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A polaciúria é uma disfunção urinária que pode estar associada com algumas patologias. Veja neste texto, como identificar se você está com polaciúria, as causas do problema e como tratar essa disfunção urológica. O que é polaciúria? A polaciúria pode ser definida como uma vontade de urinar muito além do que é considerado habitual para a pessoa, tanto de dia como à noite. O problema pode atingir homens e mulheres por causas diversas. Embora a frequência urinária varie de pessoa para pessoa, uma forma de desconfiar que está com polaciúria, é reconhecer se o número de vezes que está urinando diariamente está causando problemas na vida pessoal ou profissional, por interromper excessivamente a rotina ou os ciclos de sono. Urinar algumas vezes por dia é bastante saudável, porque é pela urina que muitas toxinas do organismo são eliminadas, porém, quando essa frequência miccional torna-se excessiva e com urgência pode estar associada a algumas patologias. Também é necessário entender a quantidade de líquidos ingeridos para saber se alguém tem polaciúria. Quando uma pessoa bebe cerca de 2 litros de líquidos, é comum urinar até 7 vezes por dia, porém, mais do que essa quantidade de idas ao banheiro em 24 horas já pode ser considerada fora do normal. Polaciúria: causas mais frequentes Além de beber muitos líquidos, diversas questões podem estimular a micção frequente. Em homens, o aumento da frequência urinária pode ocorrer devido aos problemas na próstata, já em mulheres, as infecções do trato urinário e gravidez estão entre algumas causas. Conheça os motivos principais para alguém ter polaciúria: Infecção no trato urinário ou cistite (infecção na bexiga) A cistite é uma das causas mais comuns da micção frequente, em geral, além da necessidade frequente e urgente de urinar, as infecções no trato urinário podem associar sangue na urina (disúria) e polaciúria, além de provocar dores abdominais. Consumo de bebidas alcoólicas ou com cafeína Consumir bebidas como cerveja e café pode aumentar muito a frequência urinária porque essas substâncias interferem na concentração da urina. Enquanto o café aumenta o volume urinário porque estimula a natriurese, que promove excreção do sódio; o álcool inibe a produção do hormônio ADH, que regula a quantidade de água excretada pelas estruturas renais, denominadas néfrons. Gravidez A polaciúria na gravidez acontece porque na gestação, desde o início, mas especialmente no primeiro e terceiro trimestres, o crescimento do útero imprime uma pressão sobre a bexiga, que provoca uma necessidade maior de urinar. Algumas semanas após o parto, esse sintoma tende a desaparecer porque o corpo vai retornando ao seu normal. Diabetes A polaciúria é uma condição frequente em quem tem diabetes tipo 1 e 2, porque o corpo busca eliminar a glicose através da urina. Além disso, diabéticos necessitam de um consumo maior de água. Aumento da próstata Na hiperplasia prostática benigna, a próstata aumentada pressiona a uretra e pode bloquear o fluxo da urina, tornando a parede da bexiga irritável até com pequenas quantidades de urina, estimulando a micção frequente. Ingestão de medicamentos diuréticos Remédios para tratar a retenção urinária ou hipertensão podem estimular o funcionamento mais acelerado dos rins e resultar em polaciúria. Radioterapia A radioterapia na pelve pode lesar os nervos dos esfíncteres urinários, por isso, provoca polaciúria. Bexiga hiperativa Essa é uma condição na qual o paciente sente uma vontade repentina de urinar e tem a sensação que a bexiga está sempre cheia, mesmo tendo acabado de urinar. Dessa forma, o paciente costuma ter uma frequência miccional exagerada e, em algumas vezes, há uma associação com a incontinência urinária (não consegue reter o líquido), sofrendo escapes urinários. Cistite intersticial Essa doença crônica não é resultado de uma infecção por micro-organismos, e está associada como uma frequente dor na bexiga e na região pélvica. Além disso, o aumento da frequência urinária é característica da patologia. Noctúria A noctúria é a frequência urinária exagerada à noite, que pode ocorrer a partir do envelhecimento, especialmente após os 60 anos, devido à incapacidade do organismo de produzir o hormônio que impede a micção noturna. Causas menos frequentes Outras causas menos frequentes para o desenvolvimento da polaciúria são: AVC, tumores na área pélvica, distúrbios no sistema nervoso, câncer de bexiga, diverticulite e lesões no trato urinário. Polaciúria: sintomas Quando alguém está com polaciúria, a necessidade de urinar é mais urgente, mas dependendo da causa também ocorre gotejamento após urinar, incontinência urinária, dor ao urinar e dor abdominal. Alguns outros sintomas exigem ainda mais atenção e urgência em buscar ajuda especializada, por exemplo, se a polaciúria vier acompanhada de sangue na urina, náuseas, vômitos ou corrimentos vaginais e penianos, dificuldade de urinar mesmo com muita vontade, calafrios ou fadiga. Diagnóstico da polaciúria Esse problema exige uma ida a um urologista, porque se não for um caso de gravidez, na qual a micção frequente vai desaparecer após o nascimento do bebê, ou por uso de medicamentos diuréticos, pode ser fruto de patologias mais graves, até mesmo uma infecção renal, provocada por uma infecção urinária não tratada. Na consulta, o médico irá questionar o paciente sobre frequência urinária habitual, quantidade de líquidos ingeridos, uso de medicamentos, alterações no cheiro, cor ou consistência da urina e o consumo de cafeína e álcool. De acordo com o caso, irá solicitar exames de laboratório, como de sangue e urina, radiografia, tomografia computadorizada e até testes neurológicos. Polaciúria: tratamento O tratamento da frequência urinária exagerada vai depender das causas e pode ser totalmente diferente diante de cada condição. No caso de infecções, geralmente, são indicados antibióticos. Em outros casos, o tratamento pode ser: Mudança de estilo de vida, com monitoramento da quantidade de líquidos; Evitar o consumo de cafeína e o álcool; Ajuste em medicamentos; Reeducação da bexiga. Para casos de hiperplasia pode ser necessária uma intervenção cirúrgica. Em outras situações, como para bexiga hiperativa, é possível adotar um tratamento medicamentoso em associação com fisioterapia. O que fazer para controlar a polaciúria? Após tratamento das causas que levaram ao problema, em caso de patologias, existem algumas medidas que podem ser tomadas para evitar a micção frequente, como: Limitar consumo de álcool e cafeína; Evitar beber água ou outros líquidos antes de se deitar para dormir à noite; Fazer exercícios de Kegel, para fortalecimento da musculatura pélvica. É imprescindível buscar o especialista para entender como tratar a polaciúria, porque o médico vai dar as orientações necessárias para controle da micção frequente e elaborar o melhor planejamento terapêutico caso a caso.

Polaciúria: o que é, causas e como tratar

A polaciúria é uma disfunção urinária que pode estar associada com algumas patologias.  Veja neste texto, como identificar se você está com polaciúria, as causas do problema e como tratar essa disfunção urológica. O que é polaciúria? A polaciúria pode... read more →
No Brasil, o câncer de próstata é um dos mais incidentes na população masculina, perdendo apenas para o câncer não-melanoma. É também uma importante causa de mortalidade entre os homens. Em 2020, 65.840 foram diagnosticados com a doença no país. Esse câncer é silencioso, e só manifesta sintomas quando está em um estágio bastante avançado. Portanto, é muito importante que os homens comecem a frequentar o urologista a partir dos 40 anos, para acompanhar a saúde da próstata. Veja nesse texto o que é câncer de próstata, sintomas, causas, tratamentos (como a cirurgia robótica), e o que fazer se surgir uma incontinência urinária após algum tratamento. O que é o câncer de próstata? O câncer de próstata ocorre quando as células dentro da glândula começam a crescer descontroladamente. A próstata é uma glândula própria do sistema reprodutor masculino. Fica no colo da bexiga e na frente do reto. A uretra passa pelo centro desta glândula. Sua função é produzir um fluido que se mistura e enriquece o sêmen, para melhorar a fertilidade. A partir dos 40 anos, pode sofrer com algumas patologias, como a hiperplasia prostática benigna e o câncer. Não estão bem definidas quais são as causas que levam um homem a desenvolver o câncer de próstata, porém, já se sabe de alguns fatores de risco que podem explicar a doença em um organismo: Hereditariedade; Envelhecimento; Raça (negros têm maior predisposição); Obesidade. A maioria dos cânceres nesta glândula são adenocarcinomas, ou seja, derivado das células glandulares epiteliais excretoras. Os outros tipos são: carcinomas de pequenas células ou de células transicionais, sarcomas e tumores neuroendócrinos. Quais os sintomas de câncer de próstata? Os sintomas do câncer de próstata demoram para surgir e começam a se manifestar quando o problema já está adiantado. São: Sangue na urina e no sêmen; Aumento da frequência urinária; Urgência urinária; Problemas para urinar (dificuldade para começar e jato urinário fraco); Dor nos ossos (quadris, coluna e costelas); Perda de peso; Fraqueza ou dormência nos pés; Disfunção erétil. Alguns desses sintomas são semelhantes aos da hiperplasia prostática (aumento da próstata), porém, é preciso exames para ter um diagnóstico mais preciso. Diagnóstico do câncer de próstata Durante uma consulta, o urologista irá fazer uma anamnese bem aprofundada, para investigar histórico familiar e sintomas (caso já manifesta). Um dos exames principais para o diagnóstico é o toque retal, além do exame PSA, que avalia a quantidade do antígeno específico da próstata no sangue. Quando os marcadores estão altos, pode ser um sinal da existência do câncer. No entanto, para refinar o diagnóstico, pode ser solicitada uma ultrassonografia transretal ou transperineal e uma biópsia. A detecção precoce do câncer de próstata é muito importante para possibilitar mais chances de o tratamento ser bem-sucedido. Em muitos casos nos quais a doença ainda está em estágios iniciais, pode não ser necessária a cirurgia, apenas a observação vigilante. É tão grande a necessidade de que os homens cuidem da própria saúde e façam consultas periódicas ao urologista, especialmente após os 45 anos, que surgiu a campanha Novembro Azul, que acontece em várias partes do mundo para estimular a detecção precoce do câncer de próstata. A campanha é realizada por diversas entidades e dirigida especificamente aos homens. Tratamentos do câncer de próstata É muito importante buscar tratamento para essa patologia, porque o câncer de próstata pode espalhar por outros órgãos, o que é chamado metástase, e levar à morte. Pode tanto se espalhar para órgãos próximos, como a bexiga, como para os ossos e até a corrente sanguínea. Além disso, o câncer de próstata ou o seu tratamento pode deflagrar uma disfunção erétil. Outra complicação importante que ocorre com certos tipos de tratamento é a incontinência urinária. O tratamento do câncer de próstata vai depender de diversos fatores. Entre eles, estão incluídas a terapia hormonal, imunoterapia, quimioterapia, radioterapia, terapia medicamentosa direcionada ou a cirurgia de próstata robótica, laparoscópica ou aberta para retirada total da glândula, o que é conhecido como prostatectomia radical. No entanto, em geral, a prostatectomia aberta é o principal motivo de surgimento da incontinência urinária ou disfunção erétil em homens que estão tratando o câncer. O primeiro motivo é porque a técnica aberta pode lesionar os nervos responsáveis pela ereção e micção. Mas as prostatectomias robóticas diminuem os riscos de incontinência urinária e disfunção erétil, sangramentos, infecções e tem um restabelecimento mais rápido. O segundo motivo para o desenvolvimento da incontinência urinária tem a ver com a radiação emitida no tratamento. Vamos ver mais detalhes abaixo. Leia mais sobre: RTU de próstata Incontinência é efeito colateral da cirurgia aberta de próstata Quando os homens estão com câncer de próstata, as cirurgias prostáticas podem levar alguns deles ao desenvolvimento da incontinência urinária. Em geral, a incontinência urinária é um problema que aflige muito mais as mulheres, especialmente a partir do envelhecimento, mas nos homens, em boa parte dos casos, tem a ver com a cirurgia para tratamento do câncer de próstata. Quando um homem que está com câncer de próstata faz uma prostatectomia radical para a retirada total da glândula e dos tecidos que a rodeiam, que incluem vesículas seminais e alguns gânglios linfáticos, ou mesmo se submetem à radioterapia, que é necessária após remoção de alguns tipos de câncer, uma das possíveis consequências é a incontinência urinária, que é um problema urológico caracterizado pela incapacidade de controlar a micção. Cerca de 2% a 10% dos pacientes que fazem a cirurgia ou a radioterapia para câncer de próstata podem ficar com esse efeito colateral. Esse é um dado muito relevante porque a incontinência urinária traz sérios impactos para a qualidade de vida de uma pessoa. Em primeiro lugar, os homens já ficam abalados com a existência do câncer em si, e ao fazer a cirurgia ou radiação, e perceberem que estão incontinentes, podem surgir alguns problemas emocionais, sem contar os prejuízos que isso pode causar para a vida social e até o trabalho. Leia mais sobre: Bexiga hiperativa Dor na bexiga Por que tratamentos para câncer de próstata levam à incontinência? A incontinência após uma prostatectomia pode ocorrer em função da lesão provocada no esfíncter (músculo responsável pela continência) ou em nervos que ajudam a controlar o funcionamento da bexiga, que acontece durante a cirurgia quando o câncer está mais aprofundado nos tecidos. Já a radiação também pode diminuir a capacidade de reter a urina, causar espasmos e resultar em escapes urinários. Mas, estudos sobre a cirurgia robótica para tratamento do câncer de próstata mostram que a incontinência temporária, que pode ocorrer após o procedimento, tende a ter uma recuperação mais rápida, ou seja, um retorno mais precoce da continência, quando comparada à técnica convencional. No entanto, mesmo para aqueles que continuarem com o problema muito tempo após a cirurgia dos muitos tipos de câncer de próstata, há tratamentos para que essa condição seja normalizada. Como tratar a incontinência após o câncer de próstata? O primeiro passo será buscar um urologista que vai avaliar o tipo de incontinência urinária e estágio do problema, porque o grau varia de pessoa para pessoa, alguns homens podem perceber que perdem urina por gotejamento, enquanto outros perdem grandes volumes. Normalmente, após o tratamento para câncer de próstata, os tipos mais comuns são a incontinência por esforço e urgência. No primeiro caso, a perda urinária ocorre em situações onde ocorra uma pressão maior sobre a bexiga, como uma gargalhada intensa, um espirro ou a prática de um exercício físico. Já a incontinência de urgência é mais comum nos pacientes que são tratados com radioterapia, pois passam a ter espasmos e algumas contrações involuntárias que tornam urgente a vontade de urinar. O tratamento da incontinência urinária para esses casos pode ter inúmeras abordagens, como a terapia comportamental e as cirurgias. A fisioterapia e abordagem comportamental são consideradas a primeira linha para o tratamento da incontinência. Na fisioterapia estão previstos a realização de exercícios de Kegel e estimulação elétrica para fortalecimento do assoalho pélvico. Já na terapia comportamental, os pacientes são orientados ao controle da ingestão de líquidos, buscar evitar correr ao banheiro sempre que surgir a vontade de urinar, programar horários para urinar, etc. Para casos mais moderados também podem ser tentados métodos como as injeções endoscópicas. Cirurgias para incontinência urinária nos homens Há também cirurgias para o tratamento da incontinência urinária nos homens após uma prostatectomia. As mais indicadas são o esfíncter artificial e sling: Esfíncter artificial Essa opção tem sido bastante indicada para homens que sofrem perdas de grandes volumes de urina ou de forma muito contínua. Essa solução já é considerada o padrão ouro para incontinência. O esfíncter artificial é um dispositivo com um balão que vai ocluir a uretra. Sling A colocação do sling uretral é um método minimamente invasivo, mais indicado para incontinência leve e moderada. Consiste em introduzir uma fita sintética ou biológica abaixo da uretra, que reforça a sustentação da estrutura urinária, com o objetivo de reduzir a perda de urina. Como prevenir o câncer de próstata? Mas, antes que um homem precise falar de tratamento da incontinência após uma intercorrência cirúrgica é preciso também buscar a prevenção do câncer de próstata ou mesmo o agravamento desta patologia. A hereditariedade e a idade são fatores de risco para o surgimento do câncer de próstata, portanto, mais uma vez vamos ressaltar que é muito importante que os homens passem a frequentar os consultórios dos urologistas a partir dos 40 anos, para fazer os exames clínicos, laboratoriais e endoscópicos, que são preventivos e necessários. Além disso, o risco dessa doença também aumenta com o excesso de gordura corporal. Assim, manter hábitos saudáveis, como a prática de exercícios físicos e uma alimentação balanceada, para manter o peso ideal, são fatores de prevenção. E mais um conselho importante: pare de fumar, porque esse também é um grande fator de risco para a doença. A principal mensagem desse texto é: homens, cuidem-se!

Câncer de próstata: causas, sintomas e tratamentos

No Brasil, o câncer de próstata é um dos mais incidentes na população masculina, perdendo apenas para o câncer não-melanoma. É também uma importante causa de mortalidade entre os homens. Em 2020, 65.840 foram diagnosticados com a doença no país.... read more →
Você sabe o que acontece quando o útero desce? Esse é um problema conhecido como útero caído ou prolapso vaginal. Esse problema urológico pode atingir 30% das mulheres na faixa etária dos 50 aos 89 anos, mas também pode atingir as mais jovens. Descubra neste texto o que acontece com a mulher com essa patologia de urologia feminina e o que pode ser feito para tratar. Causas do útero caído O útero é um órgão no formato de pera, que faz parte do sistema reprodutivo da mulher e está localizado no assoalho pélvico feminino, onde também estão posicionados vários órgãos, como a bexiga, reto, intestino e a própria cavidade vaginal. Quando os músculos e ligamentos que fazem parte dessa estrutura interna abdominal não oferecem mais suporte porque estão enfraquecidos, o útero desce em direção ao canal vaginal. Embora essa estrutura musculoesquelética exista no organismo de homens e mulheres, o enfraquecimento do assoalho pélvico é mais comum no público feminino, porque elas têm o que se chama de hiato urogenital. Essa abertura por onde atravessam estruturas como a uretra, vagina e o reto, causa uma fragilidade no assoalho. O prolapso uterino pode ocorrer em mulheres jovens, mas é muito mais comum em mulheres que estão na menopausa, quando há uma queda do estrogênio, que é um hormônio que ajuda a manter os músculos pélvicos mais fortes. Por isso, quanto mais a idade passa, mais chance há de ocorrer o problema. As causas para que esse problema urológico ocorra são as mais diversas, vão desde: Envelhecimento; Múltiplos partos vaginais; Crianças macrossômicas (que nascem com mais de 4 quilos); Obesidade Cirurgia pélvica anterior; Tosse crônica; Alterações hormonais na menopausa; Tumores pélvicos; Acúmulo de líquidos no abdômen; Aumento da pressão abdominal ao carregar cargas excessivas com frequência (atividade física ou trabalho). O que acontece quando o útero desce? Quando o útero desce, à medida que o prolapso avança, as mulheres podem sofrer com diversos sintomas desconfortáveis e, em alguns casos, até incapacitantes para o dia a dia pessoal ou profissional. Uma das atividades que podem sofrer grandes impactos são as físicas, porque as pacientes podem sentir dores e outros incômodos ao tentar praticar exercícios, porque provocam pressão intra-abdominal. Além dos distúrbios psicológicos que esse problema pode causar, como a depressão, os desconfortos físicos deste prolapso são: Corrimento; Problemas de micção (urgência e incontinência urinária, além de aumento da frequência urinária); Sensação de peso no pelve; Sensação de bola na vagina; Dores lombares; Dores nas relações sexuais; Dificuldade para evacuar; Infecções urinárias. Em estágios mais avançados do prolapso uterino, esses sintomas podem piorar ao longo do dia ou quando as mulheres ficam muito sentadas ou em pé. Além disso, quando o útero desce em gestantes, elas podem ter dificuldades de andar, aumento da frequência urinária, prisão de ventre e até risco de aborto. Quando o útero desce, é preciso tratar Para quem já sabe o que acontece quando o útero desce, é importante ressaltar que se a paciente já está com sintomas, é imprescindível buscar um uroginecologista para fazer uma avaliação ou até mesmo fazer exames de forma preventiva, antes mesmo que o problema se manifeste. Ao não ser tratado, o problema pode afetar outros órgãos, inclusive, pode ocorrer vários prolapsos ao mesmo tempo. Existem 4 graus de prolapso uterino, que vão do 1 ao 4. Na classificação Pelvic Organ Prolapse-Quantification, também é classificado o grau O, mas neste caso, não há nenhum prolapso. É considerada a gravidade à medida que o grau do prolapso aumenta. Sendo assim, os graus 3 e 4 são os mais avançados. No 3, o útero já está totalmente no canal vaginal, e no 4, está em eversão completa, ou seja, se posicionado fora da vagina. Em geral, para diagnosticar o quadro, o médico fará exames pélvicos com uso de um espéculo, testes urodinâmicos e exames de imagem. A partir do grau de cada caso, o especialista irá aconselhar uma forma de tratamento que podem ser abordagens clínicas, também conhecidas como conservadoras, ou cirúrgicas. Tratamento clínico Quando o útero desce e os sintomas são leves, o tratamento clínico pode ser o uso de pessários, que são dispositivos anatômicos, que são introduzidos na vagina para formar uma contenção mecânica e conter o avanço do prolapso. Esses dispositivos, que se encaixam ao redor ou na parte inferior do útero, são indicados pelo médico de acordo com as características e necessidades de cada paciente. São vários tipos de pessários e o uso deve ser realizado por alguns meses. Além disso, exercícios de fisioterapia para fortalecer o assoalho pélvico, controle do peso corporal e alimentação equilibrada também podem ser indicados. Essas medidas são importantes porque em casos em que as pessoas sejam obesas, pode haver uma recorrência do prolapso, mesmo com o tratamento. Tratamento cirúrgico De acordo com a gravidade do prolapso, estado geral de saúde e idade da paciente, a cirurgia pode ser a melhor prescrição quando o útero desce, porque é um tratamento resolutivo. Quando a cirurgia é a indicação, o procedimento mais comum é para reconstrução das estruturas do assoalho pélvico para garantir a sustentação dos órgãos. Pode ser realizado por via vaginal, abdominal ou laparoscópica. Em muitos casos, há o uso de telas para ajudar nessa sustentação e diminuir o risco de reincidência do prolapso. Outra indicação do médico, especialmente quando as mulheres já estão na menopausa, é a realização de uma histerectomia (retirada do útero), que pode ser realizada no mesmo procedimento de reconstrução das estruturas do assoalho pélvico. Conclusão Agora que você já sabe o que acontece quando o útero desce, o próximo passo é tomar medidas de tratamento para evitar que o problema avance, independente do estágio do prolapso. Esse problema feminino traz muitos desconfortos, impacta seriamente a vida da mulher, inclusive, no aspecto sexual, portanto, merece uma atenção. Procure o quanto antes um especialista para o seu problema. O Dr. Luciano Teixeira tem grande experiência no tratamento do prolapso, para devolver saúde e bem-estar às pacientes.

O que acontece quando o útero desce?

Você sabe o que acontece quando o útero desce? Esse é um problema conhecido como útero caído ou prolapso vaginal.  Essa patologia urológica pode atingir 30% das mulheres na faixa etária dos 50 aos 89 anos, mas também pode atingir... read more →