Doenças Urológicas – Dr. Luciano Teixeira https://drlucianoteixeira.com.br Urologista para Mulheres em São Paulo Wed, 15 Mar 2023 15:40:38 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://drlucianoteixeira.com.br/wp-content/uploads/2017/08/cropped-logotipo-dr-luciano-teixeira-e-silva-urologista-32x32.png Doenças Urológicas – Dr. Luciano Teixeira https://drlucianoteixeira.com.br 32 32 Infecção urinária feminina: sintomas que alertam para o problema https://drlucianoteixeira.com.br/infeccao-urinaria-feminina-sintomas/ https://drlucianoteixeira.com.br/infeccao-urinaria-feminina-sintomas/#respond Tue, 06 Jun 2023 10:00:00 +0000 https://drlucianoteixeira.com.br/?p=17640 Você sabe como tratar a infecção urinária feminina e os sintomas que alertam para o problema?

Pois bem, a infecção urinária é uma condição comum e frequente entre as mulheres, uma vez que a uretra é mais próxima ao ânus. A patologia  é causada por bactérias que normalmente habitam no trato intestinal. Pode afetar o público feminino de qualquer idade.

Continue lendo o texto para entender o que é, quais são os sintomas de infecção urinária feminina e como tratar a doença. Confira!

Infecção urinária feminina: sintomas que atingem a maioria das mulheres

Para as mulheres que estão em busca de entender quais são os sintomas de infecção urinária feminina, listamos logo abaixo os mais universais que acometem a maioria dos casos. São eles:

  • Necessidade urgente de urinar com frequência;
  • Escassa eliminação de urina em cada micção;
  • Ardência ou dor ao urinar;
  • Dor na bexiga, nas costas e no baixo ventre;
  • Febre; 
  • Sangue na urina ou com cheiro forte nos casos mais graves;
  • Aumento da frequência de micções;
  • Incontinência urinária;
  • Mal-estar associado, como náuseas.  

Infecção urinária feminina: causas mais comuns 

A causa mais comum da infecção urinária é a colonização de micro-organismos que em qualquer parte do trato urinário. Dependendo da estrutura afetada, a condição terá nomes diferentes, como uretrite (uretra), cistite (bexiga) ou pielonefrite (rins). 

No entanto, apesar de vários micro-organismos serem capazes de causar o problema, normalmente, a mais comum e responsável é a bactéria Escherichia coli, presente no intestino e que têm uma função importante para a digestão, porém patogênica para o aparelho urinário. 

Existem alguns fatores de risco que contribuem para o surgimento da doença, como:

  • Segurar a urina por longos períodos;
  • Beber pouca água;
  • Não higienizar a área íntima de forma adequada;
  • Não trocar o absorvente com frequência e ao longo do dia; 
  • Utilizar roupas íntimas muito justas e que retenham calor;
  • Abusar de substâncias que irritam o sistema urinário, como café, tabaco e álcool;
  • Imunidade baixa;
  • Doenças crônicas, como a diabetes. 

Como diagnosticar os sintomas da infecção urinária feminina?

Ao apresentar sintomas de infecção urinária feminina, é de suma importância procurar ajuda médica. O profissional será responsável por fazer o diagnóstico por meio de exames e orientar os melhores tratamentos para cada caso. Os testes mais recomendados para essas pacientes com suspeita de infecção são:

  • Levantamento da história clínica da paciente e de seus sintomas;
  • Exame de urina tipo I;
  • Urocultura com antibiograma, que tem como função identificar o agente infeccioso.
Infeccções urinárias recorrentes

Infecção urinária sintomas feminina: como tratar essa condição?

O tratamento de infecção urinária em mulheres tem como objetivo combater os micro-organismos que estão ocasionando a doença, com isso, trazendo mais conforto para os pacientes durante esse processo. 

Ao ter o diagnóstico preciso que indique o micro-organismo causador da doença, o médico deve recomendar o antibiótico mais adequado para o seu caso. É fundamental que esse medicamento seja tomado de forma correta para evitar demais infecções recorrentes e mais fortes.

Entretanto, além do remédio, o profissional também pode indicar outras medicações para sanar as dores, como febre, náusea ou outros sintomas fortes, mas é extremamente importante que a paciente mude alguns hábitos para amenizar o desconforto e evitar a infecção como:

  • Não segure a urina por muito tempo;
  • Consuma bastante água;
  • Urine depois de ter relações sexuais;
  • Diminua o consumo de bebida alcoólica, café e tabaco.

Tratamento para os sintomas de infecção urinária feminina em São Paulo 

Ao perceber algum desconforto em relação a infecção urinária e seus sintomas, procure com urgência um médico especialista para avaliar o seu caso e iniciar o tratamento adequado o quanto antes. 

O Dr. Luciano Teixeira é especialista em Urologia pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), e realiza tratamentos de infecção urinária e de prolapso vaginal por meio de um atendimento humanizado, com o objetivo de restaurar a autoestima de cada paciente.

Entre em contato conosco e tire todas as suas dúvidas!

O Dr. Luciano Teixeira é especialista em Urologia pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), e realiza cirurgias de prolapso vaginal, além de cirurgia no períneo feminino. O atendimento é humanizado, sempre com o objetivo de restaurar a autoestima de cada paciente. Entre em contato conosco e tire todas as suas dúvidas!
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Prolapso vaginal: saiba o que é, causas, sintomas e como tratar https://drlucianoteixeira.com.br/prolapso-vaginal/ https://drlucianoteixeira.com.br/prolapso-vaginal/#comments Wed, 29 Jun 2022 08:50:00 +0000 https://drlucianoteixeira.com.br/?p=16683 Prolapso vaginal ou prolapso genital é um problema que afeta muitas mulheres acima de 40 anos, mas pode ocorrer também antes desta fase.

Essa é uma condição que traz uma série de desconfortos para a mulher, porém, veja neste post que existe tratamento para o problema. 

O que é prolapso vaginal? O que causa?

Um artigo publicado na Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia revelou que o prolapso de vagina é um problema no assoalho pélvico que pode atingir até 30% das mulheres entre 50 e 89 anos. Está entre alguns dos problemas que podem surgir a partir dessa idade, assim como a bexiga hiperativa.

No entanto, fica difícil definir uma estatística exata do problema no país porque muitas mulheres escondem a própria condição por se sentirem constrangidas. Algumas podem até desenvolver distúrbios psicológicos devido a esse problema.

Mas, como ocorre esse problema uroginecológico feminino?

O assoalho pélvico é formado por músculos, tecido conjuntivo, colágeno e fáscia, que sustenta diversos órgãos internos. O prolapso vaginal ocorre quando, por diversos motivos, essas estruturas perdem a capacidade de sustentar os órgãos da pelve feminina. 

O prolapso pode ocorrer porque existe uma abertura na musculatura do assoalho pélvico, conhecida como hiato urogenital, por onde atravessam estruturas como a uretra, vagina e o reto. Formando um ponto de fragilidade no local. 

Essa fragilidade, associada a uma série de fatores de risco, pode fazer com que órgãos da cavidade pélvica feminina como útero, uretra, bexiga, intestino delgado e reto, percam sustentação e se insinuem para a cavidade vaginal.

Prolapso vaginal: causas Envelhecimento Genética Gravidez e parto Tosses crônicas Atividades físicas extremas Obesidade Histerectomia

Fatores de risco do prolapso da parede vaginal anterior e posterior

A avaliação do assoalho pélvico feminino é sempre um ponto a ser observado em um exame uroginecológico, especialmente quando no histórico familiar e médico individual da paciente existem os fatores abaixo, que podem levar ao risco da descida de vários órgãos presentes na cavidade pélvica:

Genética

Algumas mulheres já carregam a herança genética de ter um tecido conjuntivo mais enfraquecido na região pélvica.

Partos e gravidez 

Durante a gravidez, o trabalho de parto e o parto em si, principalmente, partos vaginais, sabe-se que a compressão do assoalho pélvico pelo feto e a força para o parto pode lesar a musculatura, os ligamentos, bem como comprometer a inervação, seja por lesão direta ou por distensão/ estirament. Isso tudo pode prejudicar o tônus da musculatura levando a um alargamento do hiato urogenital, sobrecarregando as estruturas e predispondo ao prolapso.

Obesidade

O peso corporal acima do ideal da mulher também vai gerar mais pressão sob o assoalho pélvico.

Histerectomia

O prolapso ocorre mais comumente em cirurgias abdominais de histerectomia do que nas intravaginais.

A retirada do útero pode aumentar o risco de prolapso, principalmente, no caso de histerectomias totais, onde são retirados também ligamentos que auxiliam a sustentação dos órgãos pélvicos, sobrecarregando outras estruturas.

Outros fatores de risco

Alguns outros fatores também poderão levar as mulheres a correrem o risco de um prolapso vaginal:

  • Menopausa;
  • Idade avançada;
  • Parto vaginal;
  • Criança macrossômica (bebês que nascem com peso igual ou superior a 4 quilos);
  • Constipação intestinal;
  • Situações que elevam a pressão abdominal de maneira recorrente como tosse crônica (tabagismo leva à tosse crônica) ou mesmo certos tipos de trabalhos que exigem muito esforço físico.

Sintomas do prolapso vaginal

Os sintomas do prolapso são manifestados de acordo com o órgão afetado na mulher, mas costumam ser muito típicos, por exemplo, a principal queixa é “sensação de peso ou bola na vagina”.

Especialmente quando a pessoa está fazendo atividades físicas, tossindo ou carregando pesos esses sintomas aumentam, mas quando fica em repouso e mais relaxada, as sensações podem melhorar.

Sintomas do prolapso vaginal Sensação de bola na abertura da vagina Sensação de pressão pélvica Escapes ou incontinência urinária Dificuldade de esvaziar a bexiga totalmente Dor na região lombar Dores na relação sexual Órgãos e tecidos saindo pela vagina Dificuldade para evacuar

Diferentes tipos de prolapso vaginal

São diferentes tipos de prolapsos vaginais e são caracterizados de acordo com o órgão que foi atingido. Além disso, as mulheres podem ter mais de um tipo ao mesmo tempo. São eles:

Prolapso de cúpula vaginal

A cúpula é o fundo da vagina, e essa cavidade pode descer após a histerectomia (retirada do útero).

Isso ocorre porque quando se faz a retirada do útero, os ligamentos que promovem a sustentação são cortados, o que facilita que o fundo da vagina desça, especialmente em mulheres que têm os fatores de risco mencionados acima ou quando a histerectomia já foi realizada devido a um prolapso uterino.

Prolapso útero vaginal ou prolapso uterino

Quando pode-se notar a descida do útero em direção à vagina, em alguns casos, o órgão pode se insinuar para fora.

No prolapso uterino, tanto a cúpula da vagina quanto a parede anterior e posterior podem estar envolvidas.

Prolapso de bexiga (cistocele) ou da uretra (uretrocele)

Ocorre quando a bexiga e/ou uretra perdem sustentação provocando abaulamento na região da vagina. Portanto, no caso da cistocele, o quadro é conhecido como bexiga caída. Já no caso da uretrocele é a descida de membrana mucosa uretral através do meato urinário feminino.

Entre os sintomas da cistocele e da uretrocele, um dos mais frequentes é a incontinência urinária, quando está em estágios mais avançados, especialmente, quando a mulher projeta alguma pressão na bexiga.

Leia mais:

Prolapso posterior da vagina (retocele) ou de intestino delgado (enterocele) 

Neste caso, é um prolapso no qual o intestino que provoca abaulamento da vagina. 

A retocele atinge a região do septo retovaginal, localizado na parte posterior da vagina. 

Já na enterocele, o intestino delgado se insinua para a cavidade vaginal, levando a um prolapso de parede posterior de vagina.

Além dos outros sintomas já mencionados do prolapso vaginal, quando a mulher sofre com retocele ou enterocele sente pressão na região vaginal e retal, ou necessidade de “reduzir” o prolapso digitalmente, para conseguir evacuar. 

Prolapso vaginal

Graus do prolapso vaginal

O prolapso vaginal tem a sua gravidade classificada em níveis, de acordo com a classificação do Pelvic Organ Prolapse Quantification. 

Nível 1: é o estágio inicial, quando percebe-se uma leve descida de órgão, mas ainda fica totalmente dentro da cavidade pélvica, em geral, o prolapso está 1 cm acima do hímen. Nesta fase, a paciente pode ser assintomática.

Nível 2: nesta fase, o prolapso na vagina está por volta de 1 cm abaixo do hímen.

Nível 3: neste estágio, a descida do órgão fica maior, mas ainda 2 cm mais curto que o comprimento vaginal total.

Nível 4: nesta fase, que é a mais grave, há um prolapso vaginal total, com todo o  comprimento do órgão do lado de fora vagina, ou seja, em eversão completa.

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Diagnóstico do prolapso vaginal

O diagnóstico do problema será realizado a partir dos sintomas, histórico médico de cada mulher e exame pélvico, com uso de espéculo. O médico também poderá solicitar procedimentos  para avaliar a força da musculatura da vagina,  bexiga e outros órgãos pélvicos. 

Alguns exames de imagem, como ultrassom, ressonância ou tomografia, também podem ser solicitados para refinar o diagnóstico e confirmar se há prolapso da cúpula vaginal, útero caído ou de outros órgãos.

Tratamento conservador

Não há tratamento clínico para esse problema, porém, é possível lançar mão de um tratamento conservador com uso de pessário vaginal, que é um dispositivo removível, que pode melhorar os sintomas do prolapso da cúpula vaginal  ou de outros órgãos.

Esses pessários devem ter o tamanho adequado para cada paciente e podem ser manipulados pela própria paciente.

São indicados principalmente para as pacientes que, por algum motivo, não desejam ser submetidas a um procedimento cirúrgico, ou apresentam algum risco cardiovascular impeditivo para cirurgia.

Tratamento cirúrgico

O tratamento cirúrgico está indicado desde que a presença do prolapso esteja incomodando a paciente. Este é o único tratamento resolutivo para o quadro. São abordagens específicas como correção da falha no assoalho pélvico, com reconstrução das fáscias para levantar os órgãos como bexiga e intestinos e a  reconstrução dos ligamentos.

A cirurgia de prolapso vaginal também pode ser realizada com telas. Desde que o prolapso esteja em um estágio mais avançado. As telas são utilizadas para garantir melhor sustentação e reduzem o risco de recorrência a níveis muito baixos.

As cirurgias podem ser realizadas por via abdominal, laparoscópica, robótica ou até mesmo por via vaginal.

Prevenção do prolapso vaginal

As mulheres que ainda não manifestaram sintomas do prolapso vaginal, mas tem fatores de risco para o surgimento do problema podem tomar algumas medidas preventivas importantes, como:

  • Controle do sobrepeso/obesidade;
  • Prevenir a constipação intestinal, comendo alimentos com muitas fibras e caprichando na hidratação;
  • Fazer tratamento de tosses crônicas;
  • Não fumar;
  • Fazer exercícios de Kegel com regularidade para fortalecer o assoalho pélvico.

Conclusão

Um prolapso vaginal pode provocar uma grande queda na qualidade de vida de uma mulher, além dos sintomas já citados, ela também pode ter infecções urinárias de repetição, porque nunca conseguem esvaziar a bexiga completamente, e até mesmo passar a sofrer noctúria. Com o tempo, essa paciente poderá desenvolver uma certa fobia social. 

Essas mulheres vão necessitar da ajuda de um urologista para esclarecer suas dúvidas, tratar esses problemas e voltar a ter uma vida livre de desconfortos.

A partir de certos procedimentos, o médico terá exatidão sobre qual estrutura está colapsada, fazer um planejamento terapêutico e indicar qual tipo de cirurgia é a mais adequada. 

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Hiperplasia prostática benigna: saiba mais sobre causas e tratamento https://drlucianoteixeira.com.br/hiperplasia-prostatica-benigna/ https://drlucianoteixeira.com.br/hiperplasia-prostatica-benigna/#comments Fri, 25 Feb 2022 10:14:00 +0000 https://drlucianoteixeira.com.br/?p=17083 A hiperplasia prostática benigna é um problema que atinge, especialmente, homens diante do envelhecimento, e está entre um dos três problemas que mais atingem a próstata.

Neste texto, entenda mais sobre os sintomas da hiperplasia prostática benigna, causas e tratamento dessa patologia urológica masculina.

O que é hiperplasia prostática benigna? Quais os sintomas?

Se um homem tem acima de 50 anos e percebe que:

  • Aumentou a sua frequência de micção de dia ou à noite (bexiga hiperativa);
  • Que essa necessidade de urinar surge com sensação de urgência;
  • Tem dificuldade para começar a urinar;
  • O jato sai fraco e com gotejamento terminal;
  • E está com incapacidade de esvaziar completamente a urina;

Ele pode estar com sintomas da hiperplasia benigna prostática.

A hiperplasia prostática benigna (HPB) é o aumento da próstata, que é uma glândula que fica abaixo da bexiga e envolve parte da uretra no sistema urinário masculino. Sua principal função é produzir fluidos que protegem e nutrem os espermatozoides.

Quando o homem é mais jovem, a próstata tem o tamanho de uma ameixa ou noz, mas quando envelhece o tecido dessa glândula pode crescer excessivamente. A próstata aumentada pode comprimir a uretra e a bexiga, fazendo surgir sintomas  que vão piorar muito a qualidade de vida.

Esses sintomas da HPB surgem porque o aumento da glândula leva a uma obstrução da bexiga, dificultando a saída da urina.

Mas, como a própria nomenclatura da patologia já sugere, não se trata de um câncer e nem será uma causa para o surgimento de um tumor maligno. No entanto, o câncer de próstata pode surgir paralelamente à HPB.

Pelos dados da Sociedade Brasileira de Urologia, aos 90 anos, praticamente 80% dos homens vão sofrer com essa doença, mas, já acima dos 50 anos, 50% da população masculina pode ser afetada. Portanto, o que causa hiperplasia prostática benigna (HPB) é, principalmente, o avançar da idade.

Mas, outros fatores de risco podem favorecer o problema, como: herança genética, síndrome metabólica, diabetes e obesidade.

Tamanho normal da próstata

Por volta dos 20 anos, a próstata terá o tamanho de uma noz: 

  • 3 cm de altura;
  • 4 cm de comprimento;
  • 2 cm de largura;
  • Volume de 20 a 25 gramas.

No entanto, a partir dos 40 anos, alguns homens já apresentam certo grau de aumento do tamanho prostático. Esse crescimento não obedece regra ou proporcionalidade.

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Então, essa hiperplasia prostática é comum?

Quando o homem vai envelhecendo, a incidência da doença cresce muito, porque a maioria dos homens apresenta aumento contínuo da próstata ao longo da vida.

Dados do Prostate Cancer Foundation, que é um renomado instituto norte-americano que estuda as patologias da próstata, revelam que as chances de um homem desenvolver a patologia podem crescer mais de 20% a cada década após os 40 anos.

No entanto, se o homem está com os principais sintomas de hiperplasia prostática benigna, antes de começar o tratamento específico, é necessário descartar outras doenças subjacentes que apresentam sinais semelhantes, como:  infecção urinária, prostatite, cálculos urinários, estreitamento da uretra,  cicatriz na bexiga resultante de cirurgia pélvica, problemas nos nervos que controlam a bexiga ou câncer de próstata.

O diagnóstico e tratamento desse problema é muito importante. O agravamento dos sintomas podem indicar o surgimento de infecções e cálculos urinários, hematúria (sangue na urina) e danos ao rim, como a insuficiência renal, devido à retenção de grandes volumes de urina.

Por isso, se sentir dor nos genitais ou na região inferior do abdômen, sangue na urina, não conseguir urinar de jeito nenhum, sentir dor e calafrios ao urinar, ou febre, procure o especialista imediatamente.

Hiperplasia prostática benigna: diagnóstico 

O diagnóstico da HPB começa com uma consulta ao urologista, que irá ouvir sobre os sintomas, e fará perguntas direcionadas, que são definidas por questionários específicos, e vão sugerir a gravidade da HPB.

O médico também deve fazer um exame físico, que pode envolver o exame retal, para avaliar o tamanho da próstata.

Além disso, outros exames poderão ajudar a complementar a avaliação, como exames laboratoriais e urofluxometria (vai medir a velocidade do fluxo urinário), além do exame de imagem, como ultrassonografia.

Em casos selecionados, faz-se necessário o exame urodinâmico completo.

Hiperplasia prostática benigna: tratamento

O tratamento da hiperplasia prostática benigna será de acordo com a gravidade do problema, mas sempre visa eliminar a obstrução da bexiga. 

Em geral, pode envolver uso de cirurgia, medicamentos e até mesmo uma mudança no estilo de vida, visando hábitos mais saudáveis, como cuidados com a alimentação e prática de exercícios físicos.

Muitos homens receberão apenas a indicação de acompanhamentos com exames físicos e de PSA (antígeno prostático específico), que faz a avaliação da possibilidade de existir tumores na próstata.

Mas, quando os sintomas são mais intensos, são indicados remédios para hiperplasia prostática benigna, que podem ser tanto os bloqueadores alfa, para ajudar a relaxar o tecido muscular junto ao colo vesical e a próstata;  como os inibidores das 5-alfa redutase, que diminuem o volume da próstata. Essas classes de medicações também podem ser prescritas em combinação para melhorar os sintomas.

É válido ressaltar que os bloqueadores alfa podem reduzir ou até mesmo eliminar a ejaculação temporariamente, enquanto os inibidores das 5-alfa redutase podem reduzir o desejo sexual.

Cirurgia hiperplasia prostática benigna

Muitos homens não respondem bem ao tratamento com remédio para hiperplasia prostática benigna, então, a cirurgia é uma outra abordagem que o urologista pode indicar.

Uma das opções é a ressecção transuretral da próstata (RTU), que fará a desobstrução da bexiga com a retirada da parte central da área hiperplásica. Esse procedimento cirúrgico é realizado com um instrumento que será inserido na uretra.

No entanto, há também uma outra abordagem para remoção do tecido da próstata, por meio da eletrocauterização, na qual é utilizado um laser. Esse procedimento apresenta menor índice de sangramento e resulta em melhoria da qualidade da micção.

Para próstatas de grande volume, pode ser indicado tratamentos endoscópicos por meio da enucleação do adenoma pelas técnicas de HoLEP ou BipoLEP.

Casos selecionados também podem ser realizados pela técnica laparoscópica ou com o auxílio do robô.

Conclusão

É muito importante que o homem frequente regularmente o urologista após os 40 anos, para prevenir ou tratar os problemas que vão surgindo com o avançar da idade, como aqueles relacionados à bexiga, que podem ser também uma bexiga hiperativa, provocada por outras causas, ou incontinência urinária.

A hiperplasia prostática benigna não é uma doença grave, mas os sintomas são incômodos e pode levar a outras doenças que podem evoluir para uma gravidade. 

Então, caso o homem esteja percebendo os sintomas citados acima, o ideal é procurar um especialista, que vai orientar o melhor tratamento, assim, o paciente pode caminhar em direção à retomada da qualidade de vida.

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Pielonefrite aguda: busque tratamento o quanto antes https://drlucianoteixeira.com.br/pielonefrite-aguda/ https://drlucianoteixeira.com.br/pielonefrite-aguda/#comments Mon, 11 Oct 2021 19:24:43 +0000 https://drlucianoteixeira.com.br/?p=16956 A pielonefrite aguda é uma patologia que merece cuidados urgentes porque pode levar a risco de morte.

Conheça neste texto o que é pielonefrite aguda, sintomas, causas e tratamentos para a doença.

Pielonefrite aguda: o que é?

A pielonefrite aguda é um processo infeccioso do rim, causado por bactérias. Em geral, é um agravamento de uma infecção no trato urinário baixo (cistite), na qual os microorganismos atingiram o trato urinário superior, ou seja, a pelve renal e o rim.

Devido à anatomia feminina, essa doença renal costuma atingir  mais as mulheres, porém, pode atingir também os homens.

Mas, o que causa pielonefrite aguda?

Esse processo infeccioso é deflagrado porque uma cistite não foi devidamente tratada, assim, as bactérias que estão na bexiga encontram condições para se multiplicar e subir para os rins.

Entre outras causas de pielonefrite aguda também está a obstrução do trato urinário, que pode ser provocado por uma pedra no rim, e favorecer as infecções na região. Por isso, pessoas que têm cálculos renais crônicos estão sujeitos a desenvolver o quadro.

Além disso, há alguns fatores de risco que podem contribuir com a deflagração de uma pielonefrite aguda, como malformações do aparelho urinário, um sistema imunológico deficiente, refluxo vesicoureteral ou homens com a próstata aumentada.

Pessoas que fazem uso de catéteres, usam certos medicamentos ou têm danos na medula espinhal também estão no grupo de risco.

Os agentes infecciosos mais comuns dessa doença são a escherichia coli (82% nas mulheres e 73% nos homens), mas bactérias como klebsiella, proteus, enterobacter e pseudomonas também são causadoras da infecção.

No geral, o problema acomete apenas em um dos rins, mas se o tratamento não vier rapidamente pode se transformar em uma pielonefrite aguda bilateral.

Em casos mais graves, como a pielonefrite aguda complicada, pode causar sepse e falência de múltiplos órgãos. 

Infeccções urinárias recorrentes

Pielonefrite aguda: sintomas 

Os sintomas de pielonefrite aguda traz muitos desconfortos e costumam surgir cerca de 2 dias após a infecção, como:

  • Dores fortes na lombar, virilha e abdômen;
  • Febre elevada (acima de 38,9 graus);
  • Náuseas e vômitos;
  • Calafrios;
  • Taquicardia;
  • Micção dolorosa;
  • Sangue ou pus na urina;
  • Urina com cheiro fétido;
  • Fadiga;
  • Incontinência urinária, urgência miccional (bexiga hiperativa)  e aumento da frequência urinária também podem ser sintomas em 50% dos casos.

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Pielonefrite aguda: diagnóstico

O conjunto dos sintomas relatados e o exame clínico já levam o médico a solicitar alguns exames laboratoriais para reforçar o diagnóstico da pielonefrite aguda, como a urina tipo 1 e a urocultura com antibiograma, além de exames de sangue.

Além disso, exames de imagem, como tomografias, também podem ser solicitados para comprovar ou descartar a existência de cálculos.

Tratamento para pielonefrite

O antibiótico para pielonefrite aguda sempre será a primeira via de ação porque vai impedir a multiplicação dos agentes infecciosos, que podem causar lesões permanentes nos rins ou se espalhar pelo organismo. Em geral, esse antibiótico é de amplo espectro.

O  paciente deve começar o tratamento recebendo hidratação, analgesia e o início do tratamento antibiótico. Em cerca de 2 a 3 dias a melhoria é mais evidente.

A maioria dos casos pode ser tratado sem internação, mas quando o quadro é mais grave pode ser necessário um período no hospital, que vai depender da gravidade e da resposta ao tratamento.

A internação vai acontecer quando houver suspeita de pielonefrite aguda com complicações, com impossibilidade de hidratação oral, quando o paciente estiver muito debilitado ou se for uma paciente grávida. 

No caso da gravidez, esse problema pode trazer um risco de parto prematuro e também promove ameaças ao bebê. Para evitar esse problema em grávidas, uma cultura de urina deve ser realizada entre a 12a e a 16a semanas da gestação. 

Mesmo após a alta, que pode ocorrer em cerca de 72 horas, o paciente deverá continuar tomando os antibióticos por um período de até 14 dias.

Quando houver uma obstrução urinária, o paciente também deverá ser internado para realização de uma cirurgia, porque o impedimento do fluxo da urina também traz sérios riscos aos rins.

Há como evitar a pielonefrite aguda?

Existem algumas mudanças de hábitos que podem ajudar a evitar essa grave patologia:

Como evitar a pielonefrite aguda?  Programar as micções (a cada duas horas); Aumentar a ingestão de líquidos (cerca de 2 litros diariamente); Fazer o tratamento da constipação intestinal; Tratar casos de incontinência urinária ou urgência miccional, ou casos de bexiga caída); Investigar a presença de cálculos renais no organismo.

Conclusão

A pielonefrite aguda é uma doença grave, que pode ser fatal, se o paciente não tiver o devido cuidado e receber o tratamento correto.

Quando não é tratada pode  evoluir também para a doença renal crônica, que pode danificar os rins permanentemente. Além disso, também pode trazer complicações como infecções recorrentes no órgão, infecções que se espalham ao redor dos rins, abscesso renal e insuficiência renal aguda.

Além das medidas preventivas citadas acima, os pacientes devem adotar consultas periódicas com um urologista, para realizar a detecção precoce deste grave problema para manter a saúde do trato urinário sempre em ordem.

Saiba mais sobre infecção urinária neste vídeo:

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Tratamento Hiperplasia Prostática Benigna (HPB): Laser para todos https://drlucianoteixeira.com.br/tratamento-hiperplasia-prostatica-benigna-hpb-laser-para-todos/ https://drlucianoteixeira.com.br/tratamento-hiperplasia-prostatica-benigna-hpb-laser-para-todos/#respond Tue, 12 Mar 2019 20:46:48 +0000 https://drlucianoteixeira.com.br/?p=16643 BPH Treatment: Laser for everyone

Dr. Luciano Teixeira e Silva – Departamento de Urologia, Universidade Federal de São Paulo, UNIFESP, Escola Paulista de Medicina, São Paulo, SP, Brasil

Dr. Fernando G. Almeida – Departamento de Disfunções Urinárias, Urologia Feminina e Urodinâmica, Universidade Federal de São Paulo, UNIFESP, Escola Paulista de Medicina, São Paulo, SP, Brasil

Benign prostate enlargement (BPE) is a highly prevalent pathology (1). The main consequence of BPE is Bladder Outlet Obstruction (BOO). Patients with BOO may be bothered by voiding lower urinary tract symptoms (LUTS). Those men with BOO and significant LUTS which did not respond to clinical approaches may be candidate to surgical procedures. In patients with prostate volume inferior to 80-100 grams, monopolar transurethral resection of prostate (TURP) has been considered the gold standard for decades. The American Urological Association (AUA) considered TURP as standard treatment for BPH (2) and The European Urological Association considered TURP “the treatment of choice” for prostates sized 30 to 80 cm3 (3).

In the past years, a wide range of innovative transurethral procedures have challenged the supremacy of this standard surgical option (4). These alternative transurethral procedures embrace all laser therapies, encompassing the various types of lasers and modalities of prostatic tissue ablation (enucleation, vaporization, and resection) and bipolar devices permitting bipolar TURP (5-7). Many of the “innovative” techniques at their time, such as trans-rectal high intensity focused ultrasound, visual laser ablation and transurethral needle ablation, claimed good results and did not survive to test of the time (8, 9).

TURP has been shown to be cost-effective, efficient, durable and with well-defined long-term complications and re-treatment rates (10). A large prospective multicenter study, including 10,654 men, who underwent TURP described a mortality rate of 0.10% and the cumulative short-term morbidity rate of 11.1% (11). Complications of TURP include failure to void (4.5% to 5.8%), surgical revision (1.1% to 5.6%), urinary tract infection (3.6% to 4.2%), bleeding which requires transfusions (2.0% to 2.9%) and TUR syndrome (0.8% to 1.4%) (11, 12). By using bipolar TURP, TUR syndrome has been overpassed. The bipolar TURP is performed with saline solution, which has improved safety, allow longer resection time and can reduce TUR syndrome, catheter time and length of hospital stay (13). Furthermore, in skilled hands bipolar TURP can be performed in prostate glands bigger than 80-100 grams.

Many endoscopic technologies have been proposed to replace TURP as the new standard reference. There has been a rise in the use of minimally invasive surgical therapy (14). Emerging laser treatments that deserve consideration in this debate are Holmium laser enucleation of the prostate (HoLEP) and photoselective laser vaporization of the prostate (PVP).

There are some trials comparing HoLEP and TURP (15-18). With mean follow–up range of 1 to 3 years, HoLEP demonstrated similar functional results to TURP when considering International Prostate Symptom Score [IPSS], quality of life score [QOL], and maximum flow rate [Qmax]. However, HoLEP operation time was significantly longer in all trials with almost twice the time of TURP in one trial (15). On the other hand, HoLEP can be used as an alternative to open prostatectomy in large prostates (19). It has been demonstrated that HoLEP presented similar functional results, reduced catheterization time, hospital stay, and less blood loss than open prostatectomy for large prostates treatment in two years follow-up (20). Catheter duration, hospital-stay and blood loss were in favour of HoLEP in two meta-analysis (12, 21). Urgency symptoms were more pronounced after HoLEP compared to TURP in one meta-analysis (5.6 vs. 2.2%) (12). Bladder injury during morcellation and postponed morcellation due to equipment failure are reported complications with HoLEP.

The learning curve with HoLEP is a great challenge. Shah et al. described the learning curve of approximately 50 cases (22). Cost is another important issue, particularly in developing countries. The increase in costs are related to the requirement of specific 100W laser, fibers and morcellator need for HoLEP.

Photoselective laser vaporization of the prostate (PVP) uses 532-nm lasers (80-W potassium-titanyl-phosphate [KTP], GreenLight, AMS, Minnetonka, MN) or 120-W lithium borate (LBO) and GreenLight XPS 180W (GL-XPS) (23). It was initially proposed as an alternative to TURP in anticoagulated patients. As opposed to HoLEP, the learning curve of PVP is shorter (24). One inherent limitation of PVP is the absence of tissue diagnosis.

Horasanli et al. showed that immediate outcomes were significantly better in PVP than TURP with reduced time of postoperative catheterization (3.9±1.2 days and 1.7±0.8 days, P<0.05) and shorter length of stay (4.8±1.2 days versus 2±0.7 days, P<0.05). On the other hand, functional improvement (IPSS, Qmax and post-void residual) was significantly worst in PVP, even with shorter follow-up. Operating room times were also significantly longer for PVP (87 vs. 51 minutes) (25). A meta-analysis showed increased dysuria comparing PVP, M-TURP and B-TURP (8.5% vs. 0.8% vs. 0%) and increased postoperative urinary tract infections comparing PVP, M-TURP and B-TURP (12% vs. 4.1 vs. 2.6%) (12). We observe that dysuria may be a significant problem in some patients submitted to green laser surgery. Such problem is minimized in trials, but it is a very common bothering complain and sometimes may last for over three months.

In a randomized controlled trial comparing PVP and open prostatectomy in large glands (average 93 vs. 96mL), surgical room times were significantly longer for PVP (80 vs. 50 minutes) with similar Qmax and IPSS scores, but inferior QOL score in those patients submitted to PVP at the 18-month follow-up (26). Similarly to HoLEP, cost is an issue for PVP/GreenLight laser. Lasers devices are very expensive and fibers are disposable. There are no other usages for this equipment. A trial published on Indian Journal of Urology in 2009, consider that lasers are unreasonable for treatment of BPH, particularly in developing countries, due to costs, unproven long-term durability, steep learning curve and lack of advantages over TURP (27).

We agree with Ahyai et al. (12) that the individual patient’s clinical profile should be carefully assessed to identify the most appropriate transurethral technique to manage BOO. Lasers are not appropriate to all patients. There is not single approach for everyone, but a specific patient for each approach. None of the above mentioned therapies are adequate to everyone. We believe that urologists managing symptomatic BPE should be familiar with all above described techniques to be able to judge the best option for each patient. Thus, the surgical approach should be planned based on patient’s performance status, use of anticoagulants, prostate volume, personal expectations and surgeon experience.

REFERENCES

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2. Roehrborn CG, McConnell JD, Barry MJ, et al. AUA Guideline on the management of benign prostatic hyperplasia. 2010. available at. www.auanet.org/documents/education/clinical-guidance/Benign-Prostatic-Hyperplasia.pdf

3. de la Rosette JJ, Alivizatos G, Madersbacher S, Perachino M, Thomas D, Desgrandchamps F, et al. EAU Guidelines on benign prostatic hyperplasia (BPH). Eur Urol. 2001;40:256-63; discussion 264.

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8. Schatzl G, Madersbacher S, Lang T, Marberger M. The early postoperative morbidity of transurethral resection of the prostate and of 4 minimally invasive treatment alternatives. J Urol. 1997;158:105-10.

9. Schatzl G, Madersbacher S, Djavan B, Lang T, Marberger M. Two-year results of transurethral resection of the prostate versus four ‘less invasive’ treatment options. Eur Urol. 2000;37:695-701.

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16. Kuntz RM, Ahyai S, Lehrich K, Fayad A. Transurethral holmium laser enucleation of the prostate versus transurethral electrocautery resection of the prostate: a randomized prospective trial in 200 patients. J Urol. 2004;172:1012-6.

17. Montorsi F, Naspro R, Salonia A, Suardi N, Briganti A, Zanoni M, et al. Holmium laser enucleation versus transurethral resection of the prostate: results from a 2-center, prospective, randomized trial in patients with obstructive benign prostatic hyperplasia. J Urol. 2004;172(5 Pt 1):1926-9.

18. Gupta N, Sivaramakrishna, Kumar R, Dogra PN, Seth A. Comparison of standard transurethral resection, transurethral vapour resection and holmium laser enucleation of the prostate for managing benign prostatic hyperplasia of >40 g. BJU Int. 2006;97:85-9.

19. Kuntz RM, Lehrich K, Ahyai S. Does perioperative outcome of transurethral holmium laser enucleation of the prostate depend on prostate size? J Endourol. 2004;18:183-8.

20. Naspro R, Suardi N, Salonia A, Scattoni V, Guazzoni G, Colombo R, et al. Holmium laser enucleation of the prostate versus open prostatectomy for prostates >70 g: 24-month follow-up. Eur Urol. 2006;50:563-8.

21. Tan A, Liao C, Mo Z, Cao Y. Meta-analysis of holmium laser enucleation versus transurethral resection of the prostate for symptomatic prostatic obstruction. Br J Surg. 2007;94:1201-8.

22. Shah HN, Mahajan AP, Sodha HS, Hegde S, Mohile PD, Bansal MB. Prospective evaluation of the learning curve for holmium laser enucleation of the prostate. J Urol. 2007;177:1468-74.

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26. Skolarikos A, Papachristou C, Athanasiadis G, Chalikopoulos D, Deliveliotis C, Alivizatos G. Eighteenmonth results of a randomized prospective study comparing transurethral photoselective vaporization with transvesical open enucleation for prostatic adenomas greater than 80 cc. J Endourol. 2008;22:2333-40.

27. Gupta NP, Anand A. Lasers are superfluous for the surgical management of benign prostatic hyperplasia in the developing world. Indian J Urol. 2009;25:413-4.


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É possível evitar o câncer de próstata com uma alimentação saudável? https://drlucianoteixeira.com.br/e-possivel-evitar-o-cancer-de-prostata-com-uma-alimentacao-saudavel/ https://drlucianoteixeira.com.br/e-possivel-evitar-o-cancer-de-prostata-com-uma-alimentacao-saudavel/#respond Tue, 11 Jul 2017 00:53:03 +0000 https://drlucianoteixeira.com.br/?p=16403 O Câncer de Próstata é o segundo tipo de câncer mais incidente entre os homens. Por isso, sua prevenção deve ser uma preocupação primordial. Além da prevenção, outra medida importante é garantir o diagnóstico precoce uma vez que, quanto mais inicial for o estágio do tumor, menos agressivo ele é, e maiores são as chances de cura. Um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de próstata é a idade. Quanto mais avançada, maiores são as chances. Não por menos, em homens acima de 50 anos, o câncer de próstata é o tipo mais frequente. Homens acima de 45 anos, portanto, devem ir ao urologista ao menos uma vez por ano para fazer os exames preventivos.

Além da idade, existem outros fatores que podem aumentam a possibilidade de um câncer de próstata, como histórico familiar da doença, infecções recorrentes na próstata, tabagismo, álcool, estilo de vida sedentário e, é claro, uma má alimentação. Para se prevenir contra o câncer de próstata, o homem deve realizar exames periódicos de checagem e ter um estilo de vida saudável.

A alimentação pode evitar o câncer de próstata?

O câncer de próstata é uma doença de causas multifatoriais, muitas delas não podem ser controladas diretamente, apenas inspecionadas, como é o caso das propensões genéticas.

Alguns estudos realizados por pesquisadores da área não encontraram relação direta entre a alimentação e a prevenção do câncer de próstata, inclusive em alimentos dos quais se esperava certa proteção contra a doença, como o licopeno do tomate, o selênio e a vitamina E das verduras e da castanha-do-pará*. Portanto, não se pode afirmar que a alimentação possa evitar o câncer de próstata.

Por outro lado, é comprovado que a obesidade, sedentarismo e o consumo de determinadas substâncias, como o tabaco e o álcool, aumentam a probabilidade de se desenvolver um tumor na próstata. Logo, hábitos saudáveis de vida e alimentação podem ajudar a prevenir a doença, especialmente em pessoas em grupos de risco.

Como a alimentação pode ajudar a prevenir o câncer de próstata?

Como dito acima, a alimentação saudável ajuda a prevenir várias doenças, mesmo que nenhum estudo consiga fazer esta associação direta com o câncer de próstata. Deve-se evitar o uso do tabaco, a ingestão de álcool, gorduras saturadas em excesso e investir no consumo de frutas e legumes, ricos em minerais e antioxidantes que combatem a proliferação de células defeituosas. Outro fator importante para a prevenção da doença é a prática de exercícios físicos regulares, especialmente para homens com idade superior a 40 anos.

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O que posso fazer para evitar a Infecção Urinária Recorrente? https://drlucianoteixeira.com.br/o-que-posso-fazer-para-evitar-a-infeccao-urinaria-recorrente/ https://drlucianoteixeira.com.br/o-que-posso-fazer-para-evitar-a-infeccao-urinaria-recorrente/#respond Mon, 03 Jul 2017 00:42:44 +0000 https://drlucianoteixeira.com.br/?p=16400 A infecção urinária é uma doença proveniente do aparecimento anormal de microorganismos no trato urinário, sendo um dos mais frequentes problemas especialmente em mulheres, que correspondem a 80% da incidência da doença.

O mais evidente sintoma da infecção urinária são as intensas dores na região da bexiga e pélvis, que se assemelham a cólicas, atrapalhando completamente a qualidade de vida das pessoas. Os principais sintomas dessa doença são:

  • Disúria (ardor na uretra durante a micção);
  • Noctúria (mais de uma micção noturna);
  • Aumento da frequência urinária (mais de sete vezes por dia);
  • Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga;
  • Dor supra púbica;
  • Sangue na urina;
  • Alteração do aspecto físico da urina (coloração escura, aparência turva e odor forte).

Em casos mais severos, podem-se apresentar dores lombares e, como toda infecção grave, estados febris. As principais causas para a infecção urinária são maus hábitos de higiene e relações sexuais. Sua incidência em mulheres é maior por que nelas a uretra é mais curta e mais próxima ao ânus, tornando-a mais susceptível a infecções.

Outros grandes fatores que provocam a infecção urinária são a alimentação, com baixa ingestão de líquidos (que diluem a composição da urina), hábito de ficar muitas horas com a bexiga cheia sem urinar e mau funcionamento do intestino. Se não for tratada, ela pode acometer outros órgãos do trato urinário, espalhar-se pelo organismo e se tornar uma infecção generalizada.

Como combater a infecção urinária?

Algumas pessoas possuem maior propensão a sofrer infecção urinária e esses episódios podem acontecer repetidamente, diminuindo cada vez a resistência dos órgãos do trato urinário. Para essas pessoas, os cuidados de prevenção e tratamento são ainda mais importantes. Confira abaixo algumas dicas simples e fundamentais para evitar a infecção urinária recorrente:

  • Alimentação: Aumentar a ingestão de água para no mínimo um litro e meio por dia e aumentar a ingestão de alimentos ricos em fibra para combater a constipação intestinal. Durante episódios de infecção, é importante evitar beber determinadas bebidas gasosas ou ácidas, como café e refrigerante.
  • Higiene: A higiene íntima deve ser sempre realizada no sentido da frente para trás, para evitar a contaminação com bactérias do ânus;
  • Relações sexuais: é importante fazer a higienização da área íntima antes e após da relação sexual. Urinar após o ato sexual auxilia a expulsar bactérias que possam ter penetrado a uretra e bexiga;
  • Micção: evitar manter a bexiga cheia por muitas horas;
  • Ciclo Menstrual: dê preferência a absorventes externos, evitando os internos, e nunca mantenha o mesmo absorvente por muitas horas;
  • Roupas: evite usar calças muito apertadas ou calcinhas que impeçam a ventilação local.


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Urologista é médico só de homens? Mulheres também sofrem de câncer urológico https://drlucianoteixeira.com.br/urologista-e-medico-so-de-homens-mulheres-tambem-sofrem-de-cancer-urologico/ Wed, 28 Jun 2017 21:43:46 +0000 http://drfernandoleao.com.br/?p=3025 Homens e mulheres são, de maneira geral, atendidos pelos mesmos médicos, porém, quando o assunto é saúde reprodutiva cada um tem seu especialista: os Ginecologistas para as mulheres e os Urologistas para os homens. Contudo, quando a mulher apresenta alguma alteração no trato urinário é o Urologista que ela deve procurar, pois além do sistema reprodutor masculino é ele o profissional da área médica que cuida dos rins, ureteres, bexiga, uretra e adrenal tanto de homens quanto de mulheres e crianças.

A hematúria: sangue na urina

Uma das situações que fazem homens e mulheres procurarem um Urologista é a hematúria, o surgimento do sangue na urina. Esse é um dos sintomas que indica alteração no trato urinário e as causas precisam ser investigadas. A hematúria pode não representar o desenvolvimento de uma doença, porém os tumores de bexiga e rins costumam ser diagnosticados através deste sintoma.

Quando a mulher tem uma anormalidade detectada em seus exames de urina ou de imagem que indiquem algum tipo de tumor no trato urinário, ela deve ser encaminhada a um médico Urologista que a avaliará e irá solicitar mais exames detalhados em busca das causas dos sintomas. Como normalmente as mulheres são atendidas pelo seu ginecologista com o passar dos anos, é importante levar para o Urologista o máximo de informação possível a respeito de sua saúde geral, com isso eleo médico terá mais recursos para auxiliar no diagnóstico preciso e no tipo de tratamento adequado para a paciente.

Tumores de bexiga e de rim

Em geral, homens apresentam mais chances de desenvolver câncer urológico porque fumam mais do que as mulheres, estão mais expostos aos produtos químicos em função do trabalho e, de maneira geral, cuidam menos da saúde do que elas no que tange a exames de rotina e acompanhamento médico, o que pode auxiliar na prevenção e detecção precoce de tumores.

Cálculos renais

Outra doença que leva as mulheres ao Urologista são os cálculos renais. Vários fatores de risco contribuem para a formação de cálculos renais, que incluem a história familiar, sendo 2,5 vezes maior em indivíduos com antecedentes de casos na família; a idade; a raça; elevação de ácido úrico; obesidade, a presença de diabetes mellitus; síndrome metabólica e hábitos alimentares inadequados. O cálculo renal acontece com frequência, cerca de 8% das mulheres e 15% dos homens vão apresentar cálculo renal em algum momento da vida.

Prevenção

A principal forma de prevenir o surgimento dos cálculos renais é o cuidado com a alimentação que não deve conter muito sal. Quem já tem predisposição para a doença deve evitar alimentos embutidos e industrializados e beber bastante água.

Os tumores também podem ser prevenidos com hábitos de vida saudável, exercícios físicos regulares e, para quem fumar, largar o cigarro. Cuidar da saúde evita o surgimento de doenças e garante um envelhecimento com qualidade de vida.

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Câncer de próstata: o que é? https://drlucianoteixeira.com.br/cancer-de-prostata-o-que-e/ Wed, 21 Jun 2017 12:55:55 +0000 http://drfernandoleao.com.br/?p=3048 A próstata é uma glândula existente apenas no organismo masculino. Trata-se de um órgão muito pequeno, que fica na parte inferior do abdômen, logo abaixo da bexiga, à frente do reto. A próstata envolve parte da uretra, canal que liga a bexiga ao orifício externo do pênis, por onde a urina é expelida para fora do corpo. Na próstata também é produzida uma parte do sêmen, o líquido que contém os espermatozóides. O câncer de próstata é o tumor mais comum nos homens com idade acima de 50 anos.

Os fatores de risco são:

  • Idade avançada (acima de 50 anos);
  • Histórico da doença na família;
  • Fatores hormonais e ambientais;
  • Hábitos alimentares (consumo alto gorduras, pobre em frutas, verduras e vegetais);
  • Sedentarismo;
  • Sobrepeso.

No Brasil, cerca de 52 mil homens são diagnosticados anualmente com câncer da próstata. No mundo, é um dos tipos mais comuns de câncer, e sua taxa de incidência é seis vezes maior em países desenvolvidos, quando em relação a países em desenvolvimento. A doença se fortalece quando o organismo perde o controle sobre as células da glândula prostática, que se multiplicam e crescem.

Quais são os sintomas?

Como o processo de desenvolvimento deste tipo de câncer é lento, o homem não nota a evolução do mal, que não apresenta sintomas diretamente relacionados. Entretanto, há também casos em que o processo é rápido e o câncer se desenvolve em um curto espaço de tempo, exigindo tratamento imediato para que não haja metástase – ou seja, para evitar ou retardar que o mal se espalhe por outros órgãos do corpo. Quando os tumores alcançam um estágio mais avançado, surgem sintomas mais evidentes:

  • Dificuldade para urinar;
  • Sensação de que a bexiga não esvazia por completo;
  • Hematúria (sangue na urina);
  • Dor óssea, especialmente na região lombar (já quando se verifica a presença de metástases, e o grau da doença atinge maior gravidade).

Qual o diagnóstico?

O câncer de próstata pode ser suspeitado de duas formas:

  • Exame físico (toque retal);
  • Exame laboratorial (dosagem do PSA).

Quando pelo toque se verifica aumento da glândula, ou o valor do PSA se altera, procede-se uma biópsia para analisar se há a presença de tumor. Em caso afirmativo, ele pode ser maligno ou benigno. Sendo maligno, o paciente deverá realizar outros exames de laboratório para que se verifique o tamanho exato, o estágio da doença e a presença ou não de metástases.

Qual o tratamento?

Conforme o tamanho e a classificação do tumor, bem como dependendo da idade do paciente, o tratamento poderá consistir em:

  • Prostatectomia radical (que é a remoção da próstata via cirurgia);
  • Radioterapia;
  • Hormonoterapia;
  • Uso de medicamentos específicos.

Em pacientes de idade avançada com tumores de evolução lenta há a possibilidade de acompanhamento clínico sem procedimentos invasivos.

Quais são os cuidados necessários?

  • Em geral, homens fora dos quesitos de risco devem se submeter a exames preventivos a partir dos 50 anos;
  • Afrodescendentes e homens que possuam casos de câncer de próstata na família antes dos 65 anos têm um risco maior de desenvolver a doença. Assim, devem submeter-se a exames a partir dos 45 anos de idade;
  • Homens com familiares portadores de câncer de próstata diagnosticado antes dos 65 anos têm um risco considerável de desenvolverem a doença. Sendo assim, devem submeter-se a exames e acompanhamento médico já aos 40 anos;
  • Caso o resultado do exame PSA normal, de acordo com a avaliação do Urologista, deve ser repetido regularmente;
  • Alimentação balanceada e prática regular de exercícios físicos são fatores decisivos no combate ao câncer de próstata.

É interessante reparar que resultados de exames PSA e toque retal podem ser falsos positivos, ou seja, podem estar alterados sem que haja a presença do câncer. Por isso, é imprescindível o acompanhamento médico regular, aprofundando a avaliação de um possível quadro de câncer de próstata.

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Conheça os tipos de câncer mais comuns em homens https://drlucianoteixeira.com.br/conheca-os-tipos-de-cancer-mais-comuns-em-homens/ Wed, 14 Jun 2017 22:38:27 +0000 http://drfernandoleao.com.br/?p=3019 São três os tipos de câncer mais comuns em homens: próstata, pênis e testículo. O de próstata é o mais incidente e prevalente, sendo a segunda principal causa de morte masculina por neoplasias. O de pênis é um dos tipos mais evitáveis e o de testículo é um dos mais raros, mas não menos importante. Saiba quais são os fatores de risco, como identificá-los e, principalmente, como evitá-los.

Os três tipos de câncer mais comuns em homens

Câncer de próstata

Dos tipos de câncer mais comuns em homens, o de próstata é a neoplasia mais prevalente. A estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) é de que mais de 60 mil novos casos da doença surjam a cada ano no Brasil. Os principais fatores de risco para este tipo de tumor são: etnia, histórico familiar e idade.

Homens negros são mais propensos a desenvolver um câncer na próstata. Possuir um familiar (tio, pai, avô ou irmão) diagnosticado com a doença também aumenta a chance para o surgimento do câncer de próstata. A idade também é outro fator de risco muito conhecido. A idade média dos homens diagnosticados com esse tipo de tumor é 66 anos.

A prevenção da doença depende do próprio homem tomar ciência da importância de possuir um estilo de vida saudável e realizar os exames recomendados no período indicado. Estar acima do peso, fumar, consumir muita carne, alimentos ricos em gorduras e que não contenham betacaroteno (como damasco, cenoura, abóbora, beterraba, mamão, manga) é prejudicial à saúde e favorece o aparecimento do câncer de próstata.

A partir dos 45 anos, todo homem tem de realizar ao menos uma avaliação anual com o urologista e outros dois exames: de toque retal e o que mede o nível de antígeno prostático específico (conhecido por PSA) no organismo. Quando há alguma suspeita, o urologista complementa a investigação com a realização de uma biópsia prostática para obter o diagnóstico definitivo.

Câncer de pênis

Diagnosticado em apenas 2% dos homens com tumores malignos, segundo informa a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), o câncer de pênis aparece com maior frequência naqueles que vivem em áreas de condições sanitárias precárias e que não cuidam da própria higiene. Alguns casos são registrados em homens infectados pelo papilomavírus humano (HPV), cuja transmissão ocorre pela relação sexual e também é responsável por causar câncer no colo do útero.

Além da falta de higiene, a desnutrição, a idade superior a 60 anos, a fimose, o esmegma (secreção que surge abaixo do prepúcio) em excesso, o tabagismo e as relações sexuais sem o uso de preservativo são fatores que facilitam o desencadeamento do câncer de pênis.

Não há melhor maneira de evitá-lo do que fazendo a correta higiene do órgão. A limpeza diária deve ser feita com água e sabão. Após a relação sexual ou a masturbação, o homem também deve preocupar-se em higienizar o pênis corretamente, principalmente se o ato for feito sem proteção. Depois de lavá-lo, o órgão deve ser bem seco. Meninos que aprendem desde cedo a conservar o pênis limpo e operam a fimose ainda na infância correm menos risco de ter câncer de pênis no futuro.

Câncer de testículo

O câncer de testículo também possui baixa incidência (5%), mas, mesmo assim, é preocupante porque surge com maior frequência em homens com idade entre 20 e 34 anos, ou seja, naqueles em idade de vida sexual ativa. A boa notícia é que a doença tem bom prognóstico. Pode ser curada em mais de 90% do casos.

Os mais propensos a ter câncer de testículo são os homens com criptorquidia (nome dado à condição caracterizada pela localização dos testículos fora da bolsa escrotal) e os inférteis. No segundo caso, é provável que a existência de um tumor no órgão seja a causa da baixa produção de espermatozoides. Mas o diagnóstico exato do problema só pode ser feito quando o homem percebe alguma alteração em seus testículos. Através do autoexame é possível identificá-las.

O homem que constata uma massa diferente ao tocar os testículos precisa consultar-se com um urologista para descobrir do que se trata. Confirmado o diagnóstico, é possível planejar o tratamento para que seja possível preservar a fertilidade, especialmente nos que ainda não se tornaram pais e o desejam ser um dia.

O tratamento geralmente envolve a remoção do testículo por via inguinal (região da virilha). Eventualmente, depois da análise da biópsia do material retirado, pode ser necessário algum tratamento complementar com quimioterapia, radioterapia ou até mesmo remoção de focos da doença em outros locais quando a mesma conseguiu se multiplicar fora dos testículos (metástases). Felizmente, estas últimas condições não são comuns e tem bom prognóstico.

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