Tratamentos – Dr. Luciano Teixeira https://drlucianoteixeira.com.br Urologista para Mulheres em São Paulo Mon, 07 Nov 2022 17:45:41 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://drlucianoteixeira.com.br/wp-content/uploads/2017/08/cropped-logotipo-dr-luciano-teixeira-e-silva-urologista-32x32.png Tratamentos – Dr. Luciano Teixeira https://drlucianoteixeira.com.br 32 32 Hiperplasia prostática benigna: saiba mais sobre causas e tratamento https://drlucianoteixeira.com.br/hiperplasia-prostatica-benigna/ https://drlucianoteixeira.com.br/hiperplasia-prostatica-benigna/#comments Fri, 25 Feb 2022 10:14:00 +0000 https://drlucianoteixeira.com.br/?p=17083 A hiperplasia prostática benigna é um problema que atinge, especialmente, homens diante do envelhecimento, e está entre um dos três problemas que mais atingem a próstata.

Neste texto, entenda mais sobre os sintomas da hiperplasia prostática benigna, causas e tratamento dessa patologia urológica masculina.

O que é hiperplasia prostática benigna? Quais os sintomas?

Se um homem tem acima de 50 anos e percebe que:

  • Aumentou a sua frequência de micção de dia ou à noite (bexiga hiperativa);
  • Que essa necessidade de urinar surge com sensação de urgência;
  • Tem dificuldade para começar a urinar;
  • O jato sai fraco e com gotejamento terminal;
  • E está com incapacidade de esvaziar completamente a urina;

Ele pode estar com sintomas da hiperplasia benigna prostática.

A hiperplasia prostática benigna (HPB) é o aumento da próstata, que é uma glândula que fica abaixo da bexiga e envolve parte da uretra no sistema urinário masculino. Sua principal função é produzir fluidos que protegem e nutrem os espermatozoides.

Quando o homem é mais jovem, a próstata tem o tamanho de uma ameixa ou noz, mas quando envelhece o tecido dessa glândula pode crescer excessivamente. A próstata aumentada pode comprimir a uretra e a bexiga, fazendo surgir sintomas  que vão piorar muito a qualidade de vida.

Esses sintomas da HPB surgem porque o aumento da glândula leva a uma obstrução da bexiga, dificultando a saída da urina.

Mas, como a própria nomenclatura da patologia já sugere, não se trata de um câncer e nem será uma causa para o surgimento de um tumor maligno. No entanto, o câncer de próstata pode surgir paralelamente à HPB.

Pelos dados da Sociedade Brasileira de Urologia, aos 90 anos, praticamente 80% dos homens vão sofrer com essa doença, mas, já acima dos 50 anos, 50% da população masculina pode ser afetada. Portanto, o que causa hiperplasia prostática benigna (HPB) é, principalmente, o avançar da idade.

Mas, outros fatores de risco podem favorecer o problema, como: herança genética, síndrome metabólica, diabetes e obesidade.

Tamanho normal da próstata

Por volta dos 20 anos, a próstata terá o tamanho de uma noz: 

  • 3 cm de altura;
  • 4 cm de comprimento;
  • 2 cm de largura;
  • Volume de 20 a 25 gramas.

No entanto, a partir dos 40 anos, alguns homens já apresentam certo grau de aumento do tamanho prostático. Esse crescimento não obedece regra ou proporcionalidade.

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Então, essa hiperplasia prostática é comum?

Quando o homem vai envelhecendo, a incidência da doença cresce muito, porque a maioria dos homens apresenta aumento contínuo da próstata ao longo da vida.

Dados do Prostate Cancer Foundation, que é um renomado instituto norte-americano que estuda as patologias da próstata, revelam que as chances de um homem desenvolver a patologia podem crescer mais de 20% a cada década após os 40 anos.

No entanto, se o homem está com os principais sintomas de hiperplasia prostática benigna, antes de começar o tratamento específico, é necessário descartar outras doenças subjacentes que apresentam sinais semelhantes, como:  infecção urinária, prostatite, cálculos urinários, estreitamento da uretra,  cicatriz na bexiga resultante de cirurgia pélvica, problemas nos nervos que controlam a bexiga ou câncer de próstata.

O diagnóstico e tratamento desse problema é muito importante. O agravamento dos sintomas podem indicar o surgimento de infecções e cálculos urinários, hematúria (sangue na urina) e danos ao rim, como a insuficiência renal, devido à retenção de grandes volumes de urina.

Por isso, se sentir dor nos genitais ou na região inferior do abdômen, sangue na urina, não conseguir urinar de jeito nenhum, sentir dor e calafrios ao urinar, ou febre, procure o especialista imediatamente.

Hiperplasia prostática benigna: diagnóstico 

O diagnóstico da HPB começa com uma consulta ao urologista, que irá ouvir sobre os sintomas, e fará perguntas direcionadas, que são definidas por questionários específicos, e vão sugerir a gravidade da HPB.

O médico também deve fazer um exame físico, que pode envolver o exame retal, para avaliar o tamanho da próstata.

Além disso, outros exames poderão ajudar a complementar a avaliação, como exames laboratoriais e urofluxometria (vai medir a velocidade do fluxo urinário), além do exame de imagem, como ultrassonografia.

Em casos selecionados, faz-se necessário o exame urodinâmico completo.

Hiperplasia prostática benigna: tratamento

O tratamento da hiperplasia prostática benigna será de acordo com a gravidade do problema, mas sempre visa eliminar a obstrução da bexiga. 

Em geral, pode envolver uso de cirurgia, medicamentos e até mesmo uma mudança no estilo de vida, visando hábitos mais saudáveis, como cuidados com a alimentação e prática de exercícios físicos.

Muitos homens receberão apenas a indicação de acompanhamentos com exames físicos e de PSA (antígeno prostático específico), que faz a avaliação da possibilidade de existir tumores na próstata.

Mas, quando os sintomas são mais intensos, são indicados remédios para hiperplasia prostática benigna, que podem ser tanto os bloqueadores alfa, para ajudar a relaxar o tecido muscular junto ao colo vesical e a próstata;  como os inibidores das 5-alfa redutase, que diminuem o volume da próstata. Essas classes de medicações também podem ser prescritas em combinação para melhorar os sintomas.

É válido ressaltar que os bloqueadores alfa podem reduzir ou até mesmo eliminar a ejaculação temporariamente, enquanto os inibidores das 5-alfa redutase podem reduzir o desejo sexual.

Cirurgia hiperplasia prostática benigna

Muitos homens não respondem bem ao tratamento com remédio para hiperplasia prostática benigna, então, a cirurgia é uma outra abordagem que o urologista pode indicar.

Uma das opções é a ressecção transuretral da próstata (RTU), que fará a desobstrução da bexiga com a retirada da parte central da área hiperplásica. Esse procedimento cirúrgico é realizado com um instrumento que será inserido na uretra.

No entanto, há também uma outra abordagem para remoção do tecido da próstata, por meio da eletrocauterização, na qual é utilizado um laser. Esse procedimento apresenta menor índice de sangramento e resulta em melhoria da qualidade da micção.

Para próstatas de grande volume, pode ser indicado tratamentos endoscópicos por meio da enucleação do adenoma pelas técnicas de HoLEP ou BipoLEP.

Casos selecionados também podem ser realizados pela técnica laparoscópica ou com o auxílio do robô.

Conclusão

É muito importante que o homem frequente regularmente o urologista após os 40 anos, para prevenir ou tratar os problemas que vão surgindo com o avançar da idade, como aqueles relacionados à bexiga, que podem ser também uma bexiga hiperativa, provocada por outras causas, ou incontinência urinária.

A hiperplasia prostática benigna não é uma doença grave, mas os sintomas são incômodos e pode levar a outras doenças que podem evoluir para uma gravidade. 

Então, caso o homem esteja percebendo os sintomas citados acima, o ideal é procurar um especialista, que vai orientar o melhor tratamento, assim, o paciente pode caminhar em direção à retomada da qualidade de vida.

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Tratamento Hiperplasia Prostática Benigna (HPB): Laser para todos https://drlucianoteixeira.com.br/tratamento-hiperplasia-prostatica-benigna-hpb-laser-para-todos/ https://drlucianoteixeira.com.br/tratamento-hiperplasia-prostatica-benigna-hpb-laser-para-todos/#respond Tue, 12 Mar 2019 20:46:48 +0000 https://drlucianoteixeira.com.br/?p=16643 BPH Treatment: Laser for everyone

Dr. Luciano Teixeira e Silva – Departamento de Urologia, Universidade Federal de São Paulo, UNIFESP, Escola Paulista de Medicina, São Paulo, SP, Brasil

Dr. Fernando G. Almeida – Departamento de Disfunções Urinárias, Urologia Feminina e Urodinâmica, Universidade Federal de São Paulo, UNIFESP, Escola Paulista de Medicina, São Paulo, SP, Brasil

Benign prostate enlargement (BPE) is a highly prevalent pathology (1). The main consequence of BPE is Bladder Outlet Obstruction (BOO). Patients with BOO may be bothered by voiding lower urinary tract symptoms (LUTS). Those men with BOO and significant LUTS which did not respond to clinical approaches may be candidate to surgical procedures. In patients with prostate volume inferior to 80-100 grams, monopolar transurethral resection of prostate (TURP) has been considered the gold standard for decades. The American Urological Association (AUA) considered TURP as standard treatment for BPH (2) and The European Urological Association considered TURP “the treatment of choice” for prostates sized 30 to 80 cm3 (3).

In the past years, a wide range of innovative transurethral procedures have challenged the supremacy of this standard surgical option (4). These alternative transurethral procedures embrace all laser therapies, encompassing the various types of lasers and modalities of prostatic tissue ablation (enucleation, vaporization, and resection) and bipolar devices permitting bipolar TURP (5-7). Many of the “innovative” techniques at their time, such as trans-rectal high intensity focused ultrasound, visual laser ablation and transurethral needle ablation, claimed good results and did not survive to test of the time (8, 9).

TURP has been shown to be cost-effective, efficient, durable and with well-defined long-term complications and re-treatment rates (10). A large prospective multicenter study, including 10,654 men, who underwent TURP described a mortality rate of 0.10% and the cumulative short-term morbidity rate of 11.1% (11). Complications of TURP include failure to void (4.5% to 5.8%), surgical revision (1.1% to 5.6%), urinary tract infection (3.6% to 4.2%), bleeding which requires transfusions (2.0% to 2.9%) and TUR syndrome (0.8% to 1.4%) (11, 12). By using bipolar TURP, TUR syndrome has been overpassed. The bipolar TURP is performed with saline solution, which has improved safety, allow longer resection time and can reduce TUR syndrome, catheter time and length of hospital stay (13). Furthermore, in skilled hands bipolar TURP can be performed in prostate glands bigger than 80-100 grams.

Many endoscopic technologies have been proposed to replace TURP as the new standard reference. There has been a rise in the use of minimally invasive surgical therapy (14). Emerging laser treatments that deserve consideration in this debate are Holmium laser enucleation of the prostate (HoLEP) and photoselective laser vaporization of the prostate (PVP).

There are some trials comparing HoLEP and TURP (15-18). With mean follow–up range of 1 to 3 years, HoLEP demonstrated similar functional results to TURP when considering International Prostate Symptom Score [IPSS], quality of life score [QOL], and maximum flow rate [Qmax]. However, HoLEP operation time was significantly longer in all trials with almost twice the time of TURP in one trial (15). On the other hand, HoLEP can be used as an alternative to open prostatectomy in large prostates (19). It has been demonstrated that HoLEP presented similar functional results, reduced catheterization time, hospital stay, and less blood loss than open prostatectomy for large prostates treatment in two years follow-up (20). Catheter duration, hospital-stay and blood loss were in favour of HoLEP in two meta-analysis (12, 21). Urgency symptoms were more pronounced after HoLEP compared to TURP in one meta-analysis (5.6 vs. 2.2%) (12). Bladder injury during morcellation and postponed morcellation due to equipment failure are reported complications with HoLEP.

The learning curve with HoLEP is a great challenge. Shah et al. described the learning curve of approximately 50 cases (22). Cost is another important issue, particularly in developing countries. The increase in costs are related to the requirement of specific 100W laser, fibers and morcellator need for HoLEP.

Photoselective laser vaporization of the prostate (PVP) uses 532-nm lasers (80-W potassium-titanyl-phosphate [KTP], GreenLight, AMS, Minnetonka, MN) or 120-W lithium borate (LBO) and GreenLight XPS 180W (GL-XPS) (23). It was initially proposed as an alternative to TURP in anticoagulated patients. As opposed to HoLEP, the learning curve of PVP is shorter (24). One inherent limitation of PVP is the absence of tissue diagnosis.

Horasanli et al. showed that immediate outcomes were significantly better in PVP than TURP with reduced time of postoperative catheterization (3.9±1.2 days and 1.7±0.8 days, P<0.05) and shorter length of stay (4.8±1.2 days versus 2±0.7 days, P<0.05). On the other hand, functional improvement (IPSS, Qmax and post-void residual) was significantly worst in PVP, even with shorter follow-up. Operating room times were also significantly longer for PVP (87 vs. 51 minutes) (25). A meta-analysis showed increased dysuria comparing PVP, M-TURP and B-TURP (8.5% vs. 0.8% vs. 0%) and increased postoperative urinary tract infections comparing PVP, M-TURP and B-TURP (12% vs. 4.1 vs. 2.6%) (12). We observe that dysuria may be a significant problem in some patients submitted to green laser surgery. Such problem is minimized in trials, but it is a very common bothering complain and sometimes may last for over three months.

In a randomized controlled trial comparing PVP and open prostatectomy in large glands (average 93 vs. 96mL), surgical room times were significantly longer for PVP (80 vs. 50 minutes) with similar Qmax and IPSS scores, but inferior QOL score in those patients submitted to PVP at the 18-month follow-up (26). Similarly to HoLEP, cost is an issue for PVP/GreenLight laser. Lasers devices are very expensive and fibers are disposable. There are no other usages for this equipment. A trial published on Indian Journal of Urology in 2009, consider that lasers are unreasonable for treatment of BPH, particularly in developing countries, due to costs, unproven long-term durability, steep learning curve and lack of advantages over TURP (27).

We agree with Ahyai et al. (12) that the individual patient’s clinical profile should be carefully assessed to identify the most appropriate transurethral technique to manage BOO. Lasers are not appropriate to all patients. There is not single approach for everyone, but a specific patient for each approach. None of the above mentioned therapies are adequate to everyone. We believe that urologists managing symptomatic BPE should be familiar with all above described techniques to be able to judge the best option for each patient. Thus, the surgical approach should be planned based on patient’s performance status, use of anticoagulants, prostate volume, personal expectations and surgeon experience.

REFERENCES

1. Gratzke C, Bachmann A, Descazeaud A, Drake MJ, Madersbacher S, Mamoulakis C, et al. EAU Guidelines on the Assessment of Non-neurogenic Male Lower Urinary Tract Symptoms including Benign Prostatic Obstruction. Eur Urol. 2015;67:1099-109.

2. Roehrborn CG, McConnell JD, Barry MJ, et al. AUA Guideline on the management of benign prostatic hyperplasia. 2010. available at. www.auanet.org/documents/education/clinical-guidance/Benign-Prostatic-Hyperplasia.pdf

3. de la Rosette JJ, Alivizatos G, Madersbacher S, Perachino M, Thomas D, Desgrandchamps F, et al. EAU Guidelines on benign prostatic hyperplasia (BPH). Eur Urol. 2001;40:256-63; discussion 264.

4. Madersbacher S, Marberger M. Is transurethral resection of the prostate still justified? BJU Int. 1999;83:227-37.

5. Malek RS, Kuntzman RS, Barrett DM. Photoselective potassium-titanyl-phosphate laser vaporization of the benign obstructive prostate: observations on long-term outcomes. J Urol. 2005;174(4 Pt 1):1344-8.

6. Peterson MD, Matlaga BR, Kim SC, Kuo RL, Soergel TM, Watkins SL, et al. Holmium laser enucleation of the prostate for men with urinary retention. J Urol. 2005;174:998-1001.

7. Barber NJ, Muir GH. High-power KTP laser prostatectomy: the new challenge to transurethral resection of the prostate. Curr Opin Urol. 2004;14:21-5.

8. Schatzl G, Madersbacher S, Lang T, Marberger M. The early postoperative morbidity of transurethral resection of the prostate and of 4 minimally invasive treatment alternatives. J Urol. 1997;158:105-10.

9. Schatzl G, Madersbacher S, Djavan B, Lang T, Marberger M. Two-year results of transurethral resection of the prostate versus four ‘less invasive’ treatment options. Eur Urol. 2000;37:695-701.

10. Mebust WK, Holtgrewe HL, Cockett AT, Peters PC. Transurethral prostatectomy: immediate and postoperative complications. A cooperative study of 13 participating institutions evaluating 3,885 patients. J Urol. 1989;141:243-7.

11. Reich O, Gratzke C, Bachmann A, Seitz M, Schlenker B, Hermanek P, et al. Morbidity, mortality and early outcome of transurethral resection of the prostate: a prospective multicenter evaluation of 10,654 patients. J Urol. 2008;180:246-9.

12. Ahyai SA, Gilling P, Kaplan SA, Kuntz RM, Madersbacher S, Montorsi F, et al. Meta-analysis of functional outcomes and complications following transurethral procedures for lower urinary tract symptoms resulting from benign prostatic enlargement. Eur Urol. 2010;58:384-97.

13. Mamoulakis C, Ubbink DT, de la Rosette JJ. Bipolar versus monopolar transurethral resection of the prostate: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. Eur Urol. 2009;56:798-809.

14. Yu X, Elliott SP, Wilt TJ, McBean AM. Practice patterns in benign prostatic hyperplasia surgical therapy: the dramatic increase in minimally invasive technologies. J Urol. 2008;180:241-5.

15. Wilson LC, Gilling PJ, Williams A, Kennett KM, Frampton CM, Westenberg AM, et al. A randomised trial comparing holmium laser enucleation versus transurethral resection in the treatment of prostates larger than 40 grams: results at 2 years. Eur Urol. 2006;50:569-73.

16. Kuntz RM, Ahyai S, Lehrich K, Fayad A. Transurethral holmium laser enucleation of the prostate versus transurethral electrocautery resection of the prostate: a randomized prospective trial in 200 patients. J Urol. 2004;172:1012-6.

17. Montorsi F, Naspro R, Salonia A, Suardi N, Briganti A, Zanoni M, et al. Holmium laser enucleation versus transurethral resection of the prostate: results from a 2-center, prospective, randomized trial in patients with obstructive benign prostatic hyperplasia. J Urol. 2004;172(5 Pt 1):1926-9.

18. Gupta N, Sivaramakrishna, Kumar R, Dogra PN, Seth A. Comparison of standard transurethral resection, transurethral vapour resection and holmium laser enucleation of the prostate for managing benign prostatic hyperplasia of >40 g. BJU Int. 2006;97:85-9.

19. Kuntz RM, Lehrich K, Ahyai S. Does perioperative outcome of transurethral holmium laser enucleation of the prostate depend on prostate size? J Endourol. 2004;18:183-8.

20. Naspro R, Suardi N, Salonia A, Scattoni V, Guazzoni G, Colombo R, et al. Holmium laser enucleation of the prostate versus open prostatectomy for prostates >70 g: 24-month follow-up. Eur Urol. 2006;50:563-8.

21. Tan A, Liao C, Mo Z, Cao Y. Meta-analysis of holmium laser enucleation versus transurethral resection of the prostate for symptomatic prostatic obstruction. Br J Surg. 2007;94:1201-8.

22. Shah HN, Mahajan AP, Sodha HS, Hegde S, Mohile PD, Bansal MB. Prospective evaluation of the learning curve for holmium laser enucleation of the prostate. J Urol. 2007;177:1468-74.

23. Bouchier-Hayes DM, Van Appledorn S, Bugeja P, Crowe H, Challacombe B, Costello AJ. A randomized trial of photoselective vaporization of the prostate using the 80-W potassium-titanyl-phosphate laser vs transurethral prostatectomy, with a 1-year followup. BJU Int. 2010;105:964-9.

24. Seki N, Nomura H, Yamaguchi A, Naito S. Evaluation of the learning curve for photoselective vaporization of the prostate over the course of 74 cases. J Endourol. 2008;22:1731-5.

25. Horasanli K, Silay MS, Altay B, Tanriverdi O, Sarica K, Miroglu C. Photoselective potassium titanyl phosphate (KTP) laser vaporization versus transurethral resection of the prostate for prostates larger than 70 mL: a short-term prospective randomized trial. Urology. 2008;71:247-51.

26. Skolarikos A, Papachristou C, Athanasiadis G, Chalikopoulos D, Deliveliotis C, Alivizatos G. Eighteenmonth results of a randomized prospective study comparing transurethral photoselective vaporization with transvesical open enucleation for prostatic adenomas greater than 80 cc. J Endourol. 2008;22:2333-40.

27. Gupta NP, Anand A. Lasers are superfluous for the surgical management of benign prostatic hyperplasia in the developing world. Indian J Urol. 2009;25:413-4.


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Urologista é médico só de homens? Mulheres também sofrem de câncer urológico https://drlucianoteixeira.com.br/urologista-e-medico-so-de-homens-mulheres-tambem-sofrem-de-cancer-urologico/ Wed, 28 Jun 2017 21:43:46 +0000 http://drfernandoleao.com.br/?p=3025 Homens e mulheres são, de maneira geral, atendidos pelos mesmos médicos, porém, quando o assunto é saúde reprodutiva cada um tem seu especialista: os Ginecologistas para as mulheres e os Urologistas para os homens. Contudo, quando a mulher apresenta alguma alteração no trato urinário é o Urologista que ela deve procurar, pois além do sistema reprodutor masculino é ele o profissional da área médica que cuida dos rins, ureteres, bexiga, uretra e adrenal tanto de homens quanto de mulheres e crianças.

A hematúria: sangue na urina

Uma das situações que fazem homens e mulheres procurarem um Urologista é a hematúria, o surgimento do sangue na urina. Esse é um dos sintomas que indica alteração no trato urinário e as causas precisam ser investigadas. A hematúria pode não representar o desenvolvimento de uma doença, porém os tumores de bexiga e rins costumam ser diagnosticados através deste sintoma.

Quando a mulher tem uma anormalidade detectada em seus exames de urina ou de imagem que indiquem algum tipo de tumor no trato urinário, ela deve ser encaminhada a um médico Urologista que a avaliará e irá solicitar mais exames detalhados em busca das causas dos sintomas. Como normalmente as mulheres são atendidas pelo seu ginecologista com o passar dos anos, é importante levar para o Urologista o máximo de informação possível a respeito de sua saúde geral, com isso eleo médico terá mais recursos para auxiliar no diagnóstico preciso e no tipo de tratamento adequado para a paciente.

Tumores de bexiga e de rim

Em geral, homens apresentam mais chances de desenvolver câncer urológico porque fumam mais do que as mulheres, estão mais expostos aos produtos químicos em função do trabalho e, de maneira geral, cuidam menos da saúde do que elas no que tange a exames de rotina e acompanhamento médico, o que pode auxiliar na prevenção e detecção precoce de tumores.

Cálculos renais

Outra doença que leva as mulheres ao Urologista são os cálculos renais. Vários fatores de risco contribuem para a formação de cálculos renais, que incluem a história familiar, sendo 2,5 vezes maior em indivíduos com antecedentes de casos na família; a idade; a raça; elevação de ácido úrico; obesidade, a presença de diabetes mellitus; síndrome metabólica e hábitos alimentares inadequados. O cálculo renal acontece com frequência, cerca de 8% das mulheres e 15% dos homens vão apresentar cálculo renal em algum momento da vida.

Prevenção

A principal forma de prevenir o surgimento dos cálculos renais é o cuidado com a alimentação que não deve conter muito sal. Quem já tem predisposição para a doença deve evitar alimentos embutidos e industrializados e beber bastante água.

Os tumores também podem ser prevenidos com hábitos de vida saudável, exercícios físicos regulares e, para quem fumar, largar o cigarro. Cuidar da saúde evita o surgimento de doenças e garante um envelhecimento com qualidade de vida.

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Câncer de próstata: o que é? https://drlucianoteixeira.com.br/cancer-de-prostata-o-que-e/ Wed, 21 Jun 2017 12:55:55 +0000 http://drfernandoleao.com.br/?p=3048 A próstata é uma glândula existente apenas no organismo masculino. Trata-se de um órgão muito pequeno, que fica na parte inferior do abdômen, logo abaixo da bexiga, à frente do reto. A próstata envolve parte da uretra, canal que liga a bexiga ao orifício externo do pênis, por onde a urina é expelida para fora do corpo. Na próstata também é produzida uma parte do sêmen, o líquido que contém os espermatozóides. O câncer de próstata é o tumor mais comum nos homens com idade acima de 50 anos.

Os fatores de risco são:

  • Idade avançada (acima de 50 anos);
  • Histórico da doença na família;
  • Fatores hormonais e ambientais;
  • Hábitos alimentares (consumo alto gorduras, pobre em frutas, verduras e vegetais);
  • Sedentarismo;
  • Sobrepeso.

No Brasil, cerca de 52 mil homens são diagnosticados anualmente com câncer da próstata. No mundo, é um dos tipos mais comuns de câncer, e sua taxa de incidência é seis vezes maior em países desenvolvidos, quando em relação a países em desenvolvimento. A doença se fortalece quando o organismo perde o controle sobre as células da glândula prostática, que se multiplicam e crescem.

Quais são os sintomas?

Como o processo de desenvolvimento deste tipo de câncer é lento, o homem não nota a evolução do mal, que não apresenta sintomas diretamente relacionados. Entretanto, há também casos em que o processo é rápido e o câncer se desenvolve em um curto espaço de tempo, exigindo tratamento imediato para que não haja metástase – ou seja, para evitar ou retardar que o mal se espalhe por outros órgãos do corpo. Quando os tumores alcançam um estágio mais avançado, surgem sintomas mais evidentes:

  • Dificuldade para urinar;
  • Sensação de que a bexiga não esvazia por completo;
  • Hematúria (sangue na urina);
  • Dor óssea, especialmente na região lombar (já quando se verifica a presença de metástases, e o grau da doença atinge maior gravidade).

Qual o diagnóstico?

O câncer de próstata pode ser suspeitado de duas formas:

  • Exame físico (toque retal);
  • Exame laboratorial (dosagem do PSA).

Quando pelo toque se verifica aumento da glândula, ou o valor do PSA se altera, procede-se uma biópsia para analisar se há a presença de tumor. Em caso afirmativo, ele pode ser maligno ou benigno. Sendo maligno, o paciente deverá realizar outros exames de laboratório para que se verifique o tamanho exato, o estágio da doença e a presença ou não de metástases.

Qual o tratamento?

Conforme o tamanho e a classificação do tumor, bem como dependendo da idade do paciente, o tratamento poderá consistir em:

  • Prostatectomia radical (que é a remoção da próstata via cirurgia);
  • Radioterapia;
  • Hormonoterapia;
  • Uso de medicamentos específicos.

Em pacientes de idade avançada com tumores de evolução lenta há a possibilidade de acompanhamento clínico sem procedimentos invasivos.

Quais são os cuidados necessários?

  • Em geral, homens fora dos quesitos de risco devem se submeter a exames preventivos a partir dos 50 anos;
  • Afrodescendentes e homens que possuam casos de câncer de próstata na família antes dos 65 anos têm um risco maior de desenvolver a doença. Assim, devem submeter-se a exames a partir dos 45 anos de idade;
  • Homens com familiares portadores de câncer de próstata diagnosticado antes dos 65 anos têm um risco considerável de desenvolverem a doença. Sendo assim, devem submeter-se a exames e acompanhamento médico já aos 40 anos;
  • Caso o resultado do exame PSA normal, de acordo com a avaliação do Urologista, deve ser repetido regularmente;
  • Alimentação balanceada e prática regular de exercícios físicos são fatores decisivos no combate ao câncer de próstata.

É interessante reparar que resultados de exames PSA e toque retal podem ser falsos positivos, ou seja, podem estar alterados sem que haja a presença do câncer. Por isso, é imprescindível o acompanhamento médico regular, aprofundando a avaliação de um possível quadro de câncer de próstata.

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