obstrução da urina), por meio de exames de urina, sangue e exames de imagem. Quando o cálculo é pequeno, poderá ser expelido naturalmente, para isso, será indicada uma maior ingestão de líquidos para ajudar na eliminação. Porém, se a pedra for maior que 0,5 cm pode indicar a necessidade de uma cirurgia para cálculo renal, especialmente se tiver causado hidronefrose, com risco de consequências graves caso não seja tratada com rapidez, como pielonefrite e insuficiência renal. Uma das intervenções cirúrgicas é a ureterorrenolitotripsia, que é um procedimento minimamente invasivo, mas há outros tipos de cirurgia, inclusive, com o método tradicional. Como evitar cálculo renal? Uma das formas de prevenir a formação de cálculos renais é manter um constante equilíbrio hídrico no organismo, ingerindo, no mínimo, 1,5 a 2 litros de líquidos por dia. Outro ponto importante é que o paciente deve evitar o consumo de alimentos que contêm oxalato, como refrigerantes, café e até alguns tipos de chá (mate, verde e preto). Além de evitar também consumir muita proteína e excesso de sal. Outro aspecto é que os estudos médicos também apontam que o excesso de vitamina C no organismo pode levar à formação de cálculos. No entanto, não é necessário reduzir o consumo de alimentos ricos em cálcio, que também são essenciais para o organismo, mas fique atento à ingestão de suplementos de cálcio. Nestes casos, há sim o risco de desenvolvimento de pedras nos rins. Para avaliar se corre risco de uma crise renal, o paciente também deve ficar atento à cor da sua urina, quanto mais clara, melhor. O odor também não deve ser intenso. Se a urina estiver escura e com cheiro forte, pode ser o indício de desidratação, o que aumenta o risco de formação de cálculos renais. Quando as pessoas têm uma predisposição ao problema, precisam manter esses cuidados constantemente, porque, em geral, quando um paciente já teve cálculos renais há uma chance de 40% de desenvolver outra crise em 5 anos. Portanto, se já teve uma crise renal ou percebeu as características citadas acima na urina, é importante passar com um urologista, para fazer o devido acompanhamento e evitar as crises intensamente dolorosas. O médico poderá fazer um planejamento terapêutico que vai evitar todo esse desconforto.

Cálculo renal: como evitar, aliviar e tratar?

Urolitíase ou cálculo renal são termos utilizados para designar o que muitas pessoas conhecem como pedra nos rins. Leia o texto para entender mais sobre causas e sintomas de cálculo renal, bem como aliviar e tratar o problema. O que... read more →