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A urodinâmica é uma avaliação muito importante para que os médicos investiguem os problemas urológicos de homens e mulheres com maior precisão. Neste texto, entenda mais sobre avaliação urodinâmica, para quais casos é indicada e como é realizada. O que é urodinâmica? A urodinâmica completa é um teste que vai complementar as avaliações físicas do médico em pessoas que têm problemas no trato urinário inferior, que envolvam armazenamento de urina na bexiga, bem como o esvaziamento da mesma. Esse teste permite o estudo da bexiga e suas funções, como armazenamento, transporte e eliminação da urina. Para tanto, vai medir pressão ao redor da bexiga, função muscular e nervosa, taxas dos fluxos urinários, etc. É indicada especialmente para pessoas que têm urgência e estão com suspeitas de incontinência urinária, dificuldades para urinar ou retenção urinária. Diversos problemas de saúde podem levar o médico a solicitar um teste urodinâmico porque várias condições podem alterar o funcionamento da bexiga, trazendo sintomas como dor ao urinar, modificações do jato urinário, aumento de micções diurnas ou noturnas, dificuldades para começar a urinar ou esvaziar a bexiga, etc. Entre os tipos de pacientes que podem sentir que sofreram modificações nos hábitos individuais do sistema urinário, estão: Quem fez tratamento de câncer; Quem está com infecções urinárias ou tem infecção urinária recorrente; Quem tem doença neurológica (bexiga neurogênica); Crianças com meningomielocele; Os que foram submetidos à radioterapia; Homens com problemas de próstata (hiperplasia prostática benigna); Mulheres com antecedentes de problemas ginecológicos; Mulheres que têm prolapsos genitais. Leia mais sobre: Cistite Dor na bexiga Como é feito o exame de urodinâmica? A avaliação urodinâmica completa vai investigar o funcionamento do trato urinário inferior, no que se refere ao enchimento ou esvaziamento do órgão, mas também dos esfíncteres urinários, que são responsáveis por segurar a urina. Para isso, além do uso de sondas, o exame conta com alguns aparelhos computadorizados. Para realizar o exame, o paciente não necessita de nenhum preparo especial, além de tomar água no período anterior. As fases do estudo podem envolver cistometria (avaliação da capacidade vesical e detrusora, sensibilidade e complacência), medição de pressão e fluxo, eletromiografia (uso de sensores para medir a atividade elétrica de nervos e músculos), medição residual pós-esvaziamento, etc. Em geral, a primeira parte do estudo urodinâmico é a chamada urofluxometria, na qual o paciente irá urinar em um recipiente apropriado para que seja conferida o volume urinado, bem como a velocidade do jato, padrão da curva no gráfico, além de ser avaliado se houve volume residual dentro da bexiga. Na segunda parte do exame, serão colocadas duas sondas no paciente, uma na uretra e outra no reto. Para esse processo, é aplicada uma anestesia local. Então, a bexiga do paciente será preenchida com soro fisiológico, assim que estiver cheia, o paciente será orientado a urinar até sentir que esvaziou o órgão. Todo o funcionamento da bexiga será apresentado em um gráfico: quanto líquido a bexiga consegue conter, se há muita pressão interna ou sensibilidade que ocasiona contrações que não são normais, etc. Então, a partir dos dados coletados, o médico fará um laudo. Estudo urodinâmico é doloroso? O exame não dói, especialmente devido à aplicação do anestésico. É bastante tranquilo e tolerável para o paciente. Porém, pode ocorrer um pequeno desconforto ou dor ao urinar por algumas horas após a realização do teste. Para isso, o médico que realizou o exame pode sugerir algumas ações para aliviar o desconforto, como ingerir certa quantidade de água nas horas seguintes. Em alguns casos, podem ser receitados analgésicos para alívio da dor ou até mesmo antibióticos para prevenir alguma infecção. Conclusão Sempre que um paciente sentir que está sofrendo algum tipo de alteração nos seus hábitos urinários, é importante buscar um especialista. Além de toda uma anamnese aprofundada para ouvir os relatos dos pacientes e fazer questionamentos para entender o histórico clínico individual e familiar, o médico pode solicitar exames como a urodinâmica, que vão ajudar a chegar em um diagnóstico preciso e garantir a melhor abordagem para o tratamento.

Urodinâmica: como ajuda no diagnóstico das doenças?

A urodinâmica é uma avaliação muito importante para que os médicos investiguem os problemas urológicos de homens e mulheres com maior precisão. Neste texto, entenda mais sobre avaliação urodinâmica, para quais casos é indicada e como é realizada. O que... read more →
O útero caído é uma condição que atinge boa parte das mulheres no mundo inteiro. Em muitos casos, exige tratamento cirúrgico, mas você sabe como é feita a cirurgia de prolapso uterino? Se quer saber mais sobre o tratamento para esse problema de urologia feminina, continue lendo o texto. O que é útero caído e como é feita a cirurgia de prolapso uterino? O prolapso uterino é uma condição caracterizada quando o útero cai de sua posição normal dentro do assoalho pélvico, devido ao enfraquecimento da musculatura da região. É provocado por diversos fatores, como: Alterações hormonais (menopausa); Partos múltiplos e traumáticos; Esforço intenso na musculatura da pelve; Cirurgia pélvica anterior; Constipação intestinal; Obesidade, etc. Essa situação pode ocorrer com as mulheres a partir da menopausa ou até as mais jovens que sofreram múltiplos partos vaginais. Junto com o útero caído, pode ocorrer a queda de diversas estruturas que ficam no assoalho pélvico da mulher, como bexiga, intestinos e parede vaginal, o que também é conhecido como prolapso vaginal. De acordo com a gravidade do prolapso uterino, idade e condição geral da paciente, a cirurgia é um procedimento indispensável. Normalmente, essa indicação ocorre quando o grau do prolapso é o 3 ou 4, quando o útero começa a se projetar para fora da vagina ou já está em eversão completa. Essa avaliação deve ser feita por um uroginecologista, depois que a paciente passa em consulta, estudos urodinâmicos, exame pélvico e de imagem. O procedimento mais indicado para a correção do prolapso é a reconstrução das estruturas do assoalho pélvico, para garantir a sustentação das estruturas da pelve da mulher. Especialmente para as pacientes que são obesas, há uma indicação de perda de peso antes da cirurgia. Já para as fumantes, é aconselhado que parem de fumar 4 semanas antes da cirurgia, porque essa pausa vai ajudar no processo de recuperação também. Leia mais sobre: Cistocele Cuidados antes da cirurgia Um grande cuidado que a paciente deve ter ao buscar um cirurgião que vá fazer a correção do prolapso é que o profissional tenha expertise e inspire confiança. Com um cirurgião treinado em uroginecologia, podem ser reduzidos a intensidade dos riscos que toda cirurgia traz, como sangramento excessivo, dores, hematomas, inchaços e infecções. Como é feita a cirurgia de prolapso uterino? Após a realização dos exames pré-operatórios, a paciente poderá realizar a cirurgia de prolapso uterino em ambiente hospitalar. É necessária raquianestesia e sedação. A cirurgia para o prolapso uterino pode ser realizada por via vaginal, abdominal ou laparoscópica. Existem vários tipos de cirurgia reconstrutiva para prolapso, em geral, para o útero caído, é realizada por via vaginal, por onde o cirurgião irá realizar a identificação e correção do tecido, unindo os ligamentos ou musculatura por meio de pontos. Em muitos casos, é necessária a remoção de parte da mucosa vaginal. Na mesma cirurgia pode ser realizado um procedimento para incontinência urinária e correção do prolapso de outras estruturas. No procedimento cirúrgico, pode ser utilizada uma malha cirúrgica (tela) para garantir uma menor taxa de recorrência do problema, mas nem sempre o uso desse material sintético será necessário. Em algumas situações, as mulheres também podem se submeter a uma histerectomia (retirada do útero), por via vaginal ou abdominal. Nestes casos, é preferível que a mulher já esteja na menopausa. Como é o pós-operatório? Após a saída do centro cirúrgico, a paciente ainda poderá ter um tampão e uma sonda, que costumam ser retirados 24 horas após o procedimento. Além disso, o cirurgião também vai prescrever analgésicos e anti-inflamatórios para contribuir com a recuperação da paciente no pós-operatório. O restabelecimento da cirurgia do prolapso uterino com ou sem telas é de cerca de 6 semanas. A orientação médica é que neste prazo não mantenha relações sexuais ou pratique atividades físicas que exigem pegar pesos. O pós-operatório também é marcado por algumas consultas de acompanhamento médico, para que seja avaliada a cicatrização, se o útero continua na posição, se a paciente está com dores fora do comum e descartar possíveis sinais de infecção. Após essa cirurgia, os diversos desconfortos que a mulher vivencia com o prolapso podem desaparecer ou reduzir significativamente. Por que é necessário fazer a cirurgia do prolapso uterino? O prolapso uterino traz muitos desconfortos e problemas para a qualidade de vida de uma mulher. Muitas pacientes se isolam socialmente, têm dificuldades para manter a vida profissional e param de realizar atividades físicas, porque os sintomas se agravam neste caso. Entre os principais problemas que surgem estão: Sangramento genital; Incontinência urinária; Dores lombares; Dores na evacuação e relação sexual; Sensação de bola na vagina; Corrimento; Infecções urinárias. Conclusão É importante lembrar que hábitos saudáveis sempre contribuem para evitar problemas de saúde e processo de restabelecimento no pós-operatório. Por exemplo, beber mais líquidos e comer frutas pode evitar os problemas intestinais que levam ao prolapso uterino. Cuidar da saúde de forma preventiva também pode evitar que o tratamento chegue ao último recurso, que é a cirurgia. Por isso, é importante que as mulheres passem por consultas de rotina para avaliar sempre a sua condição de saúde. Nos graus iniciais do prolapso, em muitos casos, é recomendado apenas o acompanhamento ou uso de pessários e exercícios de fisioterapia. Porém, agora ao saber como é feita a cirurgia de prolapso uterino, se os sintomas indicam e o médico considera que o procedimento é necessário, a mulher não deve ter receio de buscar essa ajuda para voltar a ter uma vida normal.

Como é feita a cirurgia de prolapso uterino?

O útero caído é uma condição que atinge boa parte das mulheres no mundo inteiro. Em muitos casos, exige tratamento cirúrgico, mas você sabe como é feita a cirurgia de prolapso uterino? Se quer saber mais sobre o tratamento para... read more →
A cirurgia de fimose também é conhecida como circuncisão ou postectomia. É um procedimento que pode trazer vários benefícios, além de evitar ou resolver alguns problemas. Leia esse post para entender como é feita a cirurgia de fimose, o pós-operatório e como tratar. O que é cirurgia de fimose? Esse procedimento corrige a fimose, que é caracterizada quando o prepúcio (pele do pênis) não pode ser puxado para trás e impede a exposição da glande ou existe um excesso de pele. Grande parte dos meninos nascem com fimose, mas essa é uma condição que pode se corrigir naturalmente na infância. Neste caso, é chamada de fimose primária ou fisiológica. Em muitos casos, a cirurgia de fimose nesta fase é realizada devido a uma questão religiosa. Muitas associações médicas, inclusive, recomendam que o bebê que nasce com fimose passe pelo procedimento ainda nesta fase como a American Urological Association e a American Academy of Pediatrics. Já a fimose secundária é uma fimose adquirida, que pode ser resultado de traumas, infecções ou inflamações crônicas locais. Caso a fimose não seja tratada adequadamente pode levar o homem a infecções urinárias e balanopostites (infecções da glande) constantes. Por isso, em alguns casos, o problema pode ser tratado com exercícios de retração da pele e uso de cremes esteroides (que têm propriedades anti-inflamatórias, antibióticas e analgésicas), mas quando isso não é possível pode ser indicada a cirurgia de fimose. Para quem é indicada a cirurgia de fimose? A cirurgia pode ser indicada especialmente para homens que sofrem de sintomas, como: Inchaço local; Vermelhidão ou descoloração no pênis; Assaduras; Sangramento frequente; Dor nas ereções ou relações sexuais; Problemas de pele; Lesões; Secreção malcheirosa; Dificuldade de urinar. Cirurgia de fimose diminui o tamanho do pênis? É importante ressaltar que a cirurgia não vai provocar qualquer alteração no tamanho do pênis, e nem afeta o prazer sexual ou a fertilidade. Na verdade, quem faz cirurgia de fimose, terá benefícios como: Melhorar a higiene do pênis, evitar a repetição de infecções urinárias ou balanopostites, até outras condições mais graves como câncer de pênis; Reduzir as chances de contrair doenças sexualmente transmissíveis; Eliminar os sintomas desconfortáveis citados acima. Como é a cirurgia de fimose? Quando a cirurgia é indicada por motivos religiosos, é realizada poucos dias após o nascimento. Já para indicar a cirurgia de fimose em adultos ou adolescentes, o urologista vai realizar um exame físico e solicitar exames prévios. A cirurgia de fimose é simples, não se trata de um procedimento de urgência e leva cerca de 30 minutos. Para o procedimento, o paciente pode receber anestesia geral ou local. A cirurgia pode envolver a remoção de todo o prepúcio ou só da parte apertada do prepúcio (circuncisão parcial). Quando ocorre dessa forma, a condição pode levar o prepúcio a ficar apertado novamente após algum tempo. Após essa etapa da anestesia, o cirurgião irá realizar incisões para permitir a retirada do excesso de pele e exposição da glande. Na mesma cirurgia, o médico também pode realizar um corte para liberar o freio do pênis. Assim como todas as cirurgias, essa também pode ter alguns fatores de risco, como: sangramento, infecções e hematomas. Porém, todos esses riscos podem ser minimizados quando o cirurgião tem expertise. Além disso, serão receitados medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos para minimizar os desconfortos. O paciente recebe alta no mesmo dia, fica com o pênis enfaixado por 5 dias. Os pontos são absorvíveis. Pós-cirurgia de fimose: cuidados É natural que o pênis, após a cirurgia de fimose, fique inchado por cerca de 15 dias, ocorra dor, sensibilidade ao toque e uma pequena dificuldade na micção. Aplicar gelo sobre o local do procedimento pode ajudar a aliviar os desconfortos. Os cuidados no pós-cirúrgico são: fazer a troca de curativos, manter a boa higiene no local das incisões, lavar com água e sabonete, secar muito bem e aplicar pomadas anti-inflamatórias. A recuperação dos adultos gira em torno de 10 dias, enquanto nas crianças, o prazo fica por volta de 4 dias. No entanto, as atividades físicas e de alto impacto devem ser evitadas por 30 dias. As atividades sexuais só podem ser retomadas após 20 dias. Conclusão Independentemente de ter fimose, o homem deve sempre manter boa higiene do pênis, para evitar problemas mais sérios. Se já tem a fimose adquirida, precisa comparecer a um urologista para uma avaliação e entender como deve ser o tratamento. Caso a cirurgia seja a recomendação, procure esclarecer todas as orientações apresentadas pelo médico para o pré-operatório e pós-operatório. Não deixe de cuidar da sua saúde sexual, para ter mais qualidade de vida e ser mais feliz.

Cirurgia de fimose: saiba tudo sobre o procedimento

A cirurgia de fimose também é conhecida como circuncisão ou postectomia. É um procedimento que pode trazer vários benefícios, além de evitar ou resolver alguns problemas. Leia esse post para entender como é feita a cirurgia de fimose, o pós-operatório... read more →
A estenose uretral é uma condição que pode ser confundida com várias patologias urológicas e traz muitos sintomas desconfortáveis. Para saber mais sobre o que é, o que causa, sintomas e tratamento desse quadro urológico, leia esse texto até o final. O que é estenose uretral? A principal função da uretra é transportar e eliminar a urina, nos homens também é o tubo pelo qual o sêmen sai pelo meato uretral. Em condições normais, esse canal é largo o suficiente para escoar os líquidos, mas, quando há um estreitamento que pode restringir o fluxo urinário, é definido como estenose uretral. Esse problema urológico pode ocorrer com homens e mulheres, porém, a estenose uretral feminina é muito mais rara. Já os homens ficam mais sujeitos ao problema devido ao fato de terem uma uretra mais longa. Esse estreitamento pode ocorrer em qualquer parte da uretra, atingir alguns milímetros ou envolver toda a extensão do órgão. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia, para cada 1.000 pessoas, 9 são acometidas. O que causa estenose uretral? Em geral, esse estreitamento ocorre devido a uma inflamação, lesão ou presença de tecido cicatricial. Inúmeros fatores podem levar a essa condição, como: Cirurgia prévia de hipospádia; Outros procedimentos cirúrgicos que envolvem introdução de instrumentos no canal; Uso constante de cateteres; Implantes penianos; Cirurgias na próstata; Hiperplasia prostática benigna; Infecções urinárias; Tumores; Traumas ou lesões na pelve ou uretra; Doenças sexualmente transmissíveis. Estenose de uretra: sintomas A estenose uretral causa dores na região pélvica ou abdominal, mas também pode trazer outros desconfortos crescentes relacionados a um sistema urinário enfraquecido, como: Vontade frequente e repentina de urinar; Esvaziamento incompleto da urina; Ardência e dor durante a micção; Incontinência urinária; Inchaço e dor no pênis; Sangue no sêmen; Fluxo de urina fraco; Urina escurecida; Incapacidade de urinar, etc. Todos esses sintomas são bastante desconfortáveis, mas a incapacidade de micção é o mais grave, é conhecido como retenção urinária, que pode levar a quadros perigosos para a função renal. Por isso, quando alguém percebe esses sinais deve buscar um especialista o mais rápido possível para saber se está com estenose de uretra e providenciar o tratamento. Leia mais sobre: Bexiga hiperativa Dor na bexiga Como é realizado o diagnóstico? Quando existe a desconfiança do médico que um paciente tem estenose da uretra a partir de suas queixas, ele pode realizar teste físico e solicitar pedidos de exame de imagem que vão permitir observar as condições da uretra, como um ultrassom, ou uma uretroscopia, para ver o interior do canal. Em geral, testes não invasivos não conseguem detectar se o volume residual de urina na bexiga é fruto de uma estenose. Porém, no exame de uretroscopia é possível observar a uretra. Nesse exame, será introduzido um instrumento de visualização que vai chegar até o ponto onde há a restrição. Assim, o médico consegue saber se há e onde está o estreitamento. O médico também pode pedir uma uretrocistografia que faz uso de raio-X com a uretra preenchida por um contraste. Nas mulheres, quando o especialista suspeita de uma estenose da uretra feminina, podem solicitar um ultrassom transvaginal, este exame contrastado também auxilia na detecção do ponto de estenose, bem como no comprimento do estreitamento. Estenose de uretra: tratamento O tratamento para estenose uretral vai depender dos resultados dos exames de imagem e envolve alguns métodos cirúrgicos. De acordo com a situação da uretra, o médico poderá indicar um procedimento para dilatação uretral, uretrotomia interna, uretroplastia. No entanto, a dilatação uretral, que é um tratamento ambulatorial, que faz o alargamento da uretra por meio de vários instrumentos cada vez mais calibrosos, tem sido um tratamento que vem caindo em desuso. Já a uretrotomia interna, é mais prevalente em estenoses menores que 1 cm. Neste procedimento, um uretrótomo é utilizado para cortar o tecido cicatricial e desbloquear a área que está sofrendo restrição. Na uretrotomia, o pós-operatório de estenose uretral vai prever o uso de uma sonda por 3 a 7 dias. Já a uretroplastia promove uma reconstrução uretral, na qual o tecido cicatricial é retirado. Em alguns casos, para essa reconstrução será necessário uso de enxertos com a pele peniana ou da mucosa oral. Embora mais invasiva, essa opção tem produzido melhores resultados, especialmente para defeitos acima de 1 cm. Conclusão A estenose uretral é uma condição tratável, mas pode ocorrer novamente, especialmente em pacientes que fizeram dilatação uretral, uretrotomia, o que vai levar à necessidade de um acompanhamento médico contínuo. Não permita que o problema chegue a um quadro de emergência, com uma retenção urinária. Sempre que uma patologia é tratada de forma precoce, vai ter muito mais chances de melhor recuperação.

Estenose uretral: o que é, sintomas e tratamento

A estenose uretral é uma condição que pode ser confundida com várias patologias urológicas e traz muitos sintomas desconfortáveis. Para saber mais sobre o que é, o que causa, sintomas e tratamento desse quadro urológico, leia esse texto até o... read more →
A postectomia é uma cirurgia que costuma ser realizada na infância, caso não ocorra nesta fase da vida, pode trazer alguns desconfortos na vida sexual no futuro. Entenda neste texto mais sobre postectomia, o que é e quando é indicado o procedimento cirúrgico. O que é postectomia? A postectomia é um procedimento que muitos conhecem como cirurgia de fimose ou circuncisão. Trata-se da remoção do prepúcio, que é a camada de pele que recobre a glande (cabeça do pênis). O prepúcio cobre a glande, tem glândulas sebáceas e sudoríparas, e a função de proteger a extremidade do pênis. As glândulas vão deixar a região mais úmida e preparar para a relação sexual. Porém, em muitos casos, a pele é excessiva ou há uma impossibilidade de exposição da glande. Para muitas famílias, a circuncisão é um ritual religioso. Nestes casos, essa remoção cirúrgica é realizada quando o bebê ainda é recém-nascido. Porém, quando a questão não é religiosa, a cirurgia pode ocorrer entre 5 e 7 anos de idade, porque mesmo quando a condição é observada quando bebê, pode ser corrigida naturalmente com o tempo. No entanto, o procedimento cirúrgico também pode ser realizado na adolescência ou na fase adulta. Vai depender de uma avaliação do pediatra ou do urologista para indicar a melhor fase para realizar a cirurgia. Existem vários graus de fimose, e em alguns casos, esse excesso de pele pode ser tratado de forma conservadora quando criança, com exercícios de retração orientados e uso de pomadas à base de corticoides, que também facilitam a retração do prepúcio, sem a necessidade de cirurgia. Postectomia: antes e depois Para a fimose fisiológica, quando o tratamento conservador não surte efeito, o médico indica a cirurgia de postectomia. Outro quadro que pode levar à necessidade da cirurgia é quando acontece o estreitamento do prepúcio. Além disso, a indicação da cirurgia também acontece quando ocorre uma fimose adquirida, ocasionada por traumas, infecções ou inflamações locais. Quando o homem é adulto e há um excesso de pele da fimose, ele pode sofrer com alguns problemas relacionados a essa condição, como: Dificuldade de expor a glande; Assaduras que trazem desconfortos; Dificuldade de higienização da região; Quadros de balanopostites (inflamação do prepúcio); Inchaço e dor no pênis devido à inflamação do prepúcio; Risco aumentado para o contágio de doenças sexualmente transmissíveis; Dor durante a ereção e relação sexual, com sangramentos. Entre os benefícios da cirurgia, está a possibilidade de melhora significativa da higienização local, diminuição dos riscos de infecções, inflamações e DSTs (o que não exclui a necessidade de uso de preservativos nas relações sexuais) e até prevenção do câncer de pênis, que pode ser deflagrado por maus hábitos de higiene. Leia mais sobre: Hiperplasia prostática benigna Câncer de próstata Postectomia: cirurgia A cirurgia é relativamente simples, realizada com anestesia local ou geral, leva cerca de 30 minutos. O procedimento consiste na realização de duas incisões ao redor da circunferência peniana, para a retirada do excesso de pele, o que vai facilitar a exposição da glande. Após essa etapa, é realizada a sutura da pele, bem abaixo da glande. Como em todo procedimento cirúrgico, esse também oferece alguns riscos que podem ser minimizados quando realizado em ambiente hospitalar e por um profissional capacitado. Alguns riscos podem ser: sangramentos, estreitamento do meato uretral, retirada excessiva do prepúcio e infecções. Postectomia: recuperação Quando a cirurgia é realizada ainda criança, a recuperação é mais rápida. Já nos adultos, as ereções depois da postectomia podem deixar o pós-operatório um pouco mais doloroso. Após a cirurgia, o paciente pode apresentar sintomas como dor, sensibilidade ao toque, inchaço, pouco sangramento e uma leve dificuldade de urinar. No primeiro dia, é necessário fazer uma troca de curativo, retirando as gazes com bastante cuidado. É normal também sair um pouco de sangue. Para a higiene, a região deve ser lavada com água e sabonete, é preciso também secar muito bem e aplicar pomadas anti-inflamatórias e anestésicas prescritas pelo médico e fechar novamente com gaze. Para crianças, a recuperação gira em torno de 4 dias, enquanto nos adultos a recuperação pode levar até 10 dias, quando já não há dor ou sangramento. Os pontos, normalmente, são absorvíveis e, neste caso, não necessitam ser retirados. Para ajudar na recuperação, é importante não fazer esforços nos 3 primeiros dias, usar bolsa de gelo sobre o local para combater os inchaços e aliviar possíveis dores, ingerir analgésicos e não ter relações sexuais por no minimo 20 dias. Conclusão Se o homem está sofrendo com as consequências da fimose, é importante buscar ajuda especializada do urologista, que pode avaliar a condição e encaminhar para a postectomia. Essa cirurgia costuma trazer muita satisfação dos pacientes, apenas em casos muito raros pode gerar queixas. Com um médico capacitado os benefícios serão bem maiores do que qualquer risco. Se necessitar, não deixe de procurar um especialista de sua confiança, para receber as informações necessárias e facilitar a sua tomada de decisão.

Postectomia: quando é indicada?

A postectomia é uma cirurgia que costuma ser realizada na infância, caso não ocorra nesta fase da vida, pode trazer alguns desconfortos na vida sexual no futuro. Entenda neste texto mais sobre postectomia, o que é e quando é indicado... read more →